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DECO faz balanço positivo
do ano de 2008


 



“Vamos reivindicar para 
assegurar o desenvolvimento do concelho”

O novo executivo cama­rário vianense tomou posse na passada segunda-feira numa cerimónia no Teatro Municipal Sá de Miranda que integrou também a tomada de posse da nova Assembleia Municipal.
Na cerimónia, o novo presidente da câmara, José Maria Costa, reafirmou que “os vianenses podem contar com o empe­nho, trabalho e dedicação no exercício das funções” dos eleitos camarários e que, para além de José Maria Costa, contam com Vítor Lemos (vice-presidente), Luís Nobre, Ana Margarida Silva, Maria José Guerreiro, António Carvalho Martins, Mário Guimarães, Ana Palhares e Aristides Sousa.
No seu discurso, o novo presidente da câmara lembrou que o projecto apresentado na campanha e que a população de Viana do Castelo sufragou com maioria qualificada será cumprido, nomeadamente com a revisão do Plano Estratégico de Desenvolvimento, partindo do plano desenhado em 1995, e a criação de um Conselho Económico e Social, que terá como missão assegurar a continuidade da dinâmica de planeamento “através de um processo de formulação e reformulação do plano e implementação coordenada de acções”.
Para o novo presidente, é necessário cumprir as seis linhas estratégicas dos próximos quatro anos: consolidar o projecto de requalificação urbana e de excelência ambiental de Viana do Castelo; apro­fundar a coesão do território através de projectos e parcerias com as quarenta freguesias; apostar na educação, no desporto, na cultura e na criação cultural; proporcionar um ambiente favorável para o acolhimento empresarial para a inovação e promoção do comércio tradicional; desenvolver as bases de uma nova cultura marítima; e alargar e aprofundar as políticas municipais de solidariedade social. “No cumprimento do nosso dever de representar e defender Viana do Castelo e os vianenses, vamos reivindicar junto do governo, da administração central e regional todas as medidas e acções necessárias para assegurar o desenvolvimento do concelho e distrito”, salientou José Maria Costa, para quem a “regiona­lização surge como um factor de esperança para o Norte que se depara quase quotidianamente com a deslo­calização de recursos humanos e centros de competências da região para a centrali­zadora capital do país”.
O presidente da Câmara Municipal de Viana do Castelo colocou ainda um desafio aos actores do território: “Vamos propor acções de cooperação com os Municípios de Barcelos, Caminha e Esposende no âmbito das acessibilidades e transportes para melhorar a competitividade do território” e mostrou-se disponível para “promover acções conjuntas” com outros municípios que visem a sustentabilidade e a competitividade do distrito, nomeadamente na estruturação de funções urbanas, na qualificação de infra-estruturas turísticas e na protecção e valorização da excelência ambiental da região.
Lembrando as decisões e pressupostos do Referendo Municipal no que toca à integração na Comunidade Intermu­nicipal Minho-Lima, José Maria Costa mostrou-se também “disponível” para encontrar formas de articulação de projectos e acções “desde que sejam assegurados os princípios que foram objecto de debate no âmbito do referendo”. José Maria Costa aproveitou ainda para lembrar a concretização dos objectivos estratégicos e de projectos de relevância territorial da Valimar, como são o caso do Programa Polis Litoral Norte ou do Centro de Mar. “Apresentadas as linhas de orientação estratégica para o mandato que agora iniciamos, apelamos à participação e colaboração de todos os vianenses, esperando deles um apoio crítico aos programas e projectos que formos implemen­tando, num exercício de cidadania activa”, concluiu o Presidente José Maria Costa.
Também no mesmo dia reuniu pela primeira vez a Assembleia Municipal, cuja nova presidente eleita foi Flora Silva.
José Maria Cunha Costa, o presidente da au­tarquia, ficará responsável pelos pelouros  da Administração Financeira e Patrimonial, Projectos e Obras Públicas, Protecção Civil, Ambiente e Desenvolvimento das Fregue­sias. O vereador Vitor lemos, nomeado vice-presidente da Câmara Municipal de Viana do Castelo, ficará com os pelouros da Organização e Modernização Administrativa, Saneamento Básico e Desporto. Já a Luís Nobre foram atribuidos os pelouros do Planeamento Urbano, Gestão Urbanística, Desenvolvimento Económico e Mobilidade (Trânsito e Transportes). A vereadora Ana Margarida Silva assume os pelouros dos  Recursos Humanos, Saúde, Solida­rie­dade Social e Volun­tariado. O pelouro da Educação, Cultura e Turismo ficará sob a alçada da vereadora Maria José Guerreiro.
Integram ainda o executivo camarário, que reunirá quinzenalmente, os vereadores António de Carvalho Martins, Mário da Cunha Rodrigues Guimarães, Ana Palhares e Aristides Sousa.

Turismo vianense premiado na Suíça

Viana do Castelo vai receber amanhã o Swiss Tourism Award 2009, que premeia o turismo de qualidade do concelho na Europa. A cerimónia de entrega decorre no Salão Internacional de Lugano, naquela que é considerada a mais prestigiada feira de turismo de toda a Confederação Helvé­tica e que decorre até ao próximo domingo.
O galardão que, segundo a organização, “é o reconhecimento oficial da Suiça e um incentivo ao desenvolvimento turístico de Viana do Castelo”, pretende promover o turismo de alta qualidade, proteger e enaltecer o património natural e cultural e fomentar a competitividade e a excelência dos serviços prestados.
De acordo com o Comité Científico, cujo júri deliberou entregar o Swiss Tourism Award a Viana do Castelo, “depois de uma cuidadosa avaliação” foi seleccionada a cidade de Viana do Castelo prestigiando a qualidade ambiental, cultural e turística de Viana do Castelo.
A entrega do prémio, cujo símbolo é marca de qualidade e prestígio no sector do turismo, vai ser feita numa cerimónia oficial com a presença das mais altas individualidades do turismo suíço.
O Salão Internacional de Turismo de Lugano (IV Laggiatori) está situado a apenas 75 quilómetros de Milão, com ligações rodoviárias de qualidade que a transformaram num dos mais prestigiados da Confederação Helvética, com visitantes de toda a Itália e especificamente de Milão, uma das mais ricas regiões de Itália.
Viana do Castelo, que tem marcado presença na feira por convite da organização, tem vindo a registar retornos da aposta no mercado italiano, já que foram contabilizados 1500 visitantes de Itália por ano em Viana do Castelo (números de passagem nos postos de turismo apenas), sendo por isso um mercado em crescimento, tal como o mercado suíço, que quase duplicou desde a primeira participação de Viana do Castelo em Lugano.
Para além de marcar presença na feira para receber o prémio, Viana do Castelo apresenta-se também com uma participação de destaque na feira, com a introdução de uma página sobre a cidade no site oficial e no Guia Turístico do Salão, editado em italiano.

Rotary de Viana homenageou 
Manuel Jorge Guimarães

O Movimento Rotário Internacional, no seu calendário, dedica o mês de Outubro aos Serviços Profissionais. Daí que todos os clubes, todos os anos, promovam a homenagem a um profissional que se tenha destacado na sua actividade.
O Rotary Club de Viana do Castelo, dando cumprimento a este objectivo anual e de acordo com o seu Conselho Director, decidiu distinguir um vianense, natural da vila de Darque, Manuel Jorge Guimarães, Doutorado em Medicina pela U.P. e Pós-doutoramento em Terapia Genética na  Universidade de  Stan­ford, EUA. A cerimónia de homenagem realizou-se na passada sexta-feira e contou com a presença de rotários de Viana e muitas outras localidades, convidados, familiares e amigos, que prestaram homenagem, pela “exemplar carreira de Investigador Cien­tífico, pondo todo o seu empenho ao serviço da Medicina, ao serviço da Humanidade”.
Apesar da sua pouca idade, Manuel Jorge Guimarães conta já com um “curriculum invejável”. Sete livros científicos publicados, vários prémios e distinções nacionais e estrangeiras. É Fundador e Presidente do Conselho de Administração da Alert Life Sciences, empresa criativa do mais sofisticado software dirigido para a saúde, com sede em Portugal e com sistemas instalados em vários paises do mundo. Conta com mais de 800 colaboradores, de um modo geral, de alta qualificação.
Para o clube vianense, Manuel Jorge Guimarães “é motivo de orgulho para todos os vianenses, todos os portugueses”. O Rotary de Viana, no passado dia 23 de Outubro, no Hotel Axis em Viana do Castelo, com a presença de rotários de Viana e muito as outras localidades, convidados, familiares e amigos, prestaram esta justa homenagem, pela sua exemplar carreira de Investigador Cien­tífico, pondo todo o seu empenho ao serviço da Medicina, ao serviço da Humanidade.

Feira de mobiliário com balanço “muito positivo”

Cadeira gigante foi a atracção na feira de mobiliário que, durante os quatro dias da sua realização, recebeu milhares de visitantes.
Decorreu entre a passada quinta-feira e o passado domingo a Viana Móveis 09, uma feira de mobiliário que a empresa mobiliária “Móveis Cam­bão” organizou em estreita parceria com os seus colaboradores comerciais.
Dos quatro dias de feira, João Cambão, proprie­tário da empresa orga­nizadora, faz um balanço “muito positivo”. “Correu muito bem, desde o público que aderiu, até aos próprios contactos de agenda que se proporcionaram, tanto para nós, como para os nossos parceiros comerciais”, explicou. João cambão diz que o positivo balanço da feira é a melhor maneira de responder aos “contratempos” que se verificaram nos dias anteriores à abertura da feira de mobiliário. “Com o sucesso deste evento respondemos no terreno às pessoas que tentaram boicotar a iniciativa”, disse, referindo-se ao facto de a grande parte das telas que pu­blicitavam o evento terem sido arrancadas.
A enchente de visitantes que passou pela feira resultou “num bom negócio”. De todos os produtos em exposição, os que mais se venderam foram os colchões, mas também se venderam muitas salas, quartos e sofás. “Em termos de vendas correu muito bem, também porque a mercadoria apresentada era de qualidade media/alta e tínhamos alguns descontos bastante em conta”, considerou.
A grande atracção da feira foi a cadeira gigante  em que muitas pessoas queriam sentar-se. “A cadeira gigante foi uma forma de cativar as pessoas porque é sempre algo que arrasta alguém”, considerou.
João Cambão apela, no entanto, a que mais associações e instituições possam apoiar iniciativas do género. “Fazer estes eventos é muito complicado e os nossos parceiros na organização também foram pessoas de grande coragem”, sustentou, acrescentando que a não ser a Ancore­ventos e a Associação Empresarial de Viana do Castelo, nenhuma outra instituição apoiou a iniciativa. “Trabalhamos a organização única e exclusivamente com os nossos parceiros comerciais”, disse.
Para além de procurar outros parceiros, a organização trouxe à feira arquitectos e designers, tendo convidado também as escolas a estarem presentes na feira. “Aqui não se fez só negócio, também se promoveu a cultura e a formação”, declarou, lamentando, no entanto, que a APPACDM, cujos utentes fazem trabalhos de restauração de mobiliário, não tenha estado presente. “Por minha culpa, porque passou-me e só no fim da feira é que me chamaram à atenção para este facto e tínhamos todo o prazer em tê-los lá, infelizmente neste aspecto falhei. Não houve má intenção, pelo contrário, até porque fazia todo o sentido”, explicou.
Depois do êxito desta iniciativa que serviu também para comemorar o 35º aniversário da empresa, para o futuro João Cambão ainda não tem nada definido, mas afirma que parada a empresa não vai ficar. “Estamos a tentar refazer-nos desta para ver o que se pode fazer já de seguida porque temos que andar sempre para a frente porque nós não dizemos só, também aplicamos as regras”, considerou.

Socialistas dizem que partido venceu “em todas as frentes”

A Comissão Política Concelhia do Partido Socialista de Viana do Castelo esteve reunida no início da semana passada para avaliar os resultados eleitorais de 11 de Outubro, tendo considerado que estes se saldaram numa “notável vitória em todas as frentes”.
Em Viana do Castelo, o partido reforçou o número de votos em relação às últimas eleições autárquicas, aumentou o número de deputados eleitos para a Assembleia Municipal e considera, ainda que obteve “francas” vitórias nas freguesias onde apostou com candidaturas próprias ou a­poian­do candidatos independentes.
Depois de uma vitória folgada na noite de 11 de Outubro, foi eleito José Maria Costa, também líder da concelhia de Viana do Castelo do PS, com 50.2% dos votos, que representam 25.786 votos, ou seja, mais 579 votos que em 2005. Esta maioria permite eleger cinco mandatos que irão agora possibilitar ao PS liderar a autarquia vianense. Na análise dos números efectuada na última reunião, o Partido Socialista concluiu que houve um “claro reforço nos votos, demonstrando toda a confiança dos eleitores nos seus eleitos”. “Apostam na continuidade do trabalho desenvolvido, mas apresentando novos projectos e novas ideias para o Município de Viana do Castelo”, considera o líder da concelhia socialista em comunicado.
Na Assembleia Municipal, o Partido Socialista também venceu, somando mais um mandato aos 19 conquistados em 2005. Também para a Assembleia da República, o partido obteve um resultado histórico, elegendo um representante concelhio para o Parlamento, na figura de Defensor Moura.

Vinte militantes sociais democratas 
arriscam expulsão do partido

Duas dezenas de militantes do PSD no concelho de Viana do Castelo arriscam a expulsão, por terem concorrido nas últimas eleições autárquicas em listas opositoras às do partido, admitiu o líder da concelhia social democrata.
Segundo António José Amaral, a concelhia já enviou uma lista com os nomes dos referidos militantes ao Conselho de Jurisdição do partido, cabendo agora a este órgão definir as respectivas sanções, que podem ir desde a repreensão até à expulsão. “Não se trata de qualquer caça às bruxas, mas apenas de zelar pelo cumprimento dos estatutos do PSD”, ressalvou.
Santa Marta de Por­tuzelo, Vila Franca e Lanheses foram as freguesias onde se registou um mais elevado número de militantes do PSD a concorrem em listas opositoras às do partido.
Um dos militantes foi António Camelo, militante social-democrata “há mais de 35 anos”, que concorreu à Junta de Santa Marta de Portuzelo como independente, com­petindo directamente com a lista do PSD, encabeçada por Herme­negildo Costa, presidente reeleito. “Ainda escrevi à direcção nacional do partido pedindo a suspensão temporária da minha militância, mas informaram-me que os estatutos do PSD não prevêem essa figura, pelo que decidi avançar na mesma com a minha candidatura independente”, referiu António Camelo. O militante disse que “foi traído” pelo partido, já que “teria tudo acertado verbalmente” para ser o candidato do PSD à Junta de Santa Marta de Portuzelo, mas depois “roeram a corda”. “Se houve alguém que não foi correcto neste processo, não fui eu, com toda a certeza. Mas se mesmo assim me quiserem expulsar, pois que expulsem. Não darei um único passo para o evitar”, disse ainda António Camelo.


CS4309

“Hoje o Cambão é um nome com prestígio”

Empresa de mobiliário comemora o 35º aniversário com uma feira de mobiliário, realizada em estreita ligação com os seus parceiros comerciais.
Foi inaugurada ontem e decorre até ao próximo domingo, no Pavilhão A. I. Minho, a Viana Móveis 09, uma iniciativa que se integra nas comemorações dos 35 anos da empresa Movéis Cambão e em que a atracção principal é uma cedeira de “dimensões respeitáveis” como explicou João Cambão. “Não será a maior­ do mundo, mas pouco menos”, alegou, indicando apenas que a cadeira ocupará entre nove e doze metros quadrados e é feita de madeira de samba, cor de Índia. “Queria ter alguma coisa chamativa que acabe por atrair o público e surgiu esta ideia”, disse João Campão para quem a experência das “dimensões gigantes” não é nova, uma vez que já na comemoração das bodas de prata da empresa foi apresentado o maior quarto do mundo. “Temos que responder a estas crises com iniciativas como estas que nos ajudam sempre a ultrapassa-las”, explicou João Cam­bão. E para os clientes também vai compensar, uma vez que todos os stands apresentarão produros com descontos que poderão ir até aos 35%.
Para a iniciativa, João Cambão diz que as perspectives são animadoras. “Embora tenhamos tido alguns contratempos penso que a iniciativa vai ser levada a bom porto”, disse, referindo-se ao facto de, nos últimos dias ter sido arrancada grande parte das telas que publicitam o evento. “É de lamentar e concerteza não foi só o mau tempo”, considerou.
Esta feira é realizada em parceria com os parceiros comerciais da empresa, que, de acordo com João Cambão, são também a chave do seu sucesso. “Temos fornecedores com quem trabalhamos desde o início, e nem sempre é fácil, tanto para nós como para eles”, explicou, acrescentando que a luta ao longo dos 35 anos de vida da empresa tem dado frutos positivos devido, sobretudo, “ao muito trabalho, esforço, dedicação e honestidade”. “Temos crescido graças aos nossos clientes e o nome Cambão é um nome conhecido há 35 anos e que tem somado bastante prestigio”, declarou.

Comandos de Viana homemageam 
camaradas que morreram

No próximo dia 1 de Novembro, a Delegação da Associação de Comandos de Viana do Castelo, leva a efeito uma pequena cerimónia em homenagem aos seus camaradas, “que pela lei da morte se foram libertando”.
Esta pequena cerimónia de carácter muito especial­ para os Comandos, decorrerá junto ao Monumento aos Combatentes do Ultramar, mesmo no centro de Vila Praia de Âncora.
A concentração dos participantes está marcada para as 10 horas e às 10,15 horas será feita a recepção à Guarda de Honra vinda do Regimento de Cavalaria Nº 6, em Braga, e apresentação da força à entidade que preside.
Ás 10,30 horas decorrerá a cerimónia de Homenagem aos Mortos, com a leitura do Código Comando, a deposição de coroa de flores e o Hino aos Mortos, execução a cargo de um clarim do RC6.
Ás 11,15 terá lugar uma missa na Capela de Vila Praia de Âncora por todos os Comandos já falecidos, celebrada pelo padre João Baptista. No final decorrerá um Porto de Honra, na sede da Delegação de Viana do Castelo da Associação de Comandos, na Rua de Gontinhães, em Vila Praia de Âncora.

PJ detém alegado autor do furto 
de antiguidades em residências

A Polícia Judiciária (PJ) anunciou a detenção de um homem suspeito de furtar antiguidades em residências de Viana do Castelo, aonde se introduzia por arrombamento das janelas.
O detido, que vai ter de se apresentar periodicamente à polícia até julgamento, tem 42 anos e os assaltos por que está indiciado ocorreram em finais de Junho.
Nesta operação, desenvolvida pelo Departamento de Investigação Criminal de Braga, a PJ apreendeu ao suspeito alguns dos artigos furtados “e centenas de outros que se presume serem igualmente provenientes da actividade ilícita”, refere um comunicado policial.

Bibliotecas vão estar disponíveis em rede

O Vice-Presidente da Câmara Municipal, José Maria Costa, e a Coordenadora Nacional da Rede de Bibliotecas Escolares assinaram na passada segunda-feira os protocolos que permitem a Viana do Castelo integrar o Plano Nacional de Leitura e criar a Rede de Bibliotecas e Catálogo Online com os agrupamentos de escolas e escolas secundárias do concelho.
A cerimónia, que decorreu na Biblioteca Municipal, serviu também para que fossem dados passos para “futuras parcerias” entre a autarquia e as escolas do concelho, com quem José Maria Costa pretende encetar actividades que “visem o acesso democrático dos mais novos a boas condições de ensino”.
A iniciativa teve início com a assinatura do protocolo de cooperação com a Comissão do Plano Nacional de Leitura com o objectivo de elevar os níveis de literacia através da promoção da leitura, assumida como factor de desenvolvimento individual e de progresso colectivo, tornando a Câmara Municipal de Viana do Castelo um parceiro na execução dos diferentes programas de promoção da leitura constantes no Plano, nomeadamente através de apoio técnico às instituições educativas para a promoção da leitura na sala de aula e nas demais actividades curriculares ou o apoio financeiro às instituições educativas envolvidas.
À Câmara Municipal cabe igualmente contribuir para a promoção da leitura na sala de aula e em outras actividades das escolas através de um financiamento de cerca de 29 mil euros para aquisição de livros, o apoio no desenvolvimento da Rede de Bibliotecas Escolares ou a promoção de eventos destinados à promoção da leitura,
A Câmara Municipal de Viana do Castelo assinou também o Protocolo para a Criação da Rede de Bibliotecas, que visa o alargamento da rede a todas as escolas dos três ciclos do Ensino Básico e Secundário e a criação de um catálogo colectivo online. Assim, irá ser criada uma plataforma tecnológica que permita a constituição e manutenção de um Catálogo Colectivo online, visando o fomento de uma política coordenada de aquisições, a compa­tibilização e a troca de informação bibliográfica e a dinamização do empréstimo inter-bibliotecas, assente na observância de princípios técnicos comuns. De acordo com o protocolo, a câmara municipal vai facilitar o apoio técnico para que seja acessível a todo o acervo bibliográfico das bibliotecas escolares.

Sindicato teme pelo futuro 
da fábrica da Leoni e pede audiência ao ministro

O Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Eléctricas do Norte e Centro (STIENC) anunciou que vai pedir uma audiência ao ministro da Economia para lhe expor a sua “grande preocupação” com o futuro da Leoni Viana.
“Apesar de a administração garantir que no futuro imediato as coisas estão estáveis e que não se perspectiva ‘lay-off’, despedimentos ou mesmo o encerramento, a nossa preocupação é muito grande, porque não sabemos o que é futuro imediato nem o que poderá acontecer a seguir”, disse, à Lusa, Migueil Moreira, do STIENC. O sindicalista falava no final de uma reunião com a administração da fábrica de Viana do Castelo do grupo alemão Leoni. “Esta fábrica já teve 2.000 trabalhadores, agora apenas tem 600. Além disso, já alugou um dos seus dois pavilhões para armazém de uma fábrica de papel. Também vai falando numa quebra de encomendas. Tudo junto, leva-nos a ter fortes preocupações com o futuro”, acrescentou.
A Leoni Viana, que produz essencialmente cablagens para a indústria automóvel de veículos ligeiros, efectuou, em mea­dos deste ano, um despedimento colectivo, abrangendo 120 trabalhadores, justificado com a “redução dramática” de pedidos da indústria automóvel. Antes disso, tinha ajustado a semana de trabalho de cinco para quatro dias, uma medida que seria para vigorar entre Fevereiro e Julho mas acabou por ser suspensa antes da data prevista.
“O nosso objectivo é manter os postos de trabalho e assegurar a viabilidade de empresa. Não deverá entender tratar-se - pois não é essa a nossa intenção - o presente recurso como um sucedâneo ou uma iminência de despedimentos colectivos. O que se pretende é exactamente o contrário”, referia, em Janeiro, um documento interno da empresa.

 
Rotários realizaram rastreio 
em Santa Marta de Portuzelo

No passado domingo, o Rotary Club de Viana do Castelo, com o apoio da Junta de Freguesia, realizou mais um “Rastreio do Cancro do Estomago”, na freguesia de Santa Marta de Portuzelo.
Esta iniciativa que tem corrido todas as freguesia do concelho de Viana do Castelo, teve lugar na sede da respectiva junta, que dispôe de excelentes instalações, e contou com uma equipa de mais de cinquenta pessoas, entre rotários e enfermeiros.
O povo desta freguesia, alás, como noutras, aderiu em”massa”, considerando que este rastreio se destina a pessoas a partir dos 40 anos.
A próxima freguesia será a de Serreleis, no segundo domingo de Novembro.

 

CS4308

PS mantém câmara mas perde um mandato

O PS venceu as eleições para a Câmara Municipal de Viana do Castelo e aumentou mesmo o número de votos em relação às últimas Autárquicas, mas perdeu um dos seis vereadores que detinha.
Nos últimos quatro mandatos, o PS tinha sempre apresentado Defensor Moura como cabeça-de-lista à Câmara de Viana do Castelo, mas desta vez a aposta recaiu em José Maria Costa, número três do executivo cessante.
Em 2005, o PS conseguiu 25.207 votos (48.99 por cento), números que agora subiram para 25.786 (50.2 por cento). No entanto, esta subida não evitou a descida do número de mandatos, de seis para cinco.
A coligação PSD-CDS/PP, liderada pelo social-democrata António Carvalho Martins, conseguiu quatro mandatos.
Em 2005, estes partidos concorreram separadamente, tendo o PSD conseguido meter três vereadores, ao passo que o CDS-PP não meteu nenhum.
Em 2005, PSD e CDS-PP totalizaram 18.332 votos, enquanto que nas eleições de domingo esse número baixou para 18.039, ou seja, conseguiram mais votos separados do que coligados.
À Câmara de Viana do Castelo concorreram, também, a CDU e o Bloco de Esquerda, que não conseguiram eleger nenhum vereador.
Para José Maria Costa, a vitória de domingo “foi a vitória de Viana do Castelo”. “Espero contar com todos, mesmo com os candidatos derrotados, para trabalharmos por Viana do Castelo, pela cidade e pelas 40 freguesias”, referiu o candidato socialista.
O cabeça-de-lista da coligação PSD-CDS/PP assumiu o resultado de hoje como “uma derrota pessoal”. “Perdemos as eleições, assumo a derrota pessoal e amanhã é um novo dia”, disse Carvalho Martins, escusando-se a revelar se assumirá o lugar de vereador no Executivo.

Moura promete ser um deputado fiel

O presidente cessante da Câmara de Viana do Castelo, Defensor Mou­ra (PS), entretanto eleito deputado, afirmou que não é “um homem de partido” e que na Assembleia da República será “sempre fiel a Viana do Castelo”.
“Serei [na Assembleia da República] sempre fiel a Viana do Castelo. Não sou um homem de partido, sou um homem muito bairrista, não tenho vergonha que me chamem provinciano. Sou de Viana do Castelo, assumo que sou da província, mas não tenho medo dos cosmopolitas”, disse Defensor Moura.
À pergunta sobre se, enquanto deputado, admite vir a dizer “não” ao partido em certas votações, Moura contrapôs: “direi sempre ‘sim’ a Viana do Castelo”. “Serei o Defensor Moura de sempre, que esteve sempre contra quem quis mandar nele ou cavalgá-lo”, acrescentou, escusando-se a responder se admite tornar-se num novo Manuel Alegre na bancada do PS. “Eu sou naturalmente alegre, mas com letra pequena”, referiu, com humor.
Moura é presidente da Câmara de Viana do Castelo há 16 anos, depois de, nas Autárquicas de 1993, como candidato do PS, ter protagonizado uma das maiores surpresas, ao destronar o PSD do Município, na altura liderado por Branco Morais. Na noite das eleições, mal soube que tinha ganho, o seu primeiro comentário foi “coitado do Branco Morais”. “Eu era e sou amigo dele e sabia como ele ambicionava ser presidente da câmara. E eu não ambicio­nava na altura. Fui surpreendido com a eleição e tive pena que ele não tivesse ganho”, confessou.
Na altura, nunca pensou que ficaria tantos anos na presidência da câmara, mas foi somando quatro anos a mais quatro, acabando por cumprir quatro mandatos.
Quanto a obras que mais gosto lhe deram rea­lizar, destaca a intervenção na Praia Norte/Praia da Vinha e uma pequena estrada para ligação a um lugar chamado Vacaria, que estava isolada e a que ninguém ligava, “por ter poucos eleitores”.
Obras que gostaria de ter realizado e não teve oportunidade diz que há muitas e, por isso, escusou-se a destacar uma, nem sequer o prédio Coutinho, um edifício de 13 andares que a câmara quer demolir, mas cujo processo está encravado nos tribunais. “Esse assunto, para mim, politicamente está resolvido. Para mim já está demolido. Agora é só um problema judicial”, referiu.
Moura falava na Areo­sa, Viana do Castelo, após ter cumprido o seu dever cívico de votar, neste caso para as Autárquicas. “Estou tranquilo e satisfeito, por ter podido votar por uma candidatura que eu conheço bem, responsável, com trabalho feito, com capacidade para continuar uma obra que eu tive o gosto de fazer com eles ao longo destes anos”, rematou.

Município vianense recebe galardão eco-escolas

A Câmara Municipal de Viana do Castelo, en­quanto entidade pro­motora do Projecto Eco-Escolas nos estabe­le­cimentos de ensino do concelho, recebeu, em Santa Maria da Feira, o galardão Eco-Escolas 2008/2009.
O prémio é o reconhe­cimento dos projectos desenvolvidos pelo Cen­tro de Monito­rização e Interpretação Ambien­tal (CMIA) naquele ano lectivo, que abrangeu a E.B.1 de Breia de Cima (Afife), E.B. 2/3 de Viana do Castelo e E.B. 2/3 Pedro Barbosa.
O galardão foi atribuído num evento que serviu para reconhecer o trabalho desenvolvido nas 1089 escolas inscritas e que, depois de avaliadas, demonstraram possuir a qualidade suficiente para, segundo critérios da FEE Internacional, se tornarem ECO-ESCOLA. O CMIA de Viana do Castelo esteve presente nesta mostra com painéis alusivos às suas exposições temá­ticas itinerantes, actividades desenvolvidas e recursos técnicos e didácticos que já produziu ao longo dos seus dois anos de actividade.
Para o ano lectivo 2009/2010, o Centro já colocou ao dispor da comunidade escolar diversos projectos de intervenção no meio ambiente e social, nomeadamente seis projectos escolares: os Programas Educa­tivos (abordagem intensiva da temática da água, resíduos, floresta e oceanos); a Conservação e Recuperação de Habitats Dunares (abordar a dinâmica associada aos ecossistemas litorais onde é realizado o arranque de infestantes e plantação e espécies autóctones); o Projecto Rios (visa a adopção e monito­rização de um troço de rio); a Com­pos­tagem (valorização da matéria orgânica); e o Projecto Eco-Escolas (sustentabilidade em diversas áreas).
Até ao momento, estão inseridos nestes projectos cerca de 4000 alunos de escolas de Viana do Castelo mas também escolas de outros concelhos.
Recorde-se que o CMIA tem vindo a promover um largo conjunto de iniciativas dedicadas ao ambiente. Com dois anos de funcionamento, já participaram nas actividades do Centro mais de 18 mil pessoas de diversas faixas etárias, graças a uma diversidade de projectos, formações, exposições e iniciativas que tem vindo a marcar o calendário anual do concelho. Aliás, só entre Janeiro e Agosto de 2009, o número de participantes nas actividades rondou os dez mil, demonstrando a capacidade de atracção das suas iniciativas.

Candidatura ao QREN para aquisição 
de quadros interactivos

A alteração do aviso de abertura de candidaturas ao QREN vai permitir ao Município de Viana do Castelo obter financiamento para aquisição dos quadros interactivos que tinham sido encomendados para as escolas do concelho e da rede de área local (ligação da internet).
O primeiro aviso do concurso, datado de 17 de Agosto, apresentava como potenciais benefi­ciários “as áreas metropolitanas e associações de entidades da administração local do continente” mas, com a alteração do aviso do concurso, datado de 6 de Outubro, os potenciais beneficiá­rios passam a ser “as áreas metropolitanas e os Municípios do continente e suas associações”.
Esta substancial alteração da letra do aviso de candidaturas permite à Câmara Municipal de Viana do Castelo apresentar directamente candidatura ao QREN para a aquisição de quadros interactivos, redes de videovigilância e colocação da rede de área local (ligação à internet nas escolas). Assim, Viana do Castelo consegue apresentar candidaturas ao QREN acedendo aos fundos comunitários que permitem efectuar investimentos, neste caso, à “Economia Digital e Sociedade do Conhecimento”.
Com a candidatura, o Município de Viana do Castelo consegue can­didatar projectos que “visem integrar as TIC nos processos de ensino e aprendizagem” e criando “condições para a generalização do acesso à Internet e produção de conteúdos online que reformula um anterior e que permite aos municípios aceder a estes fundos comunitários”.
Desta forma, Viana do Castelo obtém financiamento para a modernização da rede educa­tiva com a colocação de postos de internet móvel nas escolas do ensino básico e com a aquisição de cem quadros in­teractivos, que permitirão atingir um ratio de um quadro por cada duas salas de aula. A intenção é criar as melhores condições tecnológicas para o desenvolvimento do ensino mediante a utilização das ferramentas das novas tecnologias da informação em contexto escolar e de vida.
Recorde-se que, já no ano lectivo passado, a autarquia adquiriu quadros interactivos para apetrechar algumas das salas de aula das escolas do ensino básico e, com esta aquisição, irá permitir atingir um ratio de um quadro in­terac­tivo por cada duas salas de aula. Este investimento integra um conjunto que ascende aos 1,2 milhões de euros que a autarquia vai empregar no novo ano lectivo com vista ao melhor funcionamento de 34 estabelecimentos de educação pré-escolar (3550 alunos) e das 47 do primeiro ciclo do ensino básico, num total de 4 850 crianças.

Igreja das Almas em livro

A Câmara Municipal de Viana do Castelo apresentou mais uma edição comemorativa dos 750 Anos do Foral Afonsino. “Igreja das almas – As almas da Igreja Velha”, da autoria de António Cunha Leal, José Loureiro, Miguel Costa, Carla Silva Barbosa e Hugo Lopes, foi apresentado pelo Presidente da Câmara, Defensor Moura na Igreja das Almas, a antiga matriz da cidade.
O evento decorreu na requalificada Igreja das Almas, que se encheu para ouvir Defensor Moura falar das históricas do Largo das Almas e da sua vontade política de valorizar aquele espaço. Para o presidente da câmara, as escavações arqueológicas na capela permitiram dar a conhecer a história de Viana do Castelo, razão pela qual no preâmbulo desta edição refere que “foi a curiosidade e determinação de conhecer melhor as raízes do município, intencionalmente reforçadas com o programa cultural desenvolvido durante o período das comemorações dos 750 anos do Foral Afonsino, que proporcionaram as condições necessárias para a extensa e profunda investigação arqueológica realizadas na igreja e no adro das almas”.
Na ocasião, António Cunha Leal, também director de Departamento de Dinamização Cultural da Câmara Municipal, e José Loureiro, arquitecto da autarquia que liderou a empreitada de revalorização da igreja, deram conta dos achados arqueológicos, das dificuldades e da importância da igreja na História de Viana do Castelo.
Esta nova edição camarária retrata o trabalho desenvolvido durante o processo de reabilitação da igreja e respectivas escavações e estudos arqueológicas a cargo do Gabinete de Arqueologia e Património da Câmara Municipal de Viana do Castelo, fazendo um historial da capela.
O Museu da Igreja das Almas pode ser visitado diariamente entre as 9,30 e as 12,30 horas.

Auto Rabal inaugurou concessão para a Fiat

Foi na tarde do passado sábado que a concessionária automóvel Auto Rabal inaugurou, em Viana do Castelo, um novo espaço, que se destina agora à comercialização de modelos da marca italiana Fiat.
A festa começou pelas 14 horas com uma concentração Fiat Clássicos Clube de Portugal, no salão de vendas Fiat Auto Rabal, tendo depois os clássicos efectuado um passeio pela cidade.
No novo espaço estiveram, ainda, em exposição modelos de toda a gama Fiat e Fiat Profes­sional, incluindo os cinco modelos do Fiat 500, entre eles 500 Abarth, 500cc, 500 by Diesel, 500 Loungue, 500 Pur-02.
A cerimónia oficial da inauguração do novo espaço teve lugar pelas 16 horas e, para além do gerente da concessionária Auto Rabal, Ranhada Monteiro, estiveram também presentes o presidente da Fiat Portugal bem como o presidente da financeira da Fiat Portuguesa.
Durante a tarde a festa contou com animação variada, incluindo também insufláveis para crian­ças, e continuou noite dentro com a “Fiat Auto Rabal Party Elements” na discoteca Look, em Viana do Castelo
Ranhada Monteiro, gerente da concessão, contou ao “Cardeal Saraiva” que as perspectivas de crescimento deste novo espaço são animadoras face ao que se apresentou na tarde do passado sábado. “Correu muito bem, foi uma das melhores festa de sempre da Auto Rabal e esperemos que se traduza em número de clientes”, explicou.
O gerente acrescentou, ainda, que, numa altura em que o mercado do sector automóvel em Portugal cai cerca de 40%, a Fiat não tem acompanhado esta tendência, o que segundo Ranhada Monteiro, é também uma mais valia para empresa ao nível do equilíbrio do negócio. “A Fiat é uma marca de grande tradição no nosso país e está em franca recuperação e temos que aproveitar as sinergias para nos conseguirmos manter bem, fazendo face a esta crise”, acrescentou.
A concessionária tem Stand de vendas na Avenida Povoença, na Areosa, e a sede de Serviço e peças na Avenida Além do Rio, também na Areosa. Mais informações podem ainda ser obtidas em www.autorabal.com.

CS4307

PS quer lóbis para modernizar Linha 
do Minho e lutar contra portagens

O candidato socialista à Câmara de Viana do Castelo defendeu na passada terça-feira a constituição de um lóbi para a modernização da Linha do Minho e de uma “frente comum” para lutar contra a introdução de portagens na A-28.
José Maria Costa dedicou o dia da campanha à mobilidade e transportes, tendo feito, simbolicamente, uma viagem de comboio entre Barroselas e Viana do Castelo, para dar conta da sua aposta na utilização dos transportes públicos e na modernização da Linha do Minho. “Vou convidar os presidentes das câmaras de Barcelos, Caminha, Vila Nova de Cerveira e Valença para a constituição de um lóbi forte com vista à melhoria imediata desta linha”, referiu, em conferência de imprensa, o candidato do PS.
A melhoria das ligações Viana do Castelo - Porto ao Alfa Pendular e Intercidades, a melhoria da sinalização automática, a electrificação da via e um melhor serviço de horários e frequência de comboios são as reivindicações de José Maria Costa.
A candidatura socialista garante ainda que, logo após as eleições autárquicas, promoverá uma reunião com os presidentes das câmaras de Vila do Conde, Póvoa de Varzim e Esposende, para criar uma “frente comum” de luta contra a anunciada introdução de portagens na A-28, entre Viana do Castelo e o Porto. “Enquanto não houver alternativas de qualidade, não aceitamos portagens”, afirmou José Maria Costa, reivindicando “um tratamento de igualdade” em relação ao Algarve.
Paralelamente, a candidatura propõe-se a agendar uma reunião na Assembleia da República para sensibilizar os responsáveis para a importância da não colocação de portagens para a economia da região.

Gestão integrada para o Centro Histórico
O cabeça-de-lista do PS à câmara de Viana do Castelo, José Maria Costa, defendeu uma “gestão integrada” para o Centro Histórico da cidade, que passará pela reabilitação urbana e pela dinamização turística e empresarial.
“Não fazemos projectos a retalho, queremos uma gestão integrada para o Centro Histórico”, referiu José Maria Costa, sublinhando que essa gestão será feita em parceria com a Associação Empresarial e o Instituto Politécnico de Viana do Castelo. Uma das apostas será a criação de uma “via verde” para o licencia­mento de obras em estabelecimentos comerciais e empresas. “Será um balcão especializado, que ajudará a tornar mais céleres os processos de licenciamento”, explicou o candidato.
A gestão integrada do Centro Histórico contemplará ainda a criação de lugares de estacionamento para os moradores e a animação turística e cultural. A ideia, sublinhou, é construir “uma cidade criativa”, que aposte na inovação e, assim, “se torne ainda mais atractiva”.
José Maria Costa classificou mesmo a campanha socialista como o “roteiro do futuro”, contrapondo-a com a da coligação PSD/CDS-PP, que “apenas está preocupada com o passado, com dívidas e com a Comunidade Intermunicipal do Minho-Lima”. “Nós não estamos preocupados com o passado, nós falamos é do futuro”, referiu.

Coligação PSD/CDS defende redução de impostos

A candidatura da coligação PSD/CDS-PP à Câmara de Viana do Castelo garantiu que, se ganhar as eleições de 11 de Outubro, baixará os impostos, para aumentar o rendimento disponível dos vianenses.
“Em quatro anos, reduziremos ao mínimo o Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI), baixaremos o IRS para 2,5 por cento e acabaremos com a derrama”, referiu o cabeça-de-lista da coligação. António Carvalho Martins acrescentou que, com a coligação no poder, as taxas e licenças municipais “terão sempre um crescimento inferior à taxa de inflação”. “Consideramos que é absolutamente indispensável aumentar o rendimento disponível dos vianenses”, referiu.
Outro compromisso da coligação é a revisão do Plano Director Municipal (PDM), para aumentar as áreas de construção nas freguesias rurais e, assim, combater a sua deser­tificação. “Ainda agora tive de conhecimento de 17 famílias de Mujães [uma freguesia de Viana do Castelo] que foram viver para Barcelos, porque na sua terra não podiam construir casa”, disse Carvalho Martins.
O cabeça-de-lista do PSD/CDS-PP assumiu ainda que a coligação vê as próximas Autárquicas como uma espécie de referendo à integração de Viana do Castelo na Comunidade Intermu­nicipal do Minho-Lima (CIM). “Os eleitores sabem que, ao votarem em nós, estão a votar na integração imediata na CIM, ao passo que se votarem no PS Viana do Castelo continuará orgulhosamente só”, explicou.

Biblioteca promove “À conversa com…”

A Biblioteca Municipal de Viana do Castelo promove, a partir de Outubro, a iniciativa “À conversa com…”. A iniciativa, que pretende proporcionar a oportunidade de conviver de perto com os autores e a sua obra, tem início com os escritores Susana Melo e José Luandino Vieira, em conversas agendadas para os dias 16 e 30 de Outubro, respectivamente, na Sala Couto Viana pelas 21h30.
À conversa com… é uma iniciativa da Biblioteca Municipal que visa promover, em torno do livro, o diálogo e a troca de conhecimentos com escritores contemporâneos, mediante a criação de um espaço de incentivo à leitura, de divulgação das obras dos autores da actualidade, de promoção da cultura e do conhecimento, e, sobretudo, de interacção entre o público leitor e os escritores.
Esta iniciativa inclui encontros com escritores, sessões de autógrafos e lançamento de novos livros, entre outras actividades, e tem o seu início já no próximo mês de Outubro.
Assim, pelas 21,30 horas do próximo dia 16 de Outubro, a Biblioteca Municipal abre portas para À conversa com… a escritora Susana Melo, a propósito do lançamento do livro “Marcos, o escolhido e a chave de Atena” (literatura juvenil) e, no dia 30 de Outubro, também às 21,30 horas, é a vez de À Conversa com…o escritor José Luandino Vieira, numa sessão de lançamento do seu novo livro intitulado “O Livro dos guerrilheiros” (narrativas).

Contrato para criar rede piloto 
para a mobilidade eléctrica

O vereador do Ambiente da Câmara Municipal de Viana do Castelo, José Maria Costa, assinou, em representação do município, o contrato entre as autarquias que integram a Rede Piloto para a Mobilidade Eléctrica e a INTELI – Inteligência e Inovação.
Este contrato irá permitir aos 24 municípios pioneiros formar o primeiro living lab para a mobilidade eléctrica na Europa, numa altura em que Viana do Castelo tem em marcha uma política de mobilidade eléctrica que teve início em 2004 com o projecto dos autocarros eléctricos.
Em Santarém, José Maria Costa subscreveu o consórcio que irá permitir avançar com o Plano Nacional de Acção para a Eficiência Energética e que segue a política adoptada em Viana do Castelo nos últimos anos, com a implementação de um conjunto de medidas integradas de mobilidade onde se incluem os dois autocarros eléctricos que circulam no centro histórico. Por isso, o desafio lançado pelo Governo Português que prevê a operacionalização da Fa­se Piloto do Programa para a Mobilidade Eléctrica com a instalação de uma infra-estrutura mínima de mobilidade eléctrica de 1350 postos de carregamento a nível nacional até 2011, foi aceite por Viana do Castelo.
Com esta subscrição, Viana do Castelo assume-se como um território de experimentação, teste e validação de novas soluções de mobilidade eléctrica, criando um laboratório de experimentação de soluções de mobilidade eléctrica à escala nacional, visando a criação de sinergias entre os diferentes municípios. Em causa está um “living lab” para a mobilidade eléctrica ao qual Viana do Castelo aderiu.
Este projecto inovador e pioneiro a nível internacional contempla a implementação das infra-estruturas e sistemas de suporte necessários ao carregamento de veículos eléctricos a ser executada em três fases (fase piloto até finais de 2011, fase de crescimento para consolidar as soluções adoptadas e fase de consolidação a iniciar quando a procura de veículos eléctricos atingir um nível sustentado).
O programa integra também a implementa­ção do modelo para a Mo­bi­lidade Eléctrica (MOBI. E), cu­jas áreas de intervenção implicam a utilização de veículos eléctricos, mas também sistemas de mobilidade/inter­mo­dali­dade, modelos ener­ géti­cos, ordena­men­to do território e planeamento urbano, entre outros. Neste âmbito, as autarquias que subscreveram o plano constituem-se como centros de inovação, conhecimento e cria­tivi­dade, mas também como laboratórios de experimentação.
O plano é, para José Maria Costa, um salto qua­litativo nas políticas ambientais e energéticas que a Câmara Municipal de Viana do Castelo tem vindo a aplicar nos últimos anos, razão pela qual o município aderiu à Rede Piloto, considerada por seu lado” “uma aposta decisiva nas energias renováveis”. Com metas de criação de 320 pontos de carregamento em 2010 e 1350 em 2011, a Rede Piloto será compatível com todas as marcas de veículos eléctricos e baterias e torna Portugal um dos primeiros países do mundo a ter uma política integrada para a mobilidade eléctrica e uma rede de carregamento de âmbito nacional.

Museu de Arte e Arqueologia 
com exposição de numismática

O Museu de Arte e Arqueologia de Viana do Castelo abriu, no passado sábado, uma nova sala de exposições, dedicada à Numis­mática.
A iniciativa está integrada nas Comemorações das Jornadas Europeias do Património que, para além desta nova exposição permanente, integrou um recital de ópera barroca e clássica pela Associação Vox Angelis na Sala das Cenas de Palacianas e a entrada livre nos dois museus municipais: o Museu de Arte e Arqueologia e o Museu do Traje.
A nova sala do Museu de Arte e Arqueologia vai receber uma importante exposição permanente que irá enriquecer o património desde museu. Trata-se de moedas da Restauração à República, com uma valiosa colecção adquirida pela Câmara Municipal de Viana do Castelo, com exemplares de moedas desde o reinado de D. Afonso Henriques (séc. XII) até D. Manuel II (séc. XX).
A mostra ilustra e documenta também nove séculos e trinta e um reis, desde D. Afonso Henri­ques, o primeiro rei de Portugal com o qual surge a primeira moeda, o dinheiro. A moeda, de reduzido valor, uma vez que o metal precioso era apenas liga de cobre com reduzida quantidade de prata, nem sempre possuía o valor real. Normalmente este era inferior ao valor nominal, no entanto, estes metais preciosos: níquel, cobre, prata e ouro, as cunhagens e respectivos valores reais ou nominais apresentam sucessivos reinados e políticas de governação que, durante nove séculos, serviram para facilitar as trocas comerciais.
O Museu de Arte e Arqueologia está instalado numa mansão senhorial do século XVIII e possui uma das mais importantes e valiosas colecções de faiança antiga portuguesa dos séculos XVII a XIX, que inclui diversas peças da famosa Fábrica de Louça de Viana. Para além de um importante acervo de pintura, desenho e peças de arte sacra, destaca-se a colecção de mobiliário indo-português do século XVIII. Neste espaço, é possível ainda descobrir um espólio de azulejaria portuguesa e hispano-árabe, a que se junta a parte arqueológica da Igreja das Almas e da Casa dos Nichos.

Moradores do centro vão ter mais 
850 lugares para estacionar

A Câmara Municipal concluiu o levantamento do parqueamento automóvel à superfície no centro histórico, na zona entre a linha de caminho de ferro e a Avenida do Campo do Castelo.
Depois de efectuado o estudo, a autarquia vai agora proceder a um inquérito junto dos moradores para aferir das necessidades de parqueamento de cada família para, posteriormente, atribuir lugares de esta­cionamento na superfície aos moradores inscritos.
O levantamento surge na sequência do número alargado de obras de requalificação das ruas do centro da cidade, que agora estão modernizadas e valorizadas. O levantamento efectuado pelos serviços camarários aponta agora para a existência de 861 lugares de estacionamento para moradores, 162 lugares para cargas e descargas e 31 lugares para parqueamento de táxis e pes­soas com deficiência.
Neste momento, a Câmara Municipal prepara-se para fazer o in­qué­rito junto dos moradores que necessitem de estacionamento no centro histórico de forma a responder às suas necessidades. A área em causa integra os arrua­mentos situados dentro do centro histórico entre a Avenida Afonso III e a Avenida do Campo do Castelo (anel viário externo da cidade), sendo que na periferia existem diversos parques de estacionamento gratuito.
No que toca a parques de estacionamento subterrâneo, Viana do Castelo possui mais de três mil lugares de estacionamento espalhados por vários parques da cidade: Praça Afonso III com 281 lugares, Mercado com 181, Praça 1.º de Maio com 128, Estação Viana Shopping com 660, Praça da Liberdade com 335, Avenida com 320 lugares, 200 no subsolo do logradouro da Câmara Municipal e ainda 1080 no Campo da Agonia, que se encontra temporariamente encerrado.

Aprovado projecto do Centro Escolar de Alvarães

A Câmara Municipal de Viana do Castelo aprovou, na última reunião de executivo, o projecto do futuro Centro Escolar de Alvarães. O novo equipamento escolar, que vem satisfazer um anseio da comunidade educativa de Alvarães e concretizar um objectivo da Junta de Freguesia local, ficará instalado no espaço da actual escola da Igreja, que será assim qualificada e ampliada.
O novo edifício, que irá substituir as duas escolas existentes na vila de Alvarães, vai acolher 94 alunos e terá seis salas, com cinco turmas do primeiro ciclo e uma sala de jardim-de-infância. O estabelecimento de ensino terá um poliva­lente, um refeitório/cantina, um gabinete médico, salas de docentes e um campo de jogos exte­rior, estando equipado com novas tecnologias, como quadros interac­tivos e inter­net.
O valor base do concurso é de cerca de 1,5 milhões de euros e terá um prazo de execução de um ano.
O novo centro escolar de Alvarães integra a política de reordena­mento da rede educa­tiva, conforme previsto na Carta Educativa do concelho. Recentemente, entraram também em funcionamento os centros escolares de Perre (edifício de raiz com sete salas de aula, um poliva­lente/refeitório, uma biblioteca e uma sala de professores) e Mujães (edifício de raiz com quatro salas de aula, duas salas de actividades, um poli­valente/refeitório, uma biblioteca e sala de professores), prevendo-se para o final do ano a abertura do Centro Escolar de Santa Marta (edifício construído de raiz com oito salas de aula do primeiro ciclo, uma sala de actividades pré-escolares, um po­livalente/refeitório, uma biblioteca e uma sala de professores).
Recorde-se que, no que toca a investimentos nos equipamentos educativos, foram investidos mais de 40 milhões de euros em grandes intervenções de requalificação e novas construções de centros escolares e escolas (Castelo de Nei­va, Monte da Ola, Abelheira, Barroselas, Lanheses e Meadela). Para breve, estão três grandes investimentos previstos: decorre já o concurso público para a requalificação total da escola de Afife no valor de 425 mil euros e foram adjudicados os projectos de especialidade da escola de Cortegaça em Sub­portela.

Extensão de saúde de Castelo de Neiva abriu portas

A nova Extensão de Saúde de Castelo de Neiva entrou em funcionamento num novo edifício, orçado em cerca de 500 mil euros. A valência serve a população de Castelo de Neiva e uma população flutuante na época balnear e possui uma equipa médica com dois profissionais e respectivo pessoal de enfermagem, para além dos melhores equipamentos técnicos.
A nova estrutura, mais central e situada junto à zona escolar, está instalada em terrenos cedidos pela Junta de Freguesia de Castelo de Neiva e vem substituir o antigo edifício de 1991, a funcionar junto à Pedra Alta e que já não reunia condições de funcionamento.
As novas instalações são modernas, funcionais e com novos equipamentos com tecnologias avançadas, num investimento total de 500 mil euros. Na bênção do novo edifício estiveram presentes membros do executivo da Câmara Municipal de Viana do Castelo, nomeadamente o Vereador com o Pelouro do Desenvolvimento das Freguesias, que realçou os investimentos efectuados na freguesia de Castelo de Neiva, e ainda do coordenador da Sub-Região de Saúde de Viana do Castelo.
A freguesia litoral de Castelo de Neiva conta com mais de três mil habitantes, que multiplica nos meses de Verão devido ao regresso dos emigrantes e com a presença de veraneantes. A nova estrutura de saúde vai, assim, permitir melhor serviço e um atendimento com maior qualidade por parte da equipa médica e de enfermagem da extensão de saúde.

CS4303

“Assalto ao Santa Maria” em ante-estreia mundial

A longa-metragem “As­sal­to ao Santa Maria” tem ante-estreia mun­dial marcada para o próximo domingo, pelas 21,30 horas no Teatro Municipal Sá de Miranda, em Viana do Castelo. O filme, que teve o navio hospital Gil Eannes como prin­cipal cenário da roda­gem, foi produzido por José Mazeda (TAKE 2000) e realizado por Francisco Manso e conta a história do acto revolucionário para denunciar os regimes de Salazar e Franco.
O filme, que tem o apoio do Instituto do Cinema e do Audiovisual, do Fundo de Investimento para o Cinema e Audio­visual, da RTP, da Televisão da Galiza, da Câmara Municipal de Viana do Castelo e da Fundação Gil Eannes, foi rodado em vários locais, mas foi no navio hospital fundeado em Viana do Castelo que decorreram as principais cenas do filme, onde aliás participaram centenas de figurantes vianenses.
Na ante-estreia mundial do filme, que antecipa a entrada no circuito comercial cinematográfico até ao final do ano, vão estar em Viana do Castelo alguns dos actores do filme, que incluem Pedro Cunha, Leonor Seixas, Carlos Paulo, Alfonso Algra, António Pedro Cerdeira, André Gomes, Vitor Norte, Maria D’Ai­res, entre outros.
A longa-metragem do produtor José Mazeda e do realizador Francisco Manso conta a história de Zé, um jovem emigrante português que, em 1960, passa por um período difícil na Venezuela. O acaso coloca no seu caminho o capitão Henrique Gal­vão, um dos mais proeminentes opositores do regime do ditador Sala­zar. Fascinado por Gal­vão, Zé junta-se a um grupo de exilados políticos portugueses e galegos que, sob o comando do militar português, preparam a mais sensacional acção de protesto jamais levada a cabo: o assalto e ocupação do paquete “Santa Maria”, jóia da coroa da marinha mercante lusitana.
O assalto, que começou no dia 21 de Janeiro de 1961, no porto vene­zuelano de La Guaira, leva Henrique Galvão e os seus homens a navegar pelo Atlântico Sul durante onze dias inesquecíveis. Perseguidos pela esquadra americana e escru­tinados pela imprensa internacional, os assaltantes do “Santa Maria” têm de lutar contra as tensões internas, as tentativas de sabotagem e o descontentamento dos passageiros, ao mesmo tempo que tentam passar ao mundo uma mensagem de liberdade e esperança contra as ditaduras da Península Ibérica.
Mas, para Zé, essa via­gem vais ser muito mais do que a aventura perigosa e visionária que a história registará. Vai ser também o palco para uma extraordinária história de amor com Ilda, uma jovem passageira portuguesa cujo destino se entrelaça inexoravel­mente com o seu. Uma paixão intensa pela qual vale a pena viver, tanto quanto vale a pena morrer pelo ideal da liberdade.

Pousada do Gil Eannes adquire 
maior capacidade para albergar jovens

A Pousada de Juventude instalada a bordo do Navio Hospital Gil Eannes passa a contar com mais quatro camarotes, totalizando assim capacidade para 65 camas. O restauro dos espaços que agora terminou foi realizado pela Movijovem, entidade concessionária.
Em 2003, a Fundação Gil Eannes e a Movijovem assinaram um protocolo de colaboração, no qual a Fundação cedeu aquele organismo os espaços das antigas enfermarias do navio hospital, para aí ser instalado um serviço de pousada de juventude e integrada na rede de pousadas geridas pela Movijovem. Aquando da inauguração deste serviço, em Agosto daquele ano, a Pousada contava com 57 camas e desde então já pernoitaram a bordo do navio 23.980 pessoas.
Com mais 8 camas disponíveis prevê-se o aumento de jovens que visitam o emblemático navio.
O Navio Gil Eannes, propriedade da Fundação Gil Eannes, completou ontem onze anos do seu regresso a Viana do Castelo, e até à data foram registados 465.960 visitantes.

Curso de monitores de tempos 
livres para portugueses e galegos

A Direcção Regional do Norte do Instituto Português da Juventude e a Direcção Geral da Juventude e Voluntariado da Junta da Galiza, no âmbito do projecto “Espaço Juvenil” de Cooperação Transfronteiriça Norte de Portugal – Galiza na área da juventude vão realizar um Curso para Monitores de Tempos Livres para 25 jovens.
O Curso, que terá a duração de 200 horas teóricas e 150 práticas, tem como objectivos dotar jovens portugueses e galegos de formação e acreditação que lhes permita trabalhar em ambos os lados da fronteira.
Podem candidatar-se todos os jovens com idades compreendidas entre os 18 e 30 anos, com o ensino obrigatório concluído e com facilidade na compreensão do Castelhano/Galego. Na selecção será dada preferência aos jovens que residam ou trabalhem na área de responsabilidade da Direcção Regional do Norte.
O Curso de Monitores de Tempos Livres é gratuito e os jovens participantes têm garantido o alojamento e a alimentação durante a formação teórica, a qual se realizará nos Serviços do Instituto Português da Juventude, I.P., em Viana do Castelo.
Esta formação divide-se em duas partes, formação teórica e formação prática, sendo que a primeira tem início marcado para o dia 21 de Setembro de 2009, pelo que os jovens interessados em participar, devem efectuar a sua inscrição até ao dia 11 do mesmo mês, nas Lojas Ponto JA do IPJ.

CMIA promove workshop sobre compostagem

O Centro de Monito­rização e Interpretação Ambiental (CMIA) de Viana do Castelo vai promover, amanhã, a partir das 10 horas, um workshop sobre com­pos­tagem. Designa­da “Venha construir o seu próprio compostor ur­bano”, a iniciativa é direccionada ao pú­blico em geral e requer inscrição prévia já que tem limite de partici­pação (15 pessoas).
O workshop, que vai já na sua quinta edição relevando o sucesso da iniciativa, pretende introduzir conceitos acerca da gestão de resíduos sólidos urbanos e a importância da valorização de resíduos por via da compostagem, não só enquanto método de aproveitar os resíduos orgânicos, mas também por ser uma forma de evitar que estes sejam depositados em aterro sanitário. No workshop, os participantes são também convidados a construir um compostor em madeira para levarem consigo para casa, num desafio que o CMIA de Viana do Castelo faz para que se alargue a politica da compostagem no concelho.
Com pouco mais de dois anos de funcionamento, já participaram nas actividades do Centro mais de 18 mil pessoas de diversas faixas etárias, graças a uma diversidade de projectos, formações, exposições e iniciativas que tem vindo a marcar o calendário anual do concelho. O CMIA é uma das obras marcantes da intervenção do Programa Polis. Foi recuperado um valioso património natural e edificado - Azenhas de D. Prior (moinho que funcio­nava com a força da maré), deixado ao abandonado na década de 30 do séc. XX e profundamente degradado.
A sua reabilitação, da autoria do jovem arquitecto Jorge Cavaleiro, permitiu criar um espaço aberto ao púbico em geral com uma oferta de actividades variada e para diversas faixas etárias, possibilitando assim a fruição de valores culturais, de património natural e construído, bem como aprender a observar a natureza e adquirir boas práticas ambientais.

Investimentos na rede viária na Meadela

A renovada Rua da Veiga, na freguesia da Meadela, abriu na passada segunda-feira ao trânsito depois de ter sido sujeita a obras de requalificação. A via, considerada uma das principais e mais importantes artérias daquela freguesia, foi sujeita a obras de alargamento, pavimentação e infra-estruturação, numa empreitada orçada em mais de 60 mil euros.
A abertura da rua, que integrou uma simbólica cerimónia que contou com a presença do vereador com o Pelouro do Desenvolvimento das Freguesias, José Maria Costa, vai permitir maior fluidez nesta artéria, que se encontrava estrangulada. A partir de agora, estão criadas as melhores condições para a ligação entre o interior sul da freguesia e o Parque da Cidade, junto ao Rio Lima.
Para além do alargamento de via, a Rua da Veiga foi também sujeita a um novo estudo de sinalização e de semaforização, dando maior segurança a peões e automobilistas nesta movimentada zona da freguesia.
Esta empreitada na Rua da Veiga surge na sequência da política de descentralização de meios financeiros da Câmara Municipal de Viana do Castelo que, na freguesia da Meadela, tem vindo a permitir que sejam efectuados diversos investimentos na rede viária. Recentemente, a Rua da Quinta de Sousa e a Rua Manuel Silva (no Lugar de Portuzelo) foram também alvo de requalificação e, para breve, está também prevista a renovação da Rua do Matinho.

Moinho de Carreço em recuperação

O único moinho de velas trapezoidais de Portugal, situado na freguesia de Carreço, vai ser recuperado depois de, no último temporal de Inverno, se ter partido o mastro.
A recuperação do Moi­nho do Marinheiro come­çou na passada terça-feira a cargo de Manuel da Costa Pereira, de Santa Marta de Portuzelo que, durante grande parte da sua vida, teve como ofício a reparação de diversos moinhos de água na zona e efectuou todo o maqui­nismo do moinho.
O mastro, a peça que recebe a força do vento e, através das pás que nele estão montadas, transmite o movimento de rotação para o inte­rior do moinho, fazendo mover a mó, quebrou-se no último Inverno e só agora foi possível a sua recuperação, tanto mais que o facto de praticamente não haver moinhos de vento em funcionamento no Norte de Portugal tornou muito difícil encontrar quem fizesse a reparação.
O Moinho do Marinheiro, com um sistema de velas trapezoidais de madeira que em Portugal só se usou nesta faixa litoral do Noroeste, integra o Núcleo Museológico dos Moinhos de Vento de Carreço, que integra a rede de Núcleos Museo­lógicos do Museu do Traje de Viana do Castelo, que tem como objectivo criar condições para valorizar o património das diferentes freguesias do concelho.
O núcleo de Carreço integra ainda um Moinho com o mais conhecido sistema de velas de pano, transformado em Centro de Interpretação, e o Moi­nho do Petisco, um moinho de velas de pano, que é propriedade de um particular. mas que pode ser visitado mediante marcação junto do proprietário.

Escolas vianenses esperam novas tecnologias

Investimento ascende a 1,2 milhões de euros que vão ser empregues no novo ano lectivo.
A Câmara Municipal de Viana do Castelo vai investir meio milhão de euros na modernização da rede educativa com a colocação de postos de internet móvel nas escolas do ensino básico e com a aquisição de cem quadros interac­tivos, que permitirão atingir um ratio de um quadro por cada duas salas de aula.
A intenção é criar as melhores condições tec­nológicas para o desen­volvimento do ensino mediante a utilização das ferramen­tas das novas tecnologias da informa­ção em contexto escolar e de vida.
Este investimento, que estará já disponível no início do ano lectivo 2009/2010 que arranca no próximo dia 10 de Setembro, implica a aquisição das plataformas tecnológicas para as escolas no valor de 300 mil euros e de quadros in­teractivos, no valor de 200 mil euros. Recorde-se que, já no ano lectivo passado, a autarquia vianense adquiriu quadros interacti­vos para apetrechar algumas das salas de aula das escolas do ensino básico e, com esta aquisição, irá permitir atingir um ratio de um quadro interactivo por cada duas salas de aula.
Este investimento integra um conjunto que ascende aos 1,2 milhões de euros que a autarquia vai empregar no novo ano lectivo com vista ao melhor funcionamento das 64 salas de 34 estabelecimentos de educação pré-escolar (3550 alunos) e das 47 salas do primeiro ciclo do ensino básico, num total de 4 850 crianças.

Rede de bibliotecas e catálogo em rede criado

A Câmara Municipal de Viana do Castelo aprovou, em reunião de executivo, o alargamento da Rede de Bibliotecas a todas as escolas do primeiro, segundo e terceiro ciclos do ensino básico e ainda do secundário e ainda a criação do catálogo colectivo online. Trata-se de possibilitar o acesso colectivo ao acervo das diferentes bibliotecas escolares, algumas com grande valor bibliográfico, e ainda de criar uma plataforma tecnológica que permita a dinamização de empréstimos inter-bibliotecas online.
A Rede de Bibliotecas irá agora abranger todas as escolas do concelho, que ficarão online através de uma plataforma tecnológica que permite a criação de um catálogo online colectivo, visando o fomento de uma política coordenada de aquisições, a compatibilização e a troca de informação bibliográfica e a dinamização de empréstimos inter-escolas.
Desta forma, e de acordo com a presidente da câmara, Flora Silva, “fica facilitada a troca de livros entre bibliotecas, é facilitada a gestão da colecção das bibliotecas e é enriquecido o catálogo das biblio­tecas”.
Na reunião de executivo, foi também aprovado o protocolo de cooperação com a Comissão do Plano Nacional de Leitura com o objectivo de combater a iliteracia e divulgar o livro e a leitura nas escolas e nas salas de aulas. Para cumprir este protocolo, a Câmara Municipal de Viana do Castelo vai apoiar­ financeiramente as instituições educativas com 29 mil euros, que serão utilizados na aquisição de livros para as bibliotecas escolares até 2011, um valor que será duplicado com o apoio prestado pela Comissão do Plano Nacional de Leitura.

Executivo municipal apoia projectos de solidariedade

A Câmara Municipal de Viana do Castelo assinou um protocolo de cooperação com a AMA – Associação de Amigos do Autismo e a Associação de Paralisia Cerebral de Viana do Castelo (APVC) que permitirá a criação de um equipamento social para pessoas portadoras de deficiência. Este protocolo prevê a cedência, por um prazo de trinta anos, de um terreno com quatro mil metros quadrados para que as duas instituições criem uma sede conjunta com instalações adequadas.
O protocolo, que dá continuidade às formas de cooperação da Câmara Municipal tem vindo a desenvolver com as duas entidades no sentido de criar condições para o desempenho da sua missão, integra a cedência do direito de superfície de um terreno localizado junto ao Estádio Municipal Manuela Machado e à ACATE – Associação Cultural de Apoio à Tauromaquia e Equitação, na freguesia da Meadela.
Neste lote de terreno com quatro mil metros quadrados, será criado um equipamento social para utilização conjunta para servir pessoas portadoras de deficiência e onde possam ser instalados os serviços de apoio, com todas as condições funcionais exigíveis, mediante um projecto que será oportunamente submetido à aprovação da Câmara Municipal de Viana do Castelo.


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Festas d’Agonia registam a maior afluência de sempre

A Rainha das Romarias, que terminou no pas­sado domingo, registou a maior afluência de sempre, contabilizando cerca de um milhão de visitantes. Para Flora Silva, a presidente da câmara em exercício, as contas da organização de­mons­tram a “atracção dos vianenses e foras­teiros pelos vários números da romaria em honra de Nossa Se­nhora da Agonia que, ano após ano, tem vindo a registar cada vez mais visi­tantes”.
Nos quatro dias em que a cidade de Viana do Castelo foi a montra das tradições, costumes e fé das quarenta freguesias do concelho, o programa da festa foi semelhante aos anteriores, mas o que salienta 
Flora Silva é o sentimento de pertença à comunidade que mostra­ram os vianenses. “A cidade transforma-se por estes dias, com a presença de tanta gente, mas sobretudo com a alegria e o orgulhos dos vianenses que envolvem todos os que nos visitam neste clima de festa”, considerou Flora Silva. Para a autarca, o que dá o “encanto à romaria” não são só os já habituais números, mas o facto de as pessoas quererem participar na festa. “As pessoas não vêm para a romaria como especta­dores, mas para partici­parem e é iso que a torna tão genuina, tão especial, tão diferente”, salientou. 
Um dos destaques da edição deste ano foi para o desfile da mordomia, que incluiu um coração gigante na Praça da Liberdade composto por cerca de quatrocentas mordomas que integraram o desfile da mordomia. “Era um coração vivo, humano, enfim, um coração feito com muitos corações a bater ao mesmo
tempo”, expressou Flora Silva.
Outro dos pontos altos da festa é sempre o Cortejo Etnográfico que, este ano, fez uma retrospectiva das Comemorações dos 750 Anos do município, onde não faltaram as memórias e as emoções dos vários eventos desta efeméride. “Foram duas horas a ver passar a história de Viana, mas é tão envolvente que ninguém se cansa”, explicou a autarca.
No último dia de festa, o destaque foi o genuíno Festival de Con­certinas e Cantares ao desafio durante a tarde, onde dezenas de tocadores de concer­tinas e 
cantores animaram a tarde no jardim público da cidade. À noite, “Vamos para a Serenata” com os Zés P’reiras, bombos, bandas de música e grupos folclóricos animou a noite, que terminou em grande com a Serenata no Rio Lima com o fogo-de-artifício a descer da Ponte Eiffel e a surgir do rio Lima. “Faz com que as pessoas fiquem com o desejo de voltar para o próximo ano”, concluiu Flora Silva.

Acidentes ensombram festa

Romaria também ficou marcada por um incêndio numa barraca das festas e pela queda fatal de um homem que esperava para ver passar o cortejo.
O incêndio que defla­grou numa barraca das festas da Senhora da Agonia, no primeiro dia da romaria, provocou um total de cinco feridos, um dos quais uma criança de dois anos que foi transferida para o Hospital de S. João, Porto.
Segundo fonte dos bombeiros, o incêndio foi provocado por uma acumulação de gás no sistema de águas pluviais, que se libertou por uma sarjeta próxima do local onde os proprietários da barraca confeccionavam a comida que iriam co­mercializar.
A fonte admitiu que a acumulação de gás nas condutas do sistema de águas pluviais não pode ocorrer através de fenó­me­nos naturais, como por vezes acontece nas redes de saneamento. “Teve de haver uma fonte exterior que justifique esta acumulação de gás”, disse.
Já na tarde do passado sábado, um
homem   de 73 anos perdeu a vida, depois de cair de de  um muro onde se encontrava para ver passar o Cortejo Etnográfico.
Na queda, o homem, que tinha vindo de Coimbra para a romaria vianense, sofreu graves ferimentos, tendo sido transportado para o hospital de Viana do Castelo, onde viria a falecer.

“Cardeal Saraiva” também foi à romaria

O Jornal Cardeal Saraiva também marcou presença na romaria da Princesa do Lima, numa edição com um especial sobre as festas.
Por ocasião do cortejo, que se realizou na tarde do passado sábado, a edição foi distribuida às centenas de pessoas que se íam acomodando para ver passar a história de Viana do Castelo.


Amorosa, Carreço e Afife ostentam bandeira das praias acessíveis

Pelo décimo ano consecutivo, a Câmara Municipal de Viana do Castelo e a APPACDM (Associação Portuguesa de Pais e Amigos do Cidadão Deficiente Mental) de Viana do Castelo ostentam a bandeira das Praias Acessíveis na Amorosa, Car­reço e Afife.
A iniciativa, que pretende promover a acessibilidade à praia e ao banho de pessoas com mobilidade reduzida, é destinada a cidadãos com diferentes problemáticas e faixas etárias diversas e está disponível desde o passado dia 15 de Julho.
As bandeiras, has­teadas pelo vereador com o pelouro do Ambiente, José Maria Costa, atestam assim as condições técnicas para a acessibilidade às praias de todos os cidadãos, através da instalação de acessibilidades, infra-estruturas de apoio sanitário e ainda o apoio técnico de tera­peutas ocupacionais e monitores de apoio às actividades, contando com a participação de voluntários da Escola Superior de Tecnologia de Saúde do Porto.
Este projecto teve a sua génese na Praia do Cabedelo e está hoje disseminado pelo país, e Viana do Castelo torna, na época balnear 2009, também acessíveis as praias de Amorosa (às segundas, quartas e sábados), Carreço e Afife (com marcação).
Inicialmente apelidadas “Praias sem Barreiras” e integrando também a praia do Cabedelo-Estuário, as “Praias Acessíveis, Praias para todos” possuem o tiralo (mecanismo/cadeira que facilita o acesso à água e ao banho).
Recorde-se que o termo Praia Acessível (indi­cada com uma bandeira branca com o respectivo logótipo) implica, para além da utilização de equipamentos de acesso ao mar e ao banho, a adaptação da praia com estacionamento próprio para deficientes, rampas de acesso, passadeiras e toldos próximos da água e instalações sanitárias próprias.
Em Viana do Castelo, o projecto “Praias sem Barreiras” pretendia organizar a acessibilidade à praia e ao banho para todas as pessoas com problemas de locomoção e integrava uma política global que inclui a sina­lética, serviços na praia, atendimento, adaptação dos lugares públicos e actividades variadas. O tiralo, mecanismo que venceu uma medalha de bronze na categoria Inserção Social organizado pela Comissão Eu­ropeia, está a ser utilizado desde essa altura com grande sucesso tendo, ao longo dos anos, servido centenas de cidadãos com mobilidade reduzida.

Lugo ofereceu traje tradicional

A alcaldesa de Lugo (Espanha), cidade com a qual Viana do Castelo está geminada, ofereceu a Viana do Castelo um exemplar do seu traje tradicional.
A oferta, que foi feita no dia em que decorreu o cortejo etnográfico das Festas d’Agonia, irá agora integrar a secção de trajes tradicionais das cidades geminadas do Museu do Traje. A cerimónia, onde participaram a presidente da Câmara Municipal de Viana do Castelo, Flora Silva, e a Alcaldesa, Carmen Basa­dre, decorreu na sede da própria autarquia e foi um “acto simbólico” das relações entre as duas cidades geminadas.
Lugo é uma cidade galega com 84 mil habitantes e classificada como património da Humanidade e foi em 1990, durante as festas da N.ª Sr.ª da Agonia, que foi assinada a geminação. Desde então, as duas cidades têm efectuado inúmeras trocas de âmbito cultural e desportivo.
Recorde-se que, para além de Lugo, Viana do Castelo está geminado com várias cidades: Cabedelo (Paraíba, Brasil), Igharassu (Pernam­buco, Brasil), Hendaye (França), Porto Seguro (Brasil), Itaiai (Brasil), Lancaster (Reino Unido), Ziguinchor (Senegal), Cacheu (Guiné-Bissau), Riom (França), Aveiro, Matola (Moçambique), Alagoas (Brasil), Viana do Maranhão (Brasil,) e com a Associação de Municípios da Ilha de Santo Antão (Cabo Verde).
Na forja está agora uma geminação com Colombes, na França. Recentemente, uma delegação composta pelo presidente da câmara local, conselheiros municipais e pelo chefe de gabinete estiveram em Viana do Castelo para reunir com as associações do concelho e com os responsáveis autárquicos para uma futura geminação, num desafio lançado recentemente e que será agora avaliado pelas forças vivas de Viana do Castelo.


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Mordomas da Romaria já têm passeio

O presidente da Câ­mara Municipal de Viana do Castelo, De­fensor Moura, acom­panhado por quatro mordomas e pela ve­readora da cultura, Folra Silva, inaugurou simbolicamente o Pas­seio das Mordomas da Romaria, naquela que era a antiga Rua Cân­didos dos Reis.
A abertura da rua acontece depois de ter sido efectuado um arranjo de embelezamento do arruamento, que implicou também o prolongamento do passeio, a colocação de canteiros e de bancos em granito.
O Passeio das Mor­domas da Romaria nasceu na edição de 2008 das Festas d’Agonia, quando a avenida fronteira à Câmara Municipal se encheu de figurantes para o tradicional cortejo da mordomia. Na altura, Defensor Moura registou o seu agrado por ver a avenida repleta de mordomas e anunciou que iria propor a alteração do nome da rua para Passeio das Mordomas da Romaria, registando na toponímia da cidade a importância da mulher vianesa.
No último sábado, cumpriu-se esta vontade com o descerrar de uma placa em granito com o nome do Passeio e onde, rodeado de mordomas que, anualmente, enchem a cidade de cor vindas das quarenta freguesias do concelho, Defensor Mou­ra honrou o traje vianense e a “chieira” de quem o veste, como descreveu o etnógrafo Amadeu Costa.
No final, o presidente da câmara e restante executivo marcaram presença na inauguração da exposição da Vianafestas dos trabalhos desenvolvidos e que integram diversos cabeçudos, tradicionais do Alto Minho, patente nos Antigos Paços do Concelho.

Jazz na Praça da Erva 
encerrou em apoteose

Ao fim de 18 edições, o Festival Jazz na Praça da Erva atingiu um ponto de maturidade e excelência assinaláveis.
Pelo palco da Praça da Erva passaram o magnético Solo de António Pinho Vargas, o novo projecto do saxofonista portuense Mário Santos – Bloco A4, bem como, os irreverentes Not So Standard de Lisboa. A qualidade foi a marca de ouro, numa programação que foi subindo de intensidade, e de audiência, ao longo dos seus quatro dias de duração.
Mas a história não ficaria completa, se não relatassemos um dos melhores momentos musicais, em Portugal, no presente ano. Re­ferimo-nos ao concerto de encerramento do Festival, onde Maceo Parker, literalmente, incendiou o Teatro Municipal Sá de Miranda ao longo de uma perfor­mance que durou duas horas e meia. A sua meteórica banda de 10 músicos levantou a plateia e marcou talvez o melhor concerto de sempre deste festival.

Alterações de trânsito para a construção 
da passagem de S. Sebastião

A construção da passagem inferior de S. Sebastião, na freguesia da Areosa, está a obrigar ao corte da circulação rodoviária na Avenida Maria Auxiliadora desde a passada segunda-feira.
A interdição, que se prolonga por três meses, vai por isso obrigar à alteração de trânsito, que passará a ser efectuada pela Rua de S. Sebastião, Estrada Municipal e Rua do Mirante.

Câmara Municipal abre 
arruamento projectado há meio século

A Câmara de Viana do Castelo iniciou a demolição dos edifícios que irão permitir o prolongamento da Rua Pedro Homem de Mello, uma artéria que estava há meio século sem saída, anunciou fonte municipal.
Aquela rua está actualmente sem saída devido à localização de edifícios de habitação, entretanto adquiridos pela câmara municipal para demolição.
Com a demolição, será efectuada a ligação da Avenida Afonso III à Praça D. Maria II, uma situação que vai facilitar a entrada e saída de viaturas do futuro mercado municipal, a construir após a demolição do “prédio Coutinho”.

Inaugurado polidesportivo e parque
em Vila Fria

Foi já inaugurado o Polidesportivo e Parque de Lazer no Monte da Ola, na freguesia de Vila Fria, dois investi­mentos da Junta de Freguesia com a cola­boração financeira da Câmara Municipal de Viana do Castelo.
As duas novas estruturas da freguesia de Vila Fria surgem da política de descentraliza­ção financeira da au­tarquia vianense, que tem vindo a apoiar investimentos nas quarenta freguesias do concelho. Em Vila Fria, o Lugar do Monte da Ola foi objecto de uma intervenção profunda que integrou a instalação de infra-estruturas de saneamento, águas pluviais e requalificação da rede viária, tendo o núcleo central do Lugar disponível para a criação de um Parque de Lazer, valorizando o espaço.
Mediante um projecto de valorização, foi criado um Polidespor­tivo e um Parque de Lazer que foram inaugurados no último fim-de-semana pelo vereador José Maria Costa que, no seu discurso, destacou a aposta da au­tarquia no desenvolvimento equilibrado das freguesias.
A inauguração destas novas estruturas, que implicaram um investimento de mais de cinquenta mil euros, juntam-se agora aos recentes investimentos efec­tuados na freguesia nesta área, com a re­qualificação dos equipamentos desportivos, como é o caso do Campo de Jogos de Vila Fria.

Empresa têxtil fecha portas e deixa 140 
no desemprego

A empresa têxtil Neivatex, instalada desde 1973 em S. Romão do Neiva, Viana do Castelo, fechou portas na passada sexta-feira,  atirando 140 trabalhadores para o desemprego, disse fonte sindical.
Segundo Branco Via­na, coordenador da União de Sindicatos de Viana do Castelo, a justificação dada pela administração foi a “falta de viabilidade” da empresa. “Dizem que não é rentável e que não há outro remédio senão encerrar, mas tenho fortes suspeitas de que houve aqui uma habilidade para ir desmembrando a empresa aos poucos”, referiu o sindicalista. “Os trabalhadores dizem-me que sempre houve encomendas e que os salários sempre foram pagos a tempo e horas, pelo que não se percebe lá muito bem como é que, de um momento para o outro, é declarada a insolvência”, acrescentou.
Ana Castanheira tem 55 anos e trabalhava na Neivatex desde que a fábrica abriu portas, a 20 de Agosto de 1973. “Vai fechar e eu não entendo bem porquê. A fábrica estava a enviar trabalho para fora em vez de o receber aqui, por isso não me falem em falta de encomendas”, referiu. Confessando o “choque” que sente, Ana Castanheira, com “dois filhos para alimentar”, mostrava-se pouco esperançada em encontrar novo emprego. “Acha que alguém vai empregar uma pessoa com 55 anos?”, questionou.
Os trabalhadores foram avisados do encerramento “verbalmente”, há cerca de duas semanas, disseram os funcionários. “Chamaram-nos a todas ao refeitório e foi aí que soubemos da notícia”, disse outra trabalhadora, que pediu o anonimato.
A Neivatex já tinha dispensado, em 2003, cerca de 40 trabalhadores.

“Fecho da extensão de Anha
nunca foi ponderado”

O Conselho de Admi­nistração da Unidade Local de Saúde do Alto Minho (ULSAM) garan­tiu que nunca ponde­rou o encerramento da Extensão de Saúde de Vila Nova de Anha, em Viana do Castelo.
“Em momento algum o Conselho de Adminis­tração da ULSAM pon­derou o encerra­mento da Extensão de Saúde de Anha nem recebeu orien­tações da tutela nesse sentido”, refere um comu­nicado daquela entidade.
A população de Vila Nova Anha anunciou uma manifestação, a realizar hoje, junto à ULSAM, Câmara Municipal e Governo Civil de Viana do Castelo, face à alegada intenção de encerra­mento da extensão de saúde da freguesia. Uma intenção que, segundo a comissão de utentes, teria sido anunciada verbalmente em Feve­reiro pelo director clínico dos cuidados primários, numa reunião realizada em Vila Nova de Anha.
No comunicado divul­gado, a ULSAM refere que se tratam de “reu­niões informais” para explicar “as vantagens que teriam as populações em termos de acessi­bilidade, quali­dade de atendimento, eficiência e efectividade dos ser­viços, se esti­verem inscritas em Uni­dades de Saúde Fami­liar”. “O que se está a de­senvolver, global­mente, é a imple­men­tação da reforma dos cuidados primários, sem prejudicar as popu­lações e em estrita colaboração com as instituições represen­tantes das mesmas”, acrescenta. “No caso específico dos utentes da freguesia de Vila Nova de Anha, são contactos para que participem activa­men­te nas solu­ções para a melhoria do acesso à prestação dos cuidados de saúde, com a garantia da escolha do seu médico de família”, sustenta o comunicado.
Além da manifesta­ção marcada para hoje, em que pretende en­tregar um abaixo-assi­nado à UL­SAM, Câmara e Go­verno, a população de Vila Nova de Anha ameaça ainda com boi­cote aos pró­ximos actos eleitorais. A população exige ser esclarecida, até 31 de Agosto, “sem sombras de dúvidas e através de um docu­mento escrito”, das reais intenções dos organis­mos responsáveis em relação à extensão de saúde. Garante que só aceitará o encerramento da sua extensão de saúde [insta­lada no edifício do Centro Social e Paroquial] no momento em que vir construído um novo equipamento de raiz, que possa servir os seus perto de 3000 habitantes.

Crianças das urbanizações municipais 
em colónia de férias

A Câmara Municipal de Viana do Castelo promoveu mais uma Colónia de Férias para as crianças e jovens das urbanizações municipais do concelho e ainda para jovens que estão a ser acompanhados pela Comissão de Protecção de Crianças e Jovens (CPCJ) de Viana do Castelo. A Colónia, que decorreu entre 20 e 25 de Julho na Escola do 1.º Ciclo do Ensino Básico do Cabedelo, em Darque, integrou actividades culturais e desportivas que envolveram e entusiasmaram os mais novos.
Ao todo, foram 22 crianças e jovens das urbanizações municipais que puderam experimentar actividades como o surf, o hipismo e o kayak e ainda participar em actividades diversas como a pintura e o barro. Na última noite da Colónia de Férias, os pais e encarregados de educação foram convidados para uma festa final, onde os participantes puderam visualizar fotografias das diversas actividades praticadas e ver os trabalhos desenvolvidos durante a Colónia de Férias, que foram apresentados numa exposição na escola do Cabedelo.

Câmara vianense e Estradas de Portugal celebram protocolos

A Câmara Municipal de Viana do Castelo aprovou na passada sexta-feira, em reunião de executivo, a celebração de um protocolo com a Estradas de Portugal para a remodelação das infra-estruturas existentes no troço de ligação norte da EN13 a Viana do Castelo e ainda um auto de transferência de propriedade para a Câmara Municipal do lanço de ligação da A28 em Mazarefes à zona história e empresarial de Darque.
O protocolo visa a remodelação de infra-estruturas de águas residuais e águas pluviais, abastecimento de água, rede de fibra óptica e gás natural do lanço da EN13, que está a ser requalificada pela empresa pública e que inclui uma rotunda no cruzamento para a Praia Norte e três arruamentos de articulação com a via principal, que adquirirá carácter urbano.
A Câmara Municipal aprovou também a transferência para a autarquia do lanço de estrada em construção que fará a ligação entre a A28 em Mazarefes e a zona histórica e actividades empresariais de Darque.
Na reunião, foi ainda aprovado um conjunto de protocolos de colaboração com as Juntas de Freguesia, no valor global de 223 mil euros.
Também o movimento associativo foi alvo de apoios­ financeiros, orçados em cerca de 28.350 euros e que foram atribuídos no âmbito do Regulamento de Apoio ao Associativismo.

 

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Fiéis veneram a santa errada no Minho

Não se sabe ao certo quando os fiéis começaram a chamar Senhora da Vinha à Senhora de Vinha, mas o pároco da freguesia da Areosa, em Viana do Castelo, quer acabar com o engano que os leva a adorar a santa errada.
“A Igreja defende a verdade, por isso, quero tirar os fiéis do engano”, diz o padre João Cardoso, que está na paróquia de Areosa há 22 anos. O pároco explica que, mais do que uma questão de escrita ou de pronúncia, a troca do “e” pelo “a” faz com que “os fiéis adorem a santa errada”. “É que a Senhora da Vinha está relacionada com a cultura do vinho, enquanto a nossa Senhora de Vinha vem do latim ‘ovinea’, que significa ovelhas, o que tem toda a razão de ser uma vez que, em tempos, esta região era toda ocupada por campos de pastorícia”, prosseguiu João Cardoso. O pároco foi chamado à atenção para o engano por um professor de história, que de passagem pela freguesia vianense, lhe levou uma fotografia da pintura “Vierge à la Grappe”, da colecção de Luís XIV, exposta no Museu do Louvre, em Paris. “Esse professor de História é que me mostrou que a imagem da padroeira nem sequer é a mesma, a Senhora da Vinha tem o menino ao colo e um cacho de uvas na mão, enquanto a Senhora de Vinha é uma pietá que segura o menino”, elucidou o eclesiástico, que incluiu as duas imagens no livrinho das festas da freguesia da Areosa, para começar a elucidar os fiéis da paróquia. “Penso que as pessoas vão aceitar porque vêm que é a verdade”, disse. A comprovar este facto está, de acordo com o pároco, o sucesso das festas que se realizaram no passado domingo. “O povo ficou encantado”, disse, admitindo, no entanto, que os fiéis veneraram a santa errada. “Até a minha irmã, acreditando que a santa era padroeira da cultura do vinho, sempre que tem uma boa colheita vem cá agradecer à Senhora da Vinha”, contou.
O pároco está consciente que a missão de evangelizar sobre a designação correcta da padroeira não será tarefa fácil, mas, contrapôs, “tenho que esclarecer o povo para não continuar a andar enganado”. “Não sei bem quando o erro começou, mas tenho a obrigação de o tentar corrigir até como sinal de respeito pelo passado desta freguesia, que foi a primeira a ser povoada, existindo vários achados que provam que este local acolheu, mesmo antes de Viana do Castelo, um povoamento que vivia da criação de gado”, acrescentou. 

Santo Ovídio também gera confusão

Perante esta situação, o “Cardeal Saraiva” con­tactou um dos nossos colaboradores, o profesor João Gonçalves da Costa, para quem esta não é nem será situação única. “O Minho está cheio destas coisas”, considerouo académico, acrescentando que é recorrente encontrarem-se casos como o da Areosa, e que a causa destas problemáticas estará relacionada com os vocábulos originais da língua materna, o latim.
Relativamente ao recente caso da Areosa, João Gonçalves Costa, concorda que os fiéis daquela freguesia veneraram a santa errada, não concordando, no entanto, com a origem latina atribuída a ovinea. “Essa palavra não existe”, alegou, embora admita que a transformação fonética possa ter levado àquele significado.
Como exemplo de alguns casos existentes no Minho referiu a veneração ao Santo Ovídio, que se celebra em Arcozelo. “Ainda ninguém levantou este problema, mas normalmente as pessoas fazem promessas a Santo Ovídio relacionadas com problemas de audição, mas a origem latina da palavra leva-nos à palavra ovelha, que faz muito sentido”, explicou, alegando que a própria igreja “não está atenta”.
O “Cardeal Saraiva” foi ao encontro de outras opiniões e contactou Manuel Barbosa Miranda, pároco da freguesia de Arcozelo, que disse que desde as origens da capela, que data de 1121, os fiéis veneram Santo Ovídio como patro­no para os problemas auditivos. “Pode haver confusão de facto com o nome, até porque uma grande maioria das pessoas diz, erradamente, Ouvídio, mas é Ovídio; quanto ao resto já não sei explicar”, disse.

Município vianense apoia intervenções 
nas freguesias

A Câmara Municipal de Viana do Castelo, através de protocolos de colaboração financeira, tem vindo a apoiar um largo conjunto de intervenções nas quarenta freguesias do concelho.
Recentemente, a au­tar­quia Vianense apoiou a requalificação dos Largos do Outeiro e da Seara, na freguesia de Lanheses, e a modernização do poli­desportivo de Santa Leo­cádia de Geraz do Lima, inaugurados em cerimó­nias onde esteve presente o vereador do desenvolvimento das freguesias, José Maria Costa.

Em Lanheses, a câmara municipal apoiou financeiramente a requalifica­ção dos dois largos, no âmbito de um projecto de valorização que integrou ainda uma homenagem aos oleiros da freguesia. Assim, no Largo da Seara, a Junta de Freguesia pôs em marcha o processo de criação de um ecomuseu, com a requalificação urbanística do espaço e com a instalação de peças de valor museológico com referência ao ciclo da água e ao trabalho de fabricação de telhas.

Já no Largo do Outeiro, e através de uma parceria com os moradores e com zeladores da Capela do Senhor dos Passos, a junta de freguesia e a câmara municipal qualificaram o espaço com a recuperação da capela e a instalação de elementos de barro evocando os antigos oleiros que trabalharam nesse local.

O vereador José Maria Costa esteve também em Santa Leocádia de Geraz do Lima, onde participou na cerimónia de reabertura do Polides­portivo do Carvalhal, cuja modernização e requalificação esteve a cargo da Junta de Freguesia de Santa Leocádia e da Associação de Desenvolvimento de Santa Leocádia.

Residência pretende dar “bella vida” 
aos idosos

Residência Bella Vida quer ser um marco de qualidade sénior.
Sónia Magalhães, directora técnica da residência revela que esta é uma grande aposta que pretende colmatar uma “carência de estruturas residenciais privadas que se posicionem num segmento de Mercado media-alto” que não existem em Viana do Castelo.
“O distrito de Viana do Castelo apresenta um índice de envelhecimento de 115,4, o que significa na prática que por cada 100 pessoas até aos 15 anos de idade, temos 115 pessoas a partir dos 65 anos”, referiu a directora referindo que este foi um dos factores para a aposta neste projecto.
Qualidade e conforto é o que de mais importante a Residência Bella Vida tem para oferecer direc­cionan­do-se para pessoas que pela sua condição física necessitem de cuidados especializados. “Aliado a um suporte de saúde, a Residência dispo­nibiliza ainda um alargado conjunto de serviços, tais como os Serviços de Apoio Domi­ciliário e a futura Unidade Cuidados Continuados”, referiu.
Neste momento a Residência BellaVida lançou o programa de férias 2009 que tem como objectivos proporcionar espaços de convivialidade entre os idosos. “Queremos com esta iniciativa, contribuir para a promoção do envelhecimento activo. Este, não é mais do que o processo de optimização de oportunidades para a saúde, participação e segurança, no sentido de aumentar a qualidade de vida durante a senioridade”, disse.
Localizada junto ao mar, este pretende ser um ponto diferenciador entre a demais oferta. “Na nossa Residência, não existem restrições de saída e os amigos e familiares podem almoçar, partilhando actividades sociais e de lazer. É um conceito inovador que conjuga serviços hoteleiros com cuidados pessoais e actividades lúdicas e Culturais, porque Viver faz Bem independentemente da idade”, concluiu Sónia Magalhães.

Aveiro atribuiu medalha de ouro a viana

A Câmara Municipal de Aveiro homenageou Via­na do Castelo com a atribuição da Medalha de Ouro da Cidade. A cerimónia, integrada nas Comemorações do Dia das Cidades Irmãs e Amigas de Aveiro e inserida no programa de Comemorações “Aveiro 250 Anos”, decorreu no passado fim-de-semana e contou com a presença da vereadora Ana Margarida Silva, em representação da Câmara Municipal de Viana do Castelo.
A Medalha de Ouro do Município à Cidade de Viana do Castelo foi atribuída pela Câmara Municipal de Aveiro, em reconhecimento pelo centenário da geminação das duas cidades. A cerimónia oficial decorreu no Salão Nobre dos Paços do Concelho “por ocasião dos 100 anos de amizade que unem ambas as cidades”, e foi precedida de um simbólico Hastear das Bandeiras.
Na cerimónia, a verea­dora Ana Margarida Silva teve oportunidade de recordar a história que une as duas cidades geminadas e o intercâmbio cultural, social e desportivo entre ambas, desenvolvido no âm­bito da centenária ge­minação.
Ainda em Aveiro, foi plantada uma árvore na Rua de Viana do Castelo, símbolo de fraternidade e homenagem ao passado comum trilhado entre Aveiro e as cidades irmãs e amigas e, no final, foi inaugurada uma exposição, patente na Galeria da Antiga Capitania, sobre algumas das nossas cidades gemi­nadas e amigas, intitulada “Aveiro e a Cidades Irmãs”, onde Viana do Castelo tem lugar de destaque.

PSP promoveu seminário 
sobre armas e segurança

A PSP de Viana do Castelo, no âmbito das celebrações do seu 142º aniversário realizou, na passada terça-feira, um seminário subordinado ao tema “Armas e segurança - abordagem transversal”.
O seminário, dirigido não só aos membros das forças e serviços de segurança, mas também aos candidatos a titulares de uso e porte de arma e à população em geral, contou com a presença do governador civil de Viana do Castelo, que presidiu à sessão de abertura.
Como intervinientes estiveram presentes Gaspar Faritas, do Departamento de Armas e Explosivos da Direcção Nacional da Polícia de Segurança Pública, Castro Araújo, Procurador-coordenador do Ministério Público do distrito de Viana do Castelo, João Faria e Rui Magalhães, do Departamento de Investigação Criminal da Polícia Judiciária de Braga, e, ainda, Isabel fernandes, psicóloga e coordenadora da prevenção e  intervenção em violência doméstica.

Américo Carneiro expõe no Hospital Velho

Está patente, desde a passada quarta-feira e até ao próximo domingo, uma exposição de pintura da autoria de Américo Carneiro no Pátio do Hospital Velho, na Praça da Erva.
A exposição, um conjunto de óleos sobre tela, poderá ser visitada das 9,30 às 13 horas e das 14 às 17,30 horas. No domingo, pode ser visitada das 9,30 às 13 horas.


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Lanheses prestou homenagem aos oleiros e inaugurou dois largos

 “Loiça de barro feita em Lanheses não tem rivais, só tem fregueses ; São lindas bilhas e pucarinhos, vasos p’ra  flores e cantarinhos”.
Foi assim, em improviso, e a cantar, que os habitantes de Lanheses encerraram a inauguração das obras de requali­ficação dos Largos da Seara e do Outeiro e a homenagem feita aos oleiros da freguesia.
Esta cerimónia realizou-se ao final da tarde do passado sábado, dia 18 de Julho, contando com a presença do Presidente da Junta de Lanheses, Eze­quiel Vale, do Vereador da Câmara Municipal de Viana do Castelo, Engenheiro José Maria Costa, do Reverendo da Paróquia, elementos da Assembleia de Freguesia, representantes de Instituições e populares.
Estes dois Largos, foram recuperados e re­qualificados pela Junta de Freguesia, com apoio da Câmara, em termos pai­sa­gísticos e onde foram colocadas peças museo­lógicas ligadas à olaria, cerâmica e água, enquadrando-se assim na valorização do Núcleo Museo­lógico de Lanheses e no projecto de EcoMuseu, que apelará à visita do património construído e natural da freguesia num trajecto com cerca de 25 pontos de interesse, a inaugurar nos próximos meses. No Largo da Seara, e além do forno para cozer as telhas e do bebedouro para as vacas já existentes, estão expostas mais algumas peças ligadas à água e à olaria para tornarem o espaço “mais interessante” e sobretudo para o “visitante perceber como funcionavam as coisas desde a criação das peças até ao transporte das mesmas”, referiu Ezequiel Vale.
A cerimónia contou ainda com o descerra­mento de uma placa de homenagem aos Oleiros de La­nheses, fixada no Largo do Outeiro, onde também foram colocadas 7 réplicas ampliadas de elementos que existem no Núcleo Museológico. “Trata-se de um acto simbólico ao qual demos importância, porque nunca houve um reconhecimento formal do trabalho que aqui foi feito, ao longo de séculos, na nossa freguesia, pelos nossos oleiros”, acrescentou o autarca.
Os oleiros trabalharam, neste local, aproximadamente 150 anos, onde famílias inteiras se dedicavam a esta arte desde a sua produção, passando pelo seu transporte até à respectiva venda. “As peças mais simples eram para uso comum e as mais elaboradas para ocasiões especiais”, contou Fátima Agra, convidada para apresentar um pouco da história da olaria e dos oleiros. “Ao homenagearmos hoje, e neste lugar, as gerações de oleiros que, desde os princípios do século XIX e até nós aqui trabalharam e nos honraram, estamos a transmitir aos mais jovens a nossa memória colectiva”, acrescentou ainda a convidada apelando para que a memória “permaneça como testemunho dos nossos preciosos valores culturais e humanos.”
Toda esta obra de requalificação do Largo do Outeiro é fruto de um acordo feito com a Paróquia de Lanheses no que diz respeito à cedência de terrenos e do indispensável apoio dos Lanhe­sen­ses em geral e dos residentes do Outeiro, em particular.

 
José Maria Costa quer criar Observatório Social

O candidato do Partido Socialista à presidência da Câmara de Viana do Castelo, José Maria Costa, reuniu com os representantes das instituições de solidariedade social do concelho, no âmbito das reuniões temáticas que tem vindo a efectuar para apresentar as linhas pro­gramáticas da sua candidatura e auscultar sugestões e propostas dos responsáveis locais.
Desta vez, o tema em debate foi a solida­rie­dade social no concelho e à reunião compareceram representantes das instituições do concelho de Viana do Castelo, que aproveitaram este espaço de diálogo e debate para abordar diversas questões pertinentes, nomeadamente o envelhecimento da população, os bairros de habitação social, a reabilitação urbana, a acessibilidade para todos, os projectos e as parcerias existentes no âmbito da rede social.
O candidato socialista, José Maria Costa, salientou que as políticas sociais serão, nos próximos quatro anos, um eixo importante da governação municipal, consolidando o bom trabalho já em curso desenvolvido pela Rede Social Concelhia, promovendo projectos de intervenção de requa­lificação dos bairros municipais e das casas degradadas das freguesias e incentivando parcerias para projectos de intervenção social junto dos jovens e dos idosos.
José Maria Costa informou ainda os representantes sociais presentes que vai promover a criação de um Observatório Social no concelho e dedicar especial atenção a programa de apoio domiciliário aos idosos e alargar as inicia­tivas já em curso como o programa “Cultura da Idade”, ampliando as actividades com idosos e a sua relação com os mais jovens.
O candidato afirmou ainda que Darque será uma freguesia piloto para um Programa de Desenvolvimento Social, que envolverá todos os parceiros da Rede Social com intervenções multi-sec­toriais de requali­ficação urbana e de inserção social e profissional dos jovens. A aplicação deste programa servirá, depois, de modelo a implementar noutras freguesias, garantiu ainda o candidato socialista.

 
Viana já tem Banco Alimentar contra a fome

O Banco Alimentar Contra a Fome de Viana do Castelo foi apresentado no passado dia 16 de Julho, numa sessão pública que decorreu nas suas instalações, situadas na Rua da Veiga, na freguesia da Mea­dela, em Viana do Castelo, e que contou com a presença da presidente da Federação Portuguesa dos Bancos Alimentares, Isabel Jonet.
A nova estrutura é a 16º a ser criada no país, que surgiu por iniciativa de uma comissão constituída por 22 membros da região, representada por Manoel Baptista e Fátima Cortez. O contrato de utilização da marca vai ser celebrado no próximo mês de Setembro, prevendo-se que o Banco Alimentar inicie a sua actividade em finais de Novembro, com a realização da primeira campanha de angariação de bens alimentares.
Durante a apresentação, Isabel Jonet, presidente da Federação Portuguesa de Bancos Alimentares, explicou que os bancos alimentares lutam contra o desperdício dos bens, recuperando-os e encaminhando-os gratuitamente para instituições de solidariedade social da região, que os distribuem às pessoas em situação de pobreza. “O objectivo dos bancos alimentares é ir buscar onde sobra para distribuir onde falta”, salientou.
Os bancos alimentares recebem toda a qualidade de bens alimentares, ofertas de empresas, em muitos casos excedentes de produção indústria agro-alimentar, produtos com embalagens deterioradas, géneros com prazos de validade em vias de expiração, excedentes agrícolas e da grande distribuição e contribuições do grande público através de campanhas em supermercados e escolas, fazendo-os chegar a pessoas que se encontram total ou parcialmente afastadas do acesso ao consumo por falta de recursos financeiros.
De acordo com Manuel Batista, um dos fundadores da estrutura de Viana do Castelo, a actividade do Banco Alimentar vai apoiar de uma forma regular, numa primeira fase, cerca de 20 instituições do distrito de Viana do Castelo, um número que, na sua perspectiva, irá crescer com o desenrolar da actividade da instituição, acrescentando que o próximo passo será mobilizar pessoas e empresas que a título voluntário se queiram associar a esta causa.
Reunir todas as condições logísticas que assegurem o correcto funcionamento da actividade da instituição, nomeadamente empilhadores, balanças, paletes, câmaras de congelação e equipamentos administrativos, é outra das prioridades da comissão, esperando, para o efeito, o apoio de mecenas.

 
Alunos do Politécnico criam jóias

Os finalistas de Design do Produto do Instituto Politécnico de Viana do Castelo (IPVC) criaram 15 “inovadoras” peças de joalharia, que cruzam a filigrana com a cerâmica.
Segundo Ermano Aparo, este projecto poderá ajudar a “aliviar” as dificuldades que atravessam os sectores da joalharia e da cerâmica em Portugal, fruto da crise internacional. “São jóias absolutamente originais”, referiu.
Para aquele docente, as peças encerram três grandes qualidades: “uma cerâmica inovadora, uma filigrana portuguesa que é das mais puras do mundo e uma vertente cultural, já que cada peça conta a história de uma terra ou de uma época”. “A azulejaria, qualificada como um dos ‘ex-libris’ da cultura urbana portuguesa, é o ponto de partida para o desenvolvimento desta jóias inovadoras”, acrescentou.
A peça com maior valor desta colecção é um colar assinado por Va­nessa Garcia, que, se for em ouro branco, pode ascender a 3000 euros. “São peças inspiradas no Vinho do Porto, que se pretendem numeradas e que terão como número de série 1775, o ano que, segundo os especialistas, foi o da melhor colheita daquele vinho”, explicou. Vanessa diz que já teve “o sonho” de ser designer de interiores de automóveis, mas confessa que entretanto já pousou “os pés na terra”, apontando agora para uma carreira na moda. “Também gosto muito do desenho de acessórios e de moda, gostaria de pensar, por exemplo, uns sapatos fora do convencional, ortopédicos, mas na mesma bonitos e originais”, acrescenta.
Além das peças, os alunos criaram também as respectivas caixas, em formatos igualmente originais.

“ Vamos pôr Viana a dançar”

 
São várias as actividades ligadas às Danças que a Associação de Dança do Distrito de Viana do Castelo (ADDDVC), vai levar a efeito nos meses de Julho, Agosto e Setembro 2009, numa parceria com várias entidades e colectividades do Distrito e do Concelho de Viana do Castelo.
Gabinete Cidade Saudável do Município de Viana do Castelo, Câmara Municipal de Caminha, Ronda Típica da Meadela, ADEIXA (Associação Dança Eixo Atlântico), Associação Cultural Desportiva Santa Marta Portuzelo, Sport Clube Vianense, JUCAMINHA (Judo Clube Caminha), Academia João Bertocchini, Café do Teatro, Eventos David Martins, Centro Cultural Desportivo Ancorense Casa do Povo da Meadela, Bailarina Serap e Frend Fitness.
Exibições e demonstrações dos mais variados temas clássicos e latinos num espectáculo de som, movimento, côr e luz, do maravilhoso mundo da dança.

Autarquia vianense recebe Matola, germinação de Moçambique

Uma delegação de Matola (Moçambique), composta pelo Presidente do Município, o Presidente da Assembleia Municipal, um deputado da Assembleia e a responsável pelas Relações Internacionais, esteve em Viana do Castelo para reunir com a Autarquia.
A visita iniciou-se com um encontro com a Vice-presidente da Câmara Municipal e Vereadora da Cultura, Flora Silva, na apresentação do livro Jerusalém do também Moçambicano, Mia Couto, no âmbito da 29ª Feira do Livro, 13ª da Lusofonia.
O Presidente da autarquia vianense, Defensor Moura e o Vereador do Ambiente José Maria Costa, debateram com a delegação moçambicana a possibilidade de se fazerem novas aproximações, ao nível social e económico, entre as duas comunidades, em particular no âmbito da formação de técnicos do Município de Matola, nomeadamente, a formação de bombeiros profissionais para esta cidade africana.
A geminação entre Viana do Castelo e a cidade e município de Matola foi celebrada em 15 Junho de 2006.

APPACDM tem novo plano estratégico

Ciente de que “o futuro ou se prevê, ou se padece” a APPACDM de Viana do Castelo, de harmonia com o Plano de reestruturação que em devido tempo elaborou, face à premente necessidade de redimensionar toda a sua intervenção de forma a melhor e mais eficazmente poder responder às necessidades com se confronta relativamente ao enquadramento das pessoas com deficiência encetou um processo de formação interno de todas as chefias e colaboradores.com vista à definição das grandes linhas de força para um novo Plano Estratégico.
Sob orientação e monitorização do Instituto Politécnico de Viana do Castelo toda a comunidade (dirigentes, chefias intermédias e todos os demais colaboradores) da Instituição está envolvida e fortemente motivada na revisão do seu Plano Estratégico.
Em simultâneo decorre todo o processo de “Certificação do sistema de gestão da qualidade”.
O Plano Estratégico 2009/2013 estará disponível no decurso do último trimestre do ano em curso.

 
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“O nosso adversário é o PS e não o PSD”

Estas foram as únicas palavras de António Carvalho Martins, candidato pelo PSD/CDS-PP à Câmara Municipal de Viana do Castelo, em relação aos últimos acontecimentos relativamente à sua candidatura, não querendo alimentar mais polémica.
António Carvalho Martins perfere continuar em silêncio relativamente à sua candidatura remetendo para mais tarde pronunciar-se sobre o assunto. “Ainda não é o momento certo, no momento certo falarei”, diz Carvalho Martins. “O nosso adversário é o PS e não o PSD”, disse o actual vereador do PSD na câmarade Viana ao “Cardeal Saraiva”. Não querendo adiantar nada mais sobre a sua candidatura apenas disse que a sua apresentção será  feita ainda este mês e contará com a presença de Manuela Ferreira Leite e Paulo Portas, líderes dos dois partidos em coligação.
Estas foram as unicas declarações do Candidato depois de um encontro marcado com os jornalistas, que se realizou  na passada terça-feira, na qual os os vereadores do PSD à câmara  de Viana fizeram um balanço do trabalho desenvolvido ao longo dos últimos quatro anos. O encontro foi realizado num café que tem sido o espaço previligiado de reuniões do PSD, onde Cavalho Martins explicou o seu simbolismo. Na conferência de impresa o candidato PSD/CDS-PP destacou algumas das decisões tomadas referindo que “ao longo de quatro anos batemo-nos por convicções e propostas construtivas e positivas e não por bota a baixo. Esse não é nem nunca será a nossa forma de fazer política.”

Carlos Meira e Emílio Passos demitem-se da concelhia CDS-PP
A coligação entre PSD e CDS-PP para as eleições autárquicas em Viana do Castelo continua a não ser pacífica e a causar instabilidade na casa dos centristas vianenses. Depois de, no princípio desta semana, Carlos Meira, vice-presidente da Comissão Política e Concelhia do CDS-PP de Viana do Castelo, se ter demitido, também José Emílio Passos (um histórico do partido) “bateu com a porta”. Passos refere em comunicado estar em total solidarie­dade para com Meira no «dossier autárquicas» uma vez que: “o ainda Presidente da concelhia do CDS-PP, Aristides Sousa, negociou e apresentou a participação numa coligação sem dar «cavaco às suas tropas», como exigem os estatutos do Partido e, mais, conforme foi decidido pelos militantes do partido em sede de Plenário da Assembleia de Concelhia”. O ex-vogal da concelhia centrista refere ainda que Aristides demonstrou “falta de consideração e lealdade com os seus companheiros”. 
Já no incício da semana Carlos Meira demitiu-se acusandoo presidente da Concelhia, Aristides Sousa, de “ter negociado e apresentado publicamente a participação do CDS-PP numa coligação às eleições autárquicas de forma abusiva e manifestamente ilegal”. Carlos Meira diz mesmo que “Aristides Sousa, à revelia, à margem, e nas costas dos demais elementos apresentou a participação na coligação sem para tal estar habilitado e mandatado pela CPC e pela Assembleia Concelhia do CDS-PP”.


Empresários de Viana reunem-se para trocar negócios

Um grupo de empresários de Viana do Castelo “recusam-se a participar na recessão” e, como tal, reúnem-se uma vez por semana com o objectivo de trocarem negócios e contactos entre si.
O grupo tem por nome BNI LETHES e reúne, todas as quartas-feiras, na quinta de Fincão, em Viana do Castelo, mais de 30 empresas de diversos ramos de actividade da região a fim de trocarem entre si contactos e negócios de referência. Só nos últimos dois meses foram trocados centenas de contactos que originaram mais de 300 mil euros em negócio entre as empresas do grupo.
Mariline Costa, directora do BNI LETHES explica que a “BNI é a maior organização profissional de convívio em negócios, cujo objectivo principal é a troca de referências em negócios qualificados”.
No ano passado os membros desta organização passaram mais de 5,6 milhões de referência, as quais geraram mais de 2,3 biliões em negócio para os seus membros. Em Portugal foram já passados milhares de referências avaliadas em mais de 20 milhões de euros para os seus membros.
Quanto à forma como se processa o BNI Mariline Costa explicou que “o que faz o BNI único é que apenas permite uma pessoa por profissão por Grupo, dessa forma, depois de se juntar, não existe conflito em passar contactos e nenhum dos seus concorrentes pode participar. Para além disso não existe comissões entre os membros, pois a filosofia do BNI é baseado no espírito ‘guivers gain’, ou seja, se eu te der negócio, tu vais querer dar-me negócios”.

A sessão da passada quarta-feira contou com a presença do presidente da Associação Empresarial de Viana do Castelo, Luís Ceia, que disse levar deste encontro “uma opinião muito positiva”  afirmando que “é mui­to importante que estes grupos se desenvolvam pois o em­pren­de­dorismo faz-se fazendo”.

Jovens já vigiam a floresta

O Programa Volun­tariado Jovem para as Florestas, cuja concepção, implementação e controlo de execução está a cargo do Instituto Português da Juventude, I.P. (IPJ), arrancou no passado dia 1 de Julho, no distrito de Viana do Castelo.
Através deste programa, dezenas de jovens, com idades compreendidas entre os 18 e os 30 anos, já foram colocados em projectos apresentados pelas autarquias, tendo iniciado o seu trabalho de vigilância fixa em postos de vigia e de vigilância móvel, nas áreas definidas pelas entidades locais de coordenação. A par destas tarefas decorrem, também, campanhas de sensibilização das populações para a prevenção das florestas, levadas a cabo pelos jovens voluntários.
Nesta primeira quinzena do mês de Julho, foram aprovados os projectos apresentados pelas autarquias de Viana do Castelo, Valença, Ponte da Barca e Monção, sendo que, até ao final deste mês, serão ainda abrangidos os concelhos de Paredes de Coura, Caminha e Arcos de Val­devez.
Com o Programa Vo­luntariado Jovem para as Florestas o IPJ pretende incentivar a participação dos jovens para o grande desafio que é a preservação da natureza e da floresta em particular e, desta forma, reduzir o flagelo dos incêndios, através de acções vigilância e de prevenção, fazendo jus ao slogan “Portugal sem Fogos, depende de Todos” .

Escola de Lanheses ampliada e requalificada

A Câmara Municipal de Viana do Castelo acaba de adjudicar a empreitada de ampliação/requa­lificação da Escola E.B 2,3 e Secundária de Lanhe­ses.
A empreitada, com um valor global de investimento de mais de um milhão de euros, deverá estar concluída a 30 de Janeiro do próximo ano e implica a requalificação do edifício existente.
Esta empreitada, financiada pelo Ministério da Educação, integra o programa de modernização/requalificação do parque escolar. Em Lanheses, a obra implicará a construção de um novo bloco de aulas com sete salas, um auditório, e gabinetes de apoio e a ampliação da cozinha para responder às novas exigências legais.
No que toca ao edifício existente, a empreitada de requalificação implica a substituição de toda a cobertura em fibrocimento, a construção de alpendres, a colocação de tectos acústicos para diminuição de ruídos, a colocação de novos pavimentos, a substituição parcial da iluminação e a pintura interior de todo o edifício.
A empreitada integra ainda a criação de um espaço museológico de apoio ao primeiro ciclo através da recuperação de uma antiga casa agrícola e a bene­ficiação do espaço do laranjal existente para apoio às actividades agro-florestais e de jardinagem que a comunidade escolar tem vindo a desenvolver.
Depois da conclusão das obras, a escola passará funcionar em regime normal, abandonando o anterior horário duplo.

Biblioteca na Praia Norte

A Biblioteca Municipal de Viana do Castelo vai reeditar a “Biblioteca de Praia” na Praia Norte durante todo o verão. Para além dos jornais e das revistas, os livros não vão faltar para os veraneantes, assim como animação diversa para todos os grupos etários.
“Imagine-se numa biblioteca sem paredes, à luz do sol, de fato de banho, a saborear um gelado enquanto lê um livro…Experimente uma biblioteca assim e desfrute do prazer de ler com vista para o mar” é o desafio lançado pela Biblioteca de Praia, uma iniciativa que tem tido muito sucesso em anos anteriores.
A Biblioteca de Praia, que funciona entre as 10 e as 13 horas e entre as 16 e as 19 horas, tem acessíveis a leitura de livros e revistas de forma gratuita, sendo as publicações periódicas exclusivamente para consulta de presença, mas o leitor poderá também requisitar até dois livros, pelo prazo de três dias.
Paralelamente, estão agendadas actividades diversas. Nas segundas-feiras de Julho, decorrem ateliês com o Centro de Monitorização e Interpretação Ambiental e, aos sábados e domingos de Julho e Agosto, estão programadas actividades desportivas de grupo. Agendada está também, animação de leitura a cargo da Associação Cultural e de Educação Popular nos meses de Julho e Agosto.

Colombes e Viana estudam geminação

Uma delegação de Colombes (França), composta pelo presidente da câmara local, conselheiros municipais e pelo chefe de gabinete, esteve em Viana do Castelo para reunir com as associações do concelho e com os responsáveis autárquicos. Em cima da mesa esteve um convite feito pela cidade francesa a Viana do Castelo para uma futura geminação, num desafio lançado recentemente e que será agora avaliado pelas forças vivas de Viana do Castelo.
A visita, que começou já com um encontro com a vice-presidente da Câmara Municipal e vereadora da cultura, integrou um programa variado, com destaque para um encontro com dezassete associações do concelho. Nesta reunião foram debatidas aproximações culturais e sociais entre as duas comunidades com vista a uma possível geminação com Colombes, onde existe uma grande comunidade portuguesa e fortes laços culturais.
Colombes é uma cidade com sessenta mil habitantes, situada na circunvalação de Paris, e que contactou pela primeira vez Viana do Castelo em Novembro de 2008 com vista a uma geminação entre as duas cidades. Esta visita é a primeira efectuada desde então e servirá como ponto de partida para uma possível geminação.

José Maria Costa quer criar um Centro de Recursos Educativos

No âmbito das várias reuniões que o candidato do Partido Socialista à Câmara Municipal de Viana do Castelo, José Maria Costa, tem vindo a efectuar com as forças vivas do concelho, o candidato promoveu um encontro com professores e educadores do ensino pré-escolar, ensino básico, secundários e superior.
Assim, e depois das reuniões de debate de ideias tidas com outros agentes, o tema da educação serviu para José Maria Costa ouvir propostas e dar a conhecer as ideias e apostas da sua candidatura, continuando o trabalho que tem sido desenvolvido pela autar­quia na área da Educação, nomeadamente na qualificação das infra-estruturas e no apoio às actividades escolares.
José Maria Costa propõe-se desenvolver programas e iniciativas em conjunto com os agrupamentos escolares que contribuam para o desenvolvimento local e para a melhoria do processo educativo, em torno de um projecto que tenha por base a realidade do concelho e sempre em colaboração com os actores locais. Das variadas propostas para esta área, o candidato socialista elege, por exemplo, a promoção de um encontro anual de educadores e professores para a partilha de projectos educa­tivos, a implementação de um Centro de Recursos Educativos, uma Rede de Serviços de Bibliotecas, Museus e Espaços Naturais, mas também uma aposta no trabalho desenvolvido no Conselho Municipal de Educação.
As apostas passam também pela promoção de projectos de solidariedade de gerações e ainda a criação de um Projecto de Desenvolvimento Social e Humano para Darque, em articulação com as instituições de solidariedade social, as escolas e a Junta de Freguesia. Uma Rede de Cursos Profissionais existentes no concelho e ajustamento às necessidades o tecido empresarial, apoio para a dinamização de desportos náuticos para as Actividades Extra-Curriculares (AEC’S) nas escolas e ainda trabalhar para uma “Cidade Educadora”, com a integração da Rede das Cidades Educadoras.

Três antigas professoras gerem “clínica das bonecas”

Três antigas professoras primárias são a alma da “Oficina da Boneca”, um espaço da Paróquia de Nossa de Fátima, em Viana do Castelo, onde os brinquedos velhos viram novos, sendo depois postos à venda a preços sociais.
Judite, Ângela e “Bia”, professoras primárias aposentadas, passam naquela oficina uma parte do muito tempo livre que a reforma lhes proporciona, realizando autênticas cirurgias nas bonecas “em segunda mão” que ali são entregues por particulares. “Aqui nada se perde, tudo se transforma”, refere  Ân­ge­la Flores, 52 anos, nomeada responsável máxima pela oficina, sublinhando que se trata de um trabalho “100 por cento voluntário” para ajudar a paróquia a obter algumas receitas para poder manter em funcionamento algumas das suas valências sociais.
As tarefas de cada uma estão mais ou menos definidas: Judite é responsável pela confecção dos fatos das bonecas e “Bia” trata essencialmente dos cabelos, enquanto Ângela faz um bocadinho de tudo, como lavar, limpar, escolher tecidos e combinar cores. “Algumas bonecas chegam aqui com a cabeça partida, outras sem um braço ou uma perna, com as roupas todas velhas ou com o cabelo que Deus me livre, mas todas acabam por ter a sua utilidade”, confessa Judite Moreira, 56 anos, a mulher da máquina da costura e “estilista” de serviço. “É um bocado como nos automóveis. Uns nunca mais voltarão a andar, mas há sempre quem os aproveite para peças”, acrescenta.
Naquela “clínica das bonecas” fazem-se cirur­gias­ plásticas e instalam-se próteses, da mesma forma que se altera radicalmente o visual das “modelos”, dando-lhe um “look” mais “fashion”, dos pés à cabeça. “Ficam como novas, ninguém nota que são em segunda mão e ninguém sonha o estado em que estavam quando nos foram entregues”, garante “Bia” Martins, enquanto trata de uma muito descuidada cabeleira loira para “instalar” em mais uma boneca acabada de sair do “bloco operatório”.
As três antigas professoras dizem que são “umas formiguinhas”, que gostam de trabalhar no anonimato, “longe de mediatismos e das luzes da ribalta”. O que lhes importa - dizem - é que o trabalho “fique bem feito”, para que as pessoas gostem das bonecas saídas das suas mãos e as comprem, para “alimentar” a obra social da Paróquia de Nossa de Fátima, sobretudo um centro de acolhimento temporário de crian­ças e jovens em risco.
Além das bonecas, as três voluntárias também “tratam da saúde” de vá­rios outros brinquedos, desde livros infantis a peluches e carrinhos. “Se tiverem em casa brinquedos que já não usam, não os deitem fora. Entreguem-nos aqui, que nós tratamos de lhes dar uma segunda vida”, rematam, em jeito de apelo.

Paróquia abre “lojinha” com brinquedos e roupa em segunda mão

A Paróquia de Nossa de Fátima, em Viana do Castelo, acaba de abrir na cidade uma “lojinha” onde vende, a preços sociais, brinquedos e roupa em segunda mão, oferecidos por empresas e particulares.
Segundo o responsável pela paróquia, padre Artur Coutinho, o principal objectivo é angariar alguns fundos para o funcionamento das valências sociais daquela instituição, sobretudo o “Berço”, centro de acolhimento temporário de bebés e crianças em risco. No entanto, o pároco acrescentou que a esta iniciativa não é indiferente à crise económica, que “afecta muitas famílias” de Viana do Castelo. “A nossa lojinha pratica preços sociais, a partir de 50 cêntimos ou um euro, para que qualquer criança tenha acesso a um brinquedo ou a uma boneca ou para que qualquer pessoa possa comprar uma peça de roupa”, disse ainda.
Os brinquedos e as roupas em segunda mão são entregues na paróquia e confiados nas mãos de um grupo de voluntários, que os lavam, limpam, tratam e consertam. “Não pomos à venda coisas velhas ou estragadas. Apenas coisas em bom estado. Esse é um ponto de honra”, garantiu Artur Coutinho.

Instalada no Centro Histórico de Viana do Castelo a “Lojinha Social” da Paróquia de Nossa de Fátima é apoiada pela Câmara Municipal, que paga metade da renda. O seu funcionamento é também assegurado, de forma completamente gratuita, pelos voluntários daquela paróquia.

 

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Feira do livro da Lusofonia faz sucesso junto das crianças

Carlos Pinto Coelho e Luandino Vieira são alguns dos escritores que marcarão presença na 29ª Expo-Feira do Livro de Viana do Castelo, que decorrerá de 11 a 26 de Junho, pelo 13º ano consecutivo sob o signo da Lusofonia.
O certame, apresentado na passada terça-feira em conferência de imprensa, contará com 60 stands, 80 editoras e 26 livreiros.­
“Esta é já considerada, pelos próprios livreiros, a terceira feira do livro mais importante do país em termos de venda de literatura infanto-juvenil”, disse Flora Silva, vereadora da Cultura na Câmara de Viana do Castelo.
A feira é organizada conjuntamente pela câmara e pelo Centro Cultural do Alto Minho (CCAM), organismo que este ano decidiu instituir um prémio de literatura infanto-juvenil, destinado a autores que tenham, no máximo, um livro editado.
“É uma forma de incentivar o aparecimento de livros para os mais novos”, referiu a presidente do CCAM, Luísa Quintela.
O programa da feira contempla ainda actividades diárias de animação para as crianças, com noites temáticas.
Para o director da Divisão de Acção Cultural da Câmara, Cunha Leal, é tudo isto, associado à presença no recinto da feira das pistas de diversão e dos vendedores de pipocas, que garante o sucesso do certame junto dos mais novos e motiva a crescente procura por parte dos livreiros.
“Este ano, tivemos que ratear os espaços, porque a procura foi, de facto, muito maior”, assegurou Cunha Leal.
Na véspera da abertura da feira, tem lugar, no Castelo de Santiago da Barra, um concerto de homenagem à Lusofonia, por Cesária Évora, a cantora cabo-verdiana que é considerada a “diva dos pés descalços”.
A feira dedica dias específicos a Cabo Verde, Angola, Moçambique, Timor e Brasil, com presença de escritores, literatura e música desses países.
Nas tertúlias, e além de Carlos Pinto Coelho e Luandino Vieira, participarão ainda nomes como André Amaral e Richard Zimler.
A feira ficará também marcada pelo lançamento do livro “Jerusalém”, de Mia Couto, e por um recital de poesia pelo juiz-conselheiro Jorge Lino.
Serão igualmente lançados cinco livros sobre Viana do Castelo, assinados por autores locais.

 
PSP iniciou operação Verão Seguro 2009

A PSP de Viana do Castelo iniciou desde o passado dia 26 de Junho  a Operação Verão Seguro 2009, na sua área de actuação.
Esta é uma actividade opera­cional  que já faz parte da PSP há 30 anos  e pretende  diminui os índices da crimina­lidade e da sinistrali­dade rodoviária.

Para o efeito, incre­mentaram a presença de meios policiais, humanos e materiais nas praias e zonas envolventes, nas áreas turísticas e comerciais e nos eixos rodoviários.
Também foi incremen­tada, desde o dia 1 de Julho, a Operação Férias em que serão vigiadas as residências das pessoas que se ausentam por motivos de férias e comuniquem pessoalmente esse facto à PSP, quer através da entrega pre­sen­cial do formulário nas esquadras, quer através do preenchimento online do formulário no site da PSP.
Paralelamente à Operação Verão Seguro, a PSP está a levar a efeito um outra iniciativa dire­cionada para os turistas que visitam o nosso pais com a publicação de uma brochura intitulada “PSP – Portugal, Safer Place. O folheto será distribuído aos turistas nos principais aeroportos, postos de turismo, hospitais, centros de saúde, estações da CP, táxis, etc.
Neste folheto poderão encontrar algumas medidas de segurança que os cidadãos deverão adoptar este Verão, nomeadamente o não guardar objectos no interior das via­turas, não deixar a porta da sua residência apenas fechada, mas sim tran­cada e se for de férias avise a PSP; não colocar as carteiras pessoais no bolso de trás das calças, nem utilizar a mala a tricolo do lado da Estrada; e não estacionar em sítios ermos e sem vigilância, entre outros.
A Operação Verão seguro assim como todas as outras campanhas associadas decorrerão até ao dia 15 de Setembro

 
José Maria Costa quer valorizar frente maritima

O candidato do Partido Socialista à Câmara Municipal de Viana do Castelo, José Maria Costa, visitou, durante o passado fim-de-semana, as praias do concelho no âmbito da preparação do programa eleitoral da sua candidatura à presidência da autarquia vianense.
O candidato informou os agentes locais que o acompanharam na visita que a estratégia de desenvolvimento de uma nova cultura marítima no concelho de Viana do Castelo passa pela continuação do trabalho efectuado pela autarquia, da valorização da orla costeira e da requali­ficação das Praias de Afife, Praia Norte, Praia do Cabedelo, Praia da Amorosa e Praia Pedra Alta/Castelo Neiva.
José Maria Costa referiu ainda que as intervenções propostas pela sua candidatura vão valorizar ambientalmente a costa vianense e promover a atractividade turística e desportiva desta frente marítima atlântica.
Esta promoção da cultura marítima será mesmo um dos objectivos da candidatura socialista, que pretende instalar na Praia Norte um núcleo do Museu do Mar, em que as práticas tradicionais da pesca, da construção de embarcações e da apanha do sargaço sejam valorizadas. Este núcleo mu­seo­­lógico será associado a um centro de interpretação da biologia marinha para os jovens do concelho, que passará pela recuperação e valorização do Forte da Vinha (Castelo Velho).
José Maria Costa informou ainda os acompanhantes da candidatura da intenção de continuar a apostar nos desportos náuticos, surf, vela, canoagem, remo e na valorização da pesca tradicional como factores de dinamização turística e económica das freguesias da orla costeira.       

Aposta na Cultura e criação cultural
O candidato, numa reunião que decorreu numa unidade hoteleira da cidade e contou com a presença dos diversos agentes culturais do concelho, pediu contributos de acção e apresentou as suas linhas programáticas da área da cultura, assente “na aposta na educação, na cultura e na criação cultural como factores essenciais de desenvolvimento humano de Viana do Castelo”.

Reconhecendo o “trabalho excepcional” desenvolvido pelas associações culturais concelhias, o candidato quer continuar a apostar na Cultura e na Criação Cultural.
Desta auscultação saí­ram mesmo diversas linhas de trabalho, como a aposta no desenvolvimento e potenciação da cultura tradicional e a promoção dos valores etno-folclóricos e na qualificação dos espaços associativos.

 

Actividades para os mais novos nas praias de Viana

As praias de Bandeira Azul de Viana do Castelo estão a acolher um conjunto de actividades diárias sobre ciência para os mais novos. Tendo por base as energias renováveis, as acções começaram no início do mês em Carreço e passaram já pela Praia Norte com o objectivo de motivar os frequentadores mais novos das praias para as questões da Ciência.
A iniciativa, que inclui actividades que decorrem entre as 10 e as 12 horas durante todo o mês de Julho, integra sessões com temas que passam pelas energias renováveis, energia eléctrica, casa energética (Casa do Futuro) e à descoberta do mundo e das energias alternativas, numa iniciativa da câmara municipal em parceria com a “Fun Science – Ciência Divertida”.
Trata-se de programas educativos e de entretenimento em vários campos do conhecimento científico, para que as crianças possam descobrir e aprender, interessando-se pela Ciência, através de experiências dirigidas por monitores com formação própria.

 
Requalificação da rede viária municipal

 A Câmara Municipal lançou o concurso público para a repavimentação de caminhos da rede viária municipal nas freguesias de Nogueira, Torre, Vila de Punhe, Vila Mou, Lanheses, Barroselas, Mujães e Deão. O concurso público surge na sequência de um levantamento do estado de conservação da rede viária do concelho realizado pela autarquia, no qual foram identificadas algumas vias a serem intervencionadas numa primeira fase.
Em causa estão as estradas municipais 526 (Nogueira), 551 (Torre) e 541 (Vila de Punhe) e ainda os caminhos municipais 1188 (Caminho das Rasas em Vila Mou), 1186 (Lanheses), 1221 (Barroselas/Mujães – Mâmua) e 1216 (Deão), que irão ser alvo de uma intervenção orçada em cerca de seiscentos mil euros.
A abertura das propostas do concurso público será realizada no próximo dia 13 de Julho, pelo que as obras deverão arrancar no final do Verão, mais precisamente no mês de Setembro.
Este programa de reabilitação da rede viária municipal enquadra-se no plano de actividades relativo ao desenvolvimento das freguesias, que inclui ainda outras intervenções já em curso na rede viária municipal, realizadas graças a protocolos celebrados entre a Câmara Municipal de Viana do Castelo e as Juntas de Freguesia do concelho.

 

Princesa do Lima integra rede piloto da mobilidade eléctrica

Viana do Castelo foi um dos municípios que assinou, em Lisboa, o Acordo da Mobilidade Eléctrica com o governo português.
O presidente da câmara, Defensor Moura, assinou o protocolo que permitirá que Viana do Castelo introduza a utilização de veículos eléctricos no concelho até finais de 2010, mas a autarquia tem já em funcionamento cinco veículos eléctricos: dois nos Serviços Municipalizados de Saneamento Básico e outro no serviço de jardins da câmara municipal e ainda os dois autocarros eléctricos (Caramuru e Himalaia).

O acordo, que segue as orientações dos compromissos internacionais assumidos por Portugal no Protocolo de Quioto, estabelece as condições para que sejam introduzidos os veículos eléctricos no município, que integra agora a Rede Piloto da Mobilidade Eléctrica. A intenção é “promover a mobilidade eléctrica e a melhoria do ambiente e da qualidade de vida dos cidadãos” e, mediante este acordo, o Governo irá dar apoio institucional e colaboração para potenciais linhas de apoio ao investimento no âmbito do QREN, competindo ao Município desenvolver um Plano Municipal para a Mobilidade Eléctrica.
Assim, até 31 de Dezembro de 2010, a câmara municipal compromete-se, por exemplo, a criar zonas preferenciais de estacionamento para veí­culos eléctricos, a assegurar pontos de recarga e abastecimento, a promover e incentivar a utilização de energias re­nováveis e, até Dezembro de 2012, reforçar esta capacidade e criar ainda condições de circulação em vias urbanas rápidas (tipo BUS) a este tipo de veículos e assegurar a renovação da frota municipal com veículos eléctricos.
Viana do Castelo tem já, numa medida pioneira, cinco veículos eléctricos na frota municipal: dois nos serviços munici­palizados, um do serviço de jardins e ainda dois autocarros eléctricos que circulam nas principais ruas da cidade ligando os dois pontos extremos da cidade e facilitando a mobilidade dos idosos e dos que optam por deixar as viaturas nos parques de estacionamento periféricos da cidade.

 
ERI propõe a tribunal insolvência da “Culmar” por divida de 97 mil euros

A empresa ERI de Braga vai propor no Tribunal de Viana do Castelo a insolvência da “Cul­mar”, do grupo «Soja Portugal», caso esta não proceda ao pagamento imediato de uma dívida de 97 mil euros, disse fonte da empresa.
O gerente da ERI, Jacques Hudry adiantou que a Culmar foi condenada a pagar 64 mil euros - agora acrescidos de juros e outras penalizações - à ERI - Empreendimentos Imobiliários, por decisão judicial do Tribunal de Viana, em 2004, confirmada pelo Tribunal da Relação de Guimarães, em 2005 e pelo Supremo Tribunal de Justiça, em 2006.
O empresário sublinha que “o pedido de insolvência inclui um pedido de qualificação contra os respectivos administradores, sem prejuízo de ulteriores acções de responsabilidade contra os mesmos gesto­res”.
O administrador da Soja Portugal disse que a Culmar - que se dedicava à produção de salmão em viveiro - deixou de funcionar há alguns anos, pelo que não tem meios para cumprir a decisão judicial. O caso prende-se com a ocupação ilegal pela Culmar de terrenos que a ERI possui na freguesia de Afife, Viana do Castelo, onde foi instalada uma unidade de aquacul­tura.
A firma do grupo Soja veio a cessar a actividade - depois de condenada por ocupação ilegal pelos tribunais - tendo as instalações, segundo Jacques Hudry, “sido completamente abandonadas há vários anos e os bens da sociedade dissipados, não havendo qualquer acto por parte de qualquer dos seus representante legais”. “Custa a acreditar que uma sociedade como a Soja que tem por objecto social a gestão de participações sociais, deixe propositadamente entrar em insolvência uma das suas associadas”, lamenta o empresário francês, acusando a firma de “não estar à altura das grandes empresas portuguesas”.
O Tribunal deu como provado, nas três instâncias, que a ERI é a legitima proprietária do terreno onde a Culmar - em associação com a junta de Freguesia - se instalou, de forma ilegítima, durante dez anos, violando os direitos de propriedade da empresa de Braga.
Os juízes do Supremo concluíram, ainda, que a ERI possui os terrenos de forma legal, desde 1964, pelo que condenaram, em 2006, a Culmar ao pagamento daquela verba, o que nunca se verificou.
Confrontado com as críticas do empresário francês, o administrador da Soja Portugal - que também preside à Culmar - disse que a Soja Portugal tem, apenas, uma participação no capital social na Culmar, havendo outros sócios privados: “Se a firma não tem actividade não vejo como será possível pagar”, adiantou.
O gestor diz que a ERI se limita “a fazer pressões” pois considera que “quem deveria pagar era a Junta de Freguesia de Afife”já que foi esta autarquia que cedeu o terreno à Culmar, sem que - de acordo com a decisão judicial - tivesse quaisquer direitos sobre ele.
A tese de João Azevedo é rebatida por Jacques Hudry, o qual garante que “não faz pressões” apenas reclama o que lhe devem, frisando que os registos comerciais mostram que os administradores da Culmar são os mesmos que administram a Soja Portugal.

 

Edição 4294

Viana regressou à época medieval

No passado fim-de-semana, as ruas do centro histórico de Viana do Castelo trajaram-se à época medieval, encantando as centenas de pessoas que por lá passaram. As danças, ladainhas, teatros, procissões, arautos, zaragatas, assim como as batalhas medievais, não faltaram neste segundo ano consecutivo da Feira Medieval organizada pela VianaFestas.
Na feira para além das várias representações que animaram as ruas de Viana, o destaque foi para o concerto de música medieval que se realizou na Sé Catedral.

“Procuramos que a Feira Medieval tenha 
um grande rigor histórico”

A VianaFestas, entidade promotora das festas do concelho de Viana do Castelo, realiza pelo segundo ano consecutivo a Feira Medieval de Viana do Castelo. Joaquim Ribeiro, presidente da VianaFestas falou ao “Cardeal Saraiva” um pouco do trabalho que tem feito em prol das festividades vianen­ses.

Cardeal Saraiva (CS) - Há quanto tempo a VianaFes­tas realiza a Feira Medieval de Viana do Castelo?
Joaquim Ribeiro (JR) - Este é o segundo ano que a Viana festas organiza a Feira Medieval. O ano passado também foi realizada sobre a coordenação da VianaFes­tas, embora houvesse outra área de controle que era o departamento de Acção Cultural da Câmara Municipal de Viana do Castelo, que foi que assumiu mais directamente no terreno a execução. Este ano resolvemos que era a Viana­Festas que dava a cara, que assumia a organização, e fizemo-lo em pleno. O ano passado foi feita em atenção aos 750 anos do foral de Viana do Castelo. Este ano não era para se fazer, porque não há orçamento, mas sofremos uma pressão tão grande quer por parte dos participantes da feira do ano passado, quer das escolas que participaram e que estão mobilizadas, que nós resolvemos avançar mesmo com um orçamento muito reduzido, contando à partida com a colaboração desses interessados. Procuramos as escolas e algumas associações tenham um rigor histórico muito grande, claro que sabemos que ela vai ter uma ou outra falha, mas será o mínimos  dos mínimos que possa  acontecer nesse sen­tido, Ou seja, exigimos a que todos os partici­pantes que entrarem nessa feira seja com o rigor  realmente de feirantes, quer de trajes, quer de  de negócio, quer de produtos. Acho que este ano foi também um ano de balanço e de aferição, para ver se é um evento para continuar ou não.

CS - Mas pensa que esta Feira Medieval está para continuar?
JR - Sinceramente não sei se estas ferias medievais tem pernas para continuar, que se vêem agora a realizar um pouco por todos os cantos e esquinas, algumas com o mínimo de qualidade, outras que se fazem em plenos campos descobertos. Em Viana acho que sim que faz sentido fazer-se, porque nós temos um casco histórico maravilhoso em que o espaço interpreta o que  é a intenção da feira. Portanto fazendo a feira nesse enqua­dramento acho que  tem interesse continuar a fazer.

CS - E a Viana Festas pretende continuar com esta ideia e talvez até fazê-la crescer?
JR - A vianafestas concerteza que estará sempre disponível para continuar a manter de pé anualmente uma feira deste tipo. Não sei se o futuro permite isso, como sabe o problema é o nosso orçamento porque não temos receitas próprias, e a feira medieval não é algo que nos dê receitas, mas vamos tentando  outras maneiras de conseguir alguns apoios e se  os conseguirmos con­cer­teza que estaremos  disponíveis para continuar a fazê-lo.

CS - Há quanto tem­po existe a Via­na­Festas?
JR - A vianafestas foi cria­da em 2002 e ela veio na sequência das comissões de festas da Senhora da Agonia e nasceu  da necessidade que as comissões tiveram de se criar a estrutura insti­tucional e legalmente válida. Logo pensou-se que a constituição da Vianafestas que é participada pela Câmara Municipal, pela Associação Empresarial de Viana do Castelo, pela Associação dos  Grupos Folclóricos do Alto Minho e pela Entidade Regional de Turismo do Norte. É uma associação de direito privado, sem fins lucrativos e que foi de imediato reconhecida de utilidade pública.
Nos estatutos da Viana Festas há uma definição de que para cada evento que a Viana Festas organiza constitui uma comissão executiva, ou seja, a Vianafestas está sempre na retaguarda no apoio administrativo, financeiro, orçamental, logístico, isso esta tudo na Viana­Festas e  mobiliza-se para todos os os eventos e adaptado a cada movimento. Mas para a realização do evento efectivo nós convidamos sempre uma comissão executiva. Ou seja, existe na mesma uma comissão executiva para as festas da Agonia.
Portanto nestas colaborações a Vianafesta tem a sua intervenção imediata e directa, mas sobretudo tem esta estrutura que põem ao serviço de todos os eventos.

CS - Apesar de o concelho de Viana do Castelo ser um concelho relativamente pequeno, a VianaFes­tas está a conseguir crescer e a destacar-se na cidade?
JR - Sim acho que sim. Julgo que já conseguimos uma coisa que é fundamental que é  o reconhecimento de todas as pessoas do concelho e não só, de todas as  partes que tem interesses em festas que recorrem à VianaFestas.

Alunos  foram os principais actores da Feira

Os alunos do segundo ciclo da Escola  E,B 2,3 do Monte da Ola, entre vários de outras escolas foram os principais intervenientes da Feira Medieval, representando várias arautos, zaragatas e ladainhas, próprias da época medieval.
Para os alunos da Escola Monte da Ola este não é a primeira iniciativa do género, visto a escola já ter uma nota positiva no que diz respeito a realização de feiras medievais e rena­scen­­tistas na escola.
Elisa Leite Braga, professora de inglês na escola é a principal impul­cionadora  destas iniciativas, quer na escola, quer na participação da escola na Feira Medieval de Viana do Castelo, mostrando que a escola tem tido um papel bastante activo na realização  deste tipo de actividades.
“A nossa participação nesta feira é mais a nível de roupas, de actividades e dos mais variados textos com os arautos, o poema “Viva a feira”, as zargatas, a ladainha dos santos que se realizava na peregrinação a Santiago de Compos­tela e se entoavam nas ferias por onde passavam”, refere.
Não sendo a primeira vez que a escola participa ou realiza este tipo de iniciativas, a Escola Monte da Ola tem todo o material necessário para estes eventos, dispondo muitas vezes o seu material a outras organizações.
“Nós somos autosufi­cientes, temos tendas, fitas, bandeiras, brasões que fomos fazendo ao longo dos anos.”  O guarda roupa é uma das relíquias desta escola, contando com já mais de uma centena de peças que foram sendo feitas quer por alunos, pais, professores e funcionários da escola. “O material foi todo feito desde que a escola começou a participar e o mais interessante é que foram feitos quase a custo zero, tendo sido nos dado tecidos por algumas casas e fábricas têxteis e que os pais dos alunos foram fazendo consoante os modelos que lhes eram dados”.
Na feira medieval de Viana do castelo estiveram cerca de 50 alunos representativas desta escola, aos quais se juntaram alguns professores e funcionários. “Os alunos adoram”, refere a professora  explicando que este tipo de iniciativas tem também o seu lado pedagógico. “Em termos pedagógicos habitua-os a serem rigorosos e a envolverem-se em algum conhecimento”.
A Escola Monte da Ola esteve na Rua do Poço, onde expôs vários produtos da época, entre os quais, mel, espadas, produtos hortículas da época, fumeiro, licor, compotas, entre outros.

José Diogo Dias, 11 anos
“Na feira Medieval fui um nobre, vou participei num poema e na feira de Ana Pais.
Penso que é feira onde se pode mostrar a habilidade e que mostra o que é ser homens da idade medieval e isso é importante”.

João Correia Vale, 11 anos
“Fui do povo e participei na procissão penitencial com uma cruz.
Penso que a feira foi para nos divertirmos, para saber o que eram os tempos antigos. Esta participação tem-me desenvolvido em termos artisticos, na leitura de textos e poemas.”

Casa de S. José foi uma dos principais 
“estilistas” da Feira Medieval

Sendo uma das principais “estilistas” das festas e romarias de Viana do Castelo, a Casa de São José foi a casa que  vestiu a primeira Feira Medieval em Viana do Castelo. Este ano, como não podia deixar de ser, muitos dos factos apresentados na Feira Me­die­val são desta casa  que trabalha desde 1945.
Lina Branco, de 49 anos, é proprietária da Casa de S. José há cerca de 30 anos. Confessa que gosta do que faz, apesar de trazer “algumas preocupações”. “Como todos os trabalhos requer paciên­cia, muita pesquisa para sabermos o que se está a fazer”, refere.
No Verão quando se iniciam as festas e romarias um pouco por todo o país é quando o trabalho na casa de S. José aperta. “ No inverno também trabalhamos, mas não há tanto movimento”, diz.
Nem todos os fatos de aluguer são feitos nesta casa, sendo alguns encomendado a alfaiates. “Por exemplo quando temos uma grande quantidade, por exemplo para uma banda de música,  de fatos em que tem de ser todos iguais mandamos fazer fora”.
A Casa de S. José existe em Viana do Castelo desde 1945. Trabalhando numa profissão quase esquecida, mas que faz Viana e outras cidades regressarem aos seus passados com os seus vestuários.
 “Para a primeira feira medieval que se realizou em Viana do Castelo foi a nossa casa a fornecer tudo”, revela Lina Branco. “É giro e gratificante fazer este tipo de trabalho. As vezes as roupas vêm um pouco estra­gadas, mas é gratificante”.
Os trabalhos desta casa já não ficam só pela cidade de Viana do Castelo, sendo apreciados um pouco por todo o país. ”Fazemos vários serviços de norte a sul do país. Não só na parte histórica, mas também religiosa”.


Centro Dramático critica falta de apoio ao “Festeixo”

O director artístico do Centro Dramático de Viana (CDV), Castro Guedes, criticou na passada sexta-feira a “demissão absoluta” do Ministério da Cultura do Festival de Teatro do Eixo Atlântico (Fes­teixo).
“O Ministério da Cultura não só não deu qualquer apoio ao Festeixo, como nem sequer se dignou acusar a recepção do e-mail e da carta que lhe enviámos a solicitar uma reunião para, em conjunto, encontrarmos uma forma de assegurar a continuidade do festival. Uma atitude que, além do mais, revela falta de educação”, afirmou Castro Guedes. Para este responsável do CDV, companhia residente em Viana do Castelo, o Ministério da Cultura poderia ajudar o Festeixo servindo de “interlocutor junto da sociedade civil, para tentar arranjar um mecenas”. “A resposta que obtivemos foi um silêncio total, uma completa demissão do festival”, disse ainda.
Mesmo sem o apoio do Ministério da Cultura, o Festeixo, que já vai para a XIV edição, realiza-se desde hoje e até ao próximo dia 19 de Julho, juntando 10 companhias, graças a um subsídio de 30 mil euros da Câmara Municipal de Viana do Castelo. “O festival só é possível porque as companhias, num gesto de solidariedade, se dispo­nibilizaram a receber cachets simbólicos. Este ano, como estamos no final de um ciclo político, decidimos realizar na mesma o Festeixo, numa situa­ção absolutamente excepcional. Mas daqui para a frente, ou as coisas mudam e alguém assume a responsabilidade de financiar um festival desta envergadura, ou então baixamos definitivamente o pano”, garan­tiu Castro Guedes.
Na edição 2009 do Festeixo participará uma companhia da Galiza e uma “mista”, que reúne actores portugueses e galegos. As restantes oito são todas nacionais. Sete companhias darão espectáculos para adultos e três para crianças, no âmbito do chamado “Festeixozinho”.
Castro Guedes lembra que este é um festival “com créditos firmados”, pelo que diz “estranhar” o “completo alheamento” do Ministério da Cultura. “A sensação que dá é que para o Ministério da Cultura a diferença entre um festival com expressão nacional ou falta dela se resume à coisa ser no Bairro Alto ou em Santa Maria Maior [a freguesia de Viana do Castelo onde está o Teatro Sá de Miranda, palco do Festeixo”, ironizou.

 

Alterações ao trânsito na Praça da Abelheira

O trânsito na Rua Rosália de Castro está interdito desde a passada segunda-feira e durante as próximas duas semanas, para obras de substituição dos pavimentos betuminosos no âmbito da empreitada de construção da nova Praça da Abelheira.
Assim, o trânsito na Rua Rosália de Castro será interdito, excepto a moradores, podendo o trânsito efectuar-se pela Rua Aquilino Ribeiro e Rua Eça de Queiroz. Paralelamente, a circulação do trânsito na Avenida Mateus Carvalhido será efectuado através de uma faixa de rodagem nas imediações da Praça da Abelheira. Na Avenida da Abelheira, a circulação de trânsito será alternado, com recurso a sinalização luminosa.
A empreitada da nova Praça da Abelheira integra a construção de quatro edifícios, que irão circundar a nova praça, com quatro pisos, estacionamento subterrâneo e uma galeria pedonal abrigada ao nível do rés-do-chão, enquanto o jardim será totalmente vedada e com uma cortina arbórea, sendo o acesso feito através de uma passagem inferior sob a via.
O jardim vai incluir uma zona com um espelho de água e uma fonte e uma zona verde e lúdica, onde ficarão instalados percursos pedonais e de bicicleta e será criada uma área para crianças com um moderno parque infantil.

Curso de voluntários do IPVC para 

projectos em países africanos

Capacitar e constituir as três equipas que nos meses de Agosto e Setembro implementarão Projectos de Cooperação para o Desenvolvimento de curta duração em Cabo Verde, Guiné-Bissau e Moçambique é o objectivo do curso de voluntariado que Gabinete de Estudos para a Educação e Desenvolvimento [GEED] da Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Viana do Castelo [ESE-IPVC] está a promover.
Sensibilizar para as questões de Educação e Cooperação para o desenvolvimento; promover a aproximação e partilha de valores e culturas; preparar voluntários para integrar projectos de cooperação para o desenvolvimento, são alguns, de entre outros, objectivos do curso.
O Curso de Formação Específica de Voluntariado para a Cooperação aborda, com recurso a metodologias activas e participativas, conteúdos de formação como: Cooperação para o Desenvolvimento, Voluntariado para a Cooperação, Metodologia de Projecto e Conhecimento Especifico dos Países de intervenção.

 Edição 4293

António Carvalho Martins  é o candidato do PSD a Viana

O economista António Carvalho Martins, 54 anos, é o candidato do PSD à Câmara de Viana do Castelo, apesar de o seu nome ter sido chumbado por duas vezes pela Distrital social-democrata, anunciou a concelhia do partido na passada sexta-feira.
A candidatura de Carvalho Martins tinha sido proposta, por duas vezes, pela Concelhia, mas mereceu outros tantos chumbos da Distrital, que propôs o nome do arquitecto Marques Franco, que foi rejeitado pela Comissão Política Nacional.
Num documento divulgado na passada sexta-feira em conferência de imprensa pela Conce­lhia do PSD, a Comissão Coordenadora Autár­quica do partido, liderada por Castro Almeida, pôs um ponto final no diferendo, aprovando o nome de Carvalho Mar­tins.
“Constatando a insa­nável divergência, que resulta em impasse político, na escolha do candidato, a Comissão Coordenadora Autár­quica, por expresso mandato da Comissão Política Nacional, delibera aprovar o nome de An­tónio Carvalho Martins”, lê-se no documento.
O líder da Distrital de Viana do Castelo, Eduardo Teixeira, considerou “uma imprudência” a divulgação pública de um documento interno do partido, e sublinhou que o processo autárquico naquele concelho “ainda não está encerrado”.
“Às vezes a pressa é má conselheira. Se repararem, o documento fala em aprovação e não em homologação”, acrescentou Eduardo Teixeira, escusando-se a fazer quaisquer outros comentários sobre o assunto.
“Foi o candidato au­tárquico que melhor votação teve para o PSD [em Viana do Castelo], a seguir à maioria absoluta de Branco Morais em 1989”, referiu o líder da Concelhia social-democrata.
António José Amaral disse ainda que, nesta altura de “crise económica de grandes dimensões, Viana do Castelo precisa de um gestor com provas dadas, como é António Carvalho Martins, reconhecido por todos como um empresário de sucesso”.
Na conferência de imprensa  Castro Almeida admitiu ainda  estarem a decorrer negociações com o CDS-PP, confirmando assim a possibilidade de uma coligação.

750 anos de clássicos em Viana do Castelo

É já amanhã que o Viana Motor Clube vai trazer às ruas da cidade de Viana do Castelo a XI Concentração de Clássicos, contando este ano com a colaboração da Tuna de Veteranos de Viana do Castelo.
Este encontro, integrado nas comemorações dos 750 anos da Outorga do Foral de D.Afonso III é já uma referência nos eventos de Clássicos.
A novidade reservada para a XI edição, além da participação activa da Tuna de Veteranos, é a visita a um Museu Particular de Motos Antigas onde será possível apreciar modelos de considerável valor e raridade, assim como o regresso ao Museu do Pão em Outeiro, onde é possível presenciar todas as etapas do fabrico da típica broa com chouriço e com sardinha, desde a feitura da massa até à cozedura no tradicional forno de lenha.
O encontro está marcado para as 10 horas nas Avenida dos Combatentes, onde será possível apre­ciar os belos exemplares de outros tempos que deliciam e surpreendem os mais novos ao mesmo tempo que trazem à memória dos mais velhos aqueles tempos idos onde este ou aquele modelo lhes passou pelas mãos ou pelo imaginário.

 

Moura eleito presidente da Comissão 
de Autorização Comercial do Minho Lima

 O Presidente da Câmara Municipal de Viana do Castelo, Defensor Moura, acaba de ser eleito Presidente da Comissão de Autorização Comercial da NUT III Minho Lima (composta pelos dez municípios do distrito de Viana do Castelo).
A eleição foi realizada na passada terça-feira na Direcção Regional de Economia do Norte com convocação dos Municípios da NUT III Minho Lima, da Direcção Geral das Actividades Económicas, da Comissão de Coordenação de Desenvolvimento Regional do Norte e da Direcção Regional de Economia do Norte.
Esta Comissão de Autorização Comercial vai agora decidir sobre a instalação, nos dez Municípios do distrito de Viana do Castelo, de estabelecimentos comerciais a retalho de área de venda igual ou superior a dois mil metros quadrados, desde que a insígnia ou grupo em que se integra não tenha, a nível nacional, uma área de venda acumulada igual ou superior a trinta mil metros quadrados. Esta Comissão irá também apreciar os conjuntos comerciais com área bruta igual ou superior a oito mil metros quadrados.
Nas reuniões das Comissões, e para além do presidente da Câmara Municipal de Viana do Castelo, da Direcção Geral das Actividades Económicas e Direcção Re­gio­nal de Economia e da Comissão de Coordenação de Desenvolvimento Regional do Norte, participam também o representante do Município em que se pretende instalar a superfície comercial.

 

População de Anha ameaça lutar 
para impedir fecho de extensão de saúde

A população de Vila Nova de Anha, em Viana do Castelo, ameaçou na passada sexta-feira “partir para a luta” para impedir o anunciado encerramento da extensão de saúde da freguesia.
“Vamos tentar resolver o assunto pela via do diálogo, mas se tivermos de ir para o ras­gadinho (manifestações), a gente de Anha não se costuma encolher”, disse, em conferência de imprensa, o porta-voz da Comissão de Utentes daquela extensão de saúde. Segundo João Cruz, a freguesia já tem assistência médica há mais de 70 anos, “muito antes de se falar de Serviço Nacional de Saúde”. “Ao fim destes anos todos, para fazer um simples penso ou para apanhar uma injecção, querem-nos obrigar a ir para Darque, cuja localização obriga a uma autêntica prova de esforço? As pessoas não querem morrer do coração, naquela rampa enorme”, referiu.
João Cruz considera que “não há qualquer razão” para o encerramento da extensão de serviço de Anha, até porque o edifício onde está instalada “tem pano para mangas”, com capacidade mesmo para se transformar num “mini-hospital”. “O encerramento seria um desrespeito pela população e, até um insulto. Se for preciso luta, nós cá estaremos”, disse ainda.
Neste momento, a contestação traduz-se num abaixo-assinado, que já reuniu mais de 2300 assinaturas, e num pedido de audiência a políticos e a vários responsáveis pelo sector da saúde. “A 9 de Julho, se até lá não tivermos novidades, vamos reunir a população da freguesia, para decidir o rumo a dar à nossa luta”, garantiu João Cruz.
Anha foi elevada a categoria de vila a 9 de Julho de 1985. “Então quando não éramos vila tínhamos extensão de saúde e agora que o somos querem-nos tirar esse serviço?”, questionou outro elemento da comissão de utentes.
A decisão de encerramento da extensão de saúde de Anha foi co­mu­nicada verbalmente à população da freguesia em Fevereiro, por João Carneiro, um dos responsáveis da Unidade Local de Saúde do Alto Minho. “O que nos disseram é que iam fechar aqui para criar uma unidade local de saúde (USF) em Darque, mas nós não concordamos. Se querem criar uma USF, criem-na em Anha, que tem utentes e tem condições para isso. A população da vizinha freguesia de Mazarefes já disse oficialmente que prefere ser assistida em Anha”, afirmou João Cruz.


Edição 4282

Festival da Lampreia e Bife da Páscoa para mulheres no Camelo

 Iniciativas servem, segundo o proprietário, para divulgar e dinamizar o restaurante

O Restaurante Camelo promoveu no passado fim-de-semana o Festival da lampreia. Dois dias dedicados ao luxuoso prato e que,, segundo António Camelo, proprietário do restaurante, teve uma grande adesão. “No conjunto dos dois dias terão passado pelo restaurante cerca de 500 pessoas”, disse.
Esta foi a primeira vez que o restaurante resolveu realizar um evento do género.
“Foi uma ideia que surgiu espontaneamente, porque em muitos sítios fazem-se a festa de outros produtos e eu lembrei-me: porque não uma festa da lampreia no Camelo?”, contou o responsável pelo certame.
Durante os dois dias do Festival, que por lá pasou pôde apreciar a iguaria, que foi cozinhada de várias maneiras. No entanto, António Camelo diz que os seus clientes já têm um prato preferido. “A que saiu mais foi a lampreia assada no forno com batatinha nova”, contou.
A acompanhar a gas­tronomia não faltou a animação musical, que na noite de sábado foi de fado, com a actuação de Elsa Gomes, e no domingo realizou-se um baile popular.
Apesar de ser a primeira vez que realizou o evento, António Camelo não tem dúvidas  que o certame foi um sucesso e irá, “de certeza”, reperir-se para o ano.
Também na noite de ontem, o mesmo restaurante promoveu o Jantar do Bife da Páscoa para mulheres, uma surpresa anunciada no Dia da Mulher e que agora se concretizou. “Há a tradição de um almoço da Páscoa, mas exclusivamente para homens”, disse. Aproveitou a ideia, mas no feminino, e, garante, os homens lá não entram até começar o baile. No final do jantar, o restaurante ofereceu o pão-de-ló e Vinho do Porto.
Segundo António Camelo |à meia-noite a festa terminou, uma vez que se entra na Sexta-feira Santa. “E não queremos de modo algum ofender ninguém”, concluiu.


Igreja provisória há 40 anos fechou portas
A Igreja do Senhor do Socorro, em Viana do Castelo, que era provisória há 40 anos, fechou definitivamente as suas portas no passado domingo e vai ser demolida, para dar lugar a um novo templo.

 O pároco local, padre Manuel Torres Lima, disse que a obra, que inclui também o Centro Paroquial, foi consignada por 573 mil euros, sendo o prazo de execução de um ano. Segundo Torres Lima, a igreja agora desactivada foi inicialmente concebida para “desenrascar” durante cinco ou seis anos, mas acabou por servir de local de culto durante quatro décadas, completadas a 2 de Fevereiro último, tendo chegado a um estado de “completa degradação, toda carcomida pelo bicho”.
A velha igreja nasceu numa pequena quinta onde havia quatro casas geminadas, que, entretanto, arderam e foram convertidas em local de culto. “Só a cruz que lá foi colocada é que indica que se pode tratar de uma igreja, porque, de resto, aquilo parece um barracão grande”, reconheceu o pároco. O templo ocupa metade da estrada que ali passa, inviabilizando o cruzamento de um automóvel por outro. Além disso, e ainda segundo Torres Lima, tem “apenas” capacidade para 100 pessoas, “o que em certos dias obriga os fiéis a ficar na rua”.
A nova igreja terá capacidade para 175 pessoas, podendo o número de lugares duplicar, com a utilização de parte do futuro centro paroquial, que também faz parte do projecto.
Para financiar a obra, a paróquia angariou cerca de 260 mil, através de donativos de fiéis e empresas, não tendo o Estado entrado “com um único cêntimo”. “Contraímos um empréstimo bancário para cobrir a parte que falta”,
Além da igreja, o projecto contempla também o Centro Paroquial, que substituirá o actual salão, igualmente velho e degradado, e que se destinará à catequese e às actividades das várias associações locais.
A Paróquia de Nosso Senhor do Socorro situa-se nos limites de Areosa e Monserrate, freguesias urbanas de Viana do Castelo, servindo uma população estimada em cerca de 5000 pessoas.

Páscoa no serão sem TV
A capela barroca do Museu de Arte e Arqueologia e a capela da Casa da Carreira (Câmara Municipal) estiveram abertas na noite da passada quinta-feira de Páscoa, durante a Vigília da Oração nas Igrejas e Capelas de Viana do Castelo.

A iniciativa, que integra também o Serão Sem TV, faz parte de um ritual da população de Viana do Castelo que, na Quinta-feira Santa, inclui a visita a pelo menos sete igrejas e capelas da cidade, que se engalanam para receber os fiéis e as orações no âmbito da Semana Santa.
As Capelas da Câmara Municipal não fugiram à regra e abriram portas para poderem ser admiradas. A capela barroca, com um retábulo da primeira metade do século XVIII, inscreve-se na corrente do barroco nacional, de talha em madeira de castanho. As paredes estão revestidas com painéis de azulejos assinados por Policarpo de Oliveira Bernardes, o painel sobre a porta representa a visita da Virgem a Santa Isabel, do lado direito S. João Baptista no deserto e, do lado esquerdo Jesus a presidir misticamente a um capítulo de religiosas.

Exposições itinerantes do CMIA viajam pelo país
O Centro de Monito­rização e Interpretação Ambiental (CMIA) de Viana do Castelo tem vindo a elaborar exposições itinerantes que estão a ser solicitadas por vários municípios portugueses, nomeadamente, Marco de Ca­naveses, Valongo, Va­len­ça, Lisboa, Caminha, Barcelos e Ponte de Lima.

A próxima viagem das exposições itinerantes do CMIA é Vouzela, a partir do dia 20 de Abril e até 4 de Maio, e aborda o tema da mobilidade sustentável nas cidades.
Estas exposições, que versam as mais diversas temáticas, visam a reflexão e sensibilização dos cidadãos e tem vindo a ser expostas por empréstimo depois de terem sido utilizadas no CMIA. Os principais destinos são as escolas do concelho de Viana do Castelo, mas também outros municí­pios, que têm vindo a solicitar com muita frequência as exposições desenvolvidas pelo Centro.
As mostras abordam temas diversificados como a compostagem, enquanto oportunidade de cidadania, a importância da biodiversidade que se reflecte no Programa Europeu da Rede Natura, que tipo de Resíduos produzimos e onde os encaminhar, o significado de Mobilidade Sustentável e ainda valores naturais a preservar nas zonas litorais, de modo a sensibilizar a população para a preservação do meio ambiente.
O CMIA foi criado no âmbito do Programa Polis – Programa de Re­qua­lificação Urbana e Ambiental das Cidades, promovendo a recuperação de espaços urbanos para a melhoria da qualidade nas cidades. A intervenção resultou na recuperação das Azenhas de D. Prior, onde se integra actualmente o Centro, e da Caldeira de D. Prior, espaço recuperado integrando o actual Parque Urbano da cidade. O centro integra uma sala museu, uma sala de exposições temporárias, um auditório, uma sala de leitura, uma biblioteca, um laboratório e uma sala multimédia.

 

750 quilos de pescado apreendidos
Inspectores da Direcção-Geral das Pescas e Aquicultura apreenderam no passado dia 1 de Abril, no porto de Viana do Castelo, 742 quilos de pescado proveniente de duas embarcações que tentaram fugir à fiscalização da lota, informou aquele organismo.

Segundo a fonte, o pescado, “de alto valor comercial”, foi apreendido em duas viaturas pertencentes aos armadores daquelas embarcações.
Numa das viaturas, foram apreendidos 126 quilos de peixe galo e de tamboril.
Na outra viatura, num fundo falso na parte ante­rior da caixa térmica, os inspectores apreenderam 616 quilos de lavagante, santola, sapateira, tamboril, pescada, polvo, linguado e pregado.
Fonte do Ministério da Agricultura e Pescas explicou que o pescado tem que passar obrigatoriamente pela lota, desde logo para atestar as suas condições de sanidade. Depois, o pescado é leiloado na lota, o que “sistematicamente” conduz à redução do preço inicial, por “acordo prévio entre os compradores”. “A lota é uma espécie de bolsa, onde os preços, ao invés de subirem, descem”, explicou a fonte. Esta situação leva a que alguns armadores tentem a “fuga à lota”, para que as suas margens de lucro sejam “substancial­mente maiores”.
Os dois armadores apanhados quarta-feira vão ser alvo de um processo, sendo estas infracções normalmente punidas com coimas.

 

Empresária Vianense distinguida

A empresária vianense Maria do Céu Alves Fernandes Pita foi  distinguida pelo IPAMEI e pela Direcção-geral das Actividades Económicas pela “boa execução dos investimentos efectuados na modernização do comércio, no âmbito do programa ModCom”.

O certificado foi entregue pelo Ministro da Economica, Manuel Pinho, em cerimónia que decorreu recentemente na cidade de Espinho.
Recorde-se que o ModCom visa a modernização e a revitalização da actividade comercial, em especial, em centros de comércio com predomínio do comércio independente de proximidade, em zonas urbanas ou rurais, bem como a promoção de acções dirigidas ao comércio.

Adega Cooperativa de Viana com pedido de insolvência

A Caixa de Crédito Agrícola apresentou em tribunal o pedido de insolvência da Adega Cooperativa de Viana do Castelo (ACVC), cujo passivo ascende a cerca de 700 mil euros, informou fonte ligada ao processo.

Segundo Bettencourt Lopes, presidente da ACVC, a principal esperança de sobrevivência reside agora na acção que a adega interpôs no Tribunal Administrativo e Fiscal de Braga contra a Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes (CVRVV), exigindo-lhe uma indemnização de 1,25 milhões de euros.
O responsável explicou que em causa estão os prejuízos resultantes da denúncia que a CVRVV apresentou em 2002 na Inspecção Geral das Actividades Económicas (IGAE) contra a ACVC, por alegadamente ter detectado a existência de corantes orgânicos sintéticos nos seus vinhos, de que resultou um processo-crime em tribunal.
Na altura, a IGAE apreen¬deu 52.730 litros de vinho, enquanto a adega, bem como um ade¬gueiro e um enólogo que nela trabalhavam, foram acusados formalmente da prática de um crime contra a genuinidade, qualidade ou composição de géneros alimentícios e aditivos alimentares.
O Tribunal Judicial de Viana do Castelo, por sentença datada de 12 de Julho de 2005, absolveu os arguidos, que logo avançaram com uma acção cível para serem ressarcidos dos prejuízos resultantes de toda esta situação. “Até 2002, a adega estava numa situa¬ção financeira relativamente equilibrada, mais ou menos estável, mas este processo significou uma forte machadada na nossa estrutura”, referiu Bettencourt Lopes. Garantiu que em 2002 a adega vendia mais de 2 mil pipas (500 litros cada), mas a partir daí, na sequência das “falsas notícias” dando conta da existência de “corantes” no vinho, as vendas foram progressivamente baixando. Em 2008, a produção paralisou completamente. “A CVRVV é a grande responsável por esta situação e deve pagar por isso. Se ganharmos a acção, a adega está salva. Se não ganharmos, vamos tentar encontrar outras soluções, mas as coisas ficarão muito complicadas. No entanto, a esperança é a última a morrer”, sublinhou Bettencourt Lopes.
Para o dia 4 de Maio, está marcada uma au¬diên¬cia preliminar, no Tribunal Administrativo e Fiscal de Braga, para uma tentativa de acordo entre as partes.
O presidente da CV¬RVV, Manuel Pinheiro, admitiu que não deverá haver acordo nenhum, sublinhando que as dificuldades económicas que a ACVC enfrenta “há vários anos” são “estranhas” a este caso que agora está em tribunal. Quanto à denúncia da alegada existência de corantes, Manuel Pinheiro disse que a CVRVV “actuou exactamente do modo que a lei indica, participando às autoridades competentes um facto que se afigurava como potencialmente violador da lei”. “A CVRVV actuou, e continuará a actuar, em articulação com as entidades competentes do Estado Português, no sentido de garantir a genuinidade do vinho verde, bem como a defesa dos direitos dos consumidores, no que certamente tem o apoio de todos os produtores da região”, acrescentou.
A ACVC foi fundada em 1964 e actualmente conta com cerca de 300 sócios.

Incêndio provocou momentos de pânico em Vila Mou
Os moradores do lugar das Fontes, em Vila Mou, Viana do Castelo, viveram no passado sábado “momentos de pânico”, por causa de um incêndio florestal que ameaçou várias habitações.

“Foi terrível. As labaredas atingiram 10 metros de altura, o fumo era tanto que não deixava ver nada.O fogo andou mesmo a rondar as habitações”, contou Olivério Afonso, morador naquele lugar. “O que valeu foi eu ter um potente motor, do poço de casa, para combater as chamas, senão teria acontecido o pior”, acrescentou. Olivério Afonso disse ainda que o incêndio foi, na sua fase mais crítica, combatido “apenas por populares”, já que os bombeiros, na altura, “estavam dispersos” a acudir a várias outras frentes. “Só se ouvia gente a gritar, desesperada, com medo de perder as suas casas, mas felizmente elas não foram atingidas”, concluiu.
O incêndio, que consumiu mato nas freguesias de Vila Mou, Meixedo e Lanheses, obrigou ao corte do trânsito na A27, num troço seis quilómetros, durante uma hora e meia, por causa do “intenso fumo” que invadiu a via rápida. Na sexta-feira, um incêndio na zona foi dado como extinto, mas entretanto rea¬cendeu.
No combate às chamas estiveram 12 corpos de bombeiros, apoiados por duas dezenas de viaturas e um helicóptero pesado. O incêndio foi dado por circunscrito cerca das 17 horas.
O 2º comandante do Centro Distrital de Operações de Socorro de Viana do Castelo, Robalo Simões, disse que a principal dificuldade no combate às chamas foi o vento, com rajadas que chegaram a atingir os 70 quilómetros por hora.

CEVAL lança Cartão do Empresário


O Conselho Empresarial¬ dos Vales do Lima e Minho (CEVAL), em parceria com a Caixa de Crédito Agrícola Mútuo do Noroeste (CC¬AMN), apresenta hoje, em Viana do Castelo, o Cartão do Empresário.
Trata-se de uma ini¬ciativa que visa forne¬cer aos empresários da região mais uma ferra¬men¬ta de gestão, agora ao nível fi¬nan¬ceiro. Este novo cartão não tem anuidade, está associado a uma linha de crédito e, além disso, dá direito a descontos em instituições protocoladas.

Com foto: ContoSenior.jpg
Biblioteca acolhe a primeira hora do Conto Sénior

A Biblioteca Municipal e o Gabinete Cidade Saudável da Câmara de Viana do Castelo promoveram na passada quarta-feira a primeira sessão da Hora do Conto Sénior, uma iniciativa desenvolvida no âmbito do projecto Envelhecer Com Qualidade.

A actividade, que deriva da iniciativa “Hora do Conto” destinada ao público mais jovem da Bi¬blio¬teca Municipal, pretende chegar a novos públicos, incentivando os mais velhos para a leitura e para a prática de novos estilos de vida saudável.
A inovadora iniciativa, que decorreu na Sala Couto Viana, integrou um momento musical pelo Quarteto de Saxofones da Escola Profissional de Música de Viana do Castelo, a dramatização do romance “Conde Iano” pelo Grupo de S. Paulo da Cruz de Barroselas, a dramatização de textos e momentos de poesia a cargo de um grupo de alunos.
A Hora do Conto Sénior integra o Projecto “Envelhecer com Qualidade” que promove eventos dirigidos aos mais idosos e que, em 2009, se prolonga por onze meses, com paragem em Agosto, incluindo actividades como visitas a espaços e equipamentos culturais e desportivos do município, bailes, caminhadas ou conferências.
Do programa para 2009 destaca-se, para além da Hora do Conto, a recolha de testemunhos no Museu de Arte e Arqueologia de Viana do Castelo, diversas palestras sobre temas como a apneia de sono, os en¬fartes, os efeitos do álcool, sessões de cinema, visitas a espaços como o novo Museu Agro-Marítimo de Carreço e os Moinhos de Montedor e os Moinhos de Água de S. Lourenço da Montaria, visitas e circuitos pelo Parque Ecológico Urbano de Viana do Castelo e ainda actividades diversas como as comemorações do Dia do Idoso e do Dia do Avô, entre outros.

Politécnico avança com cursos de Agricultura Biológica

“Produção de suínos”, “Produção de bovinos de aptidão carne”, “Produção de bovinos de aptidão leite”, “Produção de cereais”, “Produção de vinha” e “Consultoria”, consti¬tuem¬ as seis propostas de cursos em regime de e-learning que o Instituto Politécnico de Viana do Castelo (IP¬VC), através da sua Escola Superior Agrária (ESA), sedeada em Ponte de Lima, irá lançar, para iniciarem funcionamento em Junho 2009.

Segundo Fernando Nunes, docente da ESA-IPVC e membro da Coordenação Nacional deste projecto, “a Escola Superior Agrária do IPVC é a única parceira nacional do Ecolearning Project, um projecto internacional coordenado pelo Instituto de Formación y Estudios Sociales (IFES), sedeado em Madrid, Espanha, e no âmbito do qual se avança com esta nova oferta formativa”.
“Este projecto, que reúne oito países comunitários, a saber Espanha, Portugal, Roménia, Bulgá¬ria, Suécia, Alemanha, Itália e Hungria, tem como principal objectivo elaborar conteúdos relativos ao Modo de Produção Biológico (MPB) e promover a sua disseminação através de plataformas informá¬ticas, em sistemas de e-learning” explica Fernando Nunes a propósito destes novos cursos.
“Concretamente, o presente projecto engloba a produção biológica de suínos, bovinos de aptidão carne e leite, ce¬reais¬ e vinha. Suplementarmente, foi também elaborado um módulo que contempla um conjunto de informações, tarefas e atribuições, adequados à acção de um “Consultor”, cuja principal função é apoiar os agricultores no seu processo de transição para o MPB” avançou ainda o Coordenador.
Por sua vez, Teresa Madureira, igualmente docente da ESA-IPVC e membro da Coordenação Nacional do Projecto, revelou que estes cursos têm como principais destinatários “agricultores que pretendam evoluir no sentido do MPB, estudantes que queiram iniciar e/ou aprofundar os seus conhecimentos nesta temática e técnicos/consultores em Agricultura Biológica”.
Sobre as modalidades de inscrição, Teresa Madureira explica que “cada aluno inscrito poderá frequentar, no máximo, três cursos (por ex., suínos, cereais e vinha), sendo a sua inscrição nos mesmos, gratuita. No final de cada curso, e comprovada a participação do formando no curso (ou cursos), ser-lhe-á entregue um certificado de participação, outorgado, em simultâneo, pela ESA-IPVC e pelo IFES”.
Os cursos decorrerão de 29 de Junho e 10 de Julho 2009, com um número máximo de 25 alunos. As inscrições encontram-se disponíveis até ao dia 15 de Junho 2009.


Sá de Miranda recebe a nona edição do Festival de Tunas

Seis tunas académicas sobem amanhã, pelas 21,30 horas, ao palco do Teatro Municipal de Sá de Miranda para o LETHES – Festival de Tunas Cidade Viana do Castelo, certame que este ano chega à sua nona edição.
Organizado pela Hinoportuna – Tuna Académica do Instituto Politécnico de Viana do Castelo [IPVC], este festival de tunas, que se vem realizando desde 2001, apadrinhado pelo eterno Tuno Honorário, Abílio Lima de Carvalho, e pela vereadora da Cultura, Flora Silva, passou a ser um marco na agenda cultural de Viana do Castelo, registando lotações esgotadas em todas as suas edições.
Estarão em palco as Tunas TUIST – Tuna do Instituto Superior Técnico, Antunia – Tuna de Ciências e Tecnologias da Universidade Nova de Lisboa, Infantuna – Cidade de Viseu, Azeituna – Tuna de Ciências da Universidade do Minho, Magna Tuna Cartola da Universidade de Aveiro e a tuna organizadora do festival a Hinoportuna – Tuna Académica do Instituto Politécnico de Viana do Castelo.
A iniciativa insere-se na Semana Cultural das Associações Académicas do IPVC.

Exposição sobre Darwin já recebeu um milhar de visitas

A exposição comemorativa dos 200 anos do nascimento de Darwin, que está patente no Centro de Monitorização e Interpretação Ambiental (CMIA) de Viana do Castelo, foi já visitada por cerca de um milhar de pessoas em apenas três semanas. A mostra, que está patente até ao dia 18 de Abril, suscitou sobretudo a curiosidade dos alunos das escolas do primeiro ciclo, secundário e profissional, já que a maior parte das visitas foram guiadas.
A exposição, uma parceria com a Setepés Ciência, tem carácter interactivo e percorre o mundo antes e depois de Darwin, pretendendo homenagear a obra deste eminente cientista. A proposta é uma viagem a bordo no navio Beagle enquanto momento de oportunidade inquestionável para o desenvolvimento da sua teoria e ainda a sua biografia.
O visitante poderá ainda, através de jogos interactivos, ser confrontado com informação, ilustrações e questões relativas a esta temática sendo, no final, atribuída uma pontuação. Outro elemento de interacção e conhecimento será o Caderno do Naturalista, uma brochura que simula o caderno de anotações do próprio Charles Darwin com informações e curiosidades nas primeiras páginas e desafios de observação natural nas páginas seguintes, bem como experiências a realizar em casa ou na escola.
A mostra comemorativa é, no entanto, apenas uma parte de um programa comemorativo que inclui também um ciclo de conferências, um curso de formação sobre Evolução e Biodiversidade e actividades de serviço educativo para crianças dos 9 aos 12 anos.


Programa de valorização da freguesia de Montaria

A freguesia montanhosa de Montaria inaugurou o novo parque infantil, situado no Largo do Souto.

Esta estrutura está inserida num arranjo urbanístico do largo que foi objecto de uma candidatura ao Programa Agris e que permite a valorização da freguesia. Na cerimónia, onde esteve presente o Vereador com o pelouro das Freguesias, osé Maria Costa, foi também entregue a nova carrinha de transportes de alunos às escolas da Junta de Freguesia.
Este parque infantil do Largo do Souto foi executado pela junta de freguesia com o apoio financeiro da câmara municipal e integra um programa de valorização da Montaria. Este programa inclui percursos pedestres pelos moinhos de água da freguesia, funcio¬nando o Largo do Souto como espaço de recepção e acolhimento dos inúmeros visitantes que pretendem fazer passeios pela Serra d’Arga e pelos percursos dos moinhos de água e azenhas que proliferam na freguesia, conhecida pelo seu viveiro florestal, pela Senhora do Minho e pelas margens do Rio Âncora.
Este programa de valorização da Montaria integra, para além da requalificação do núcleo urbano com a valorização do Largo do Souto e envolvente da sede da Junta de Freguesia, a recuperação da antiga escola de ensino básico, que irá acolher agora um núcleo museológico dedicado à etnografia e cultura locais. Estes investimentos, orçados em 140 mil euros, permitirão valorizar o património construí¬do desta freguesia de montanha.
No âmbito do Programa AGRIS - Medida Agricultura e Desenvolvimento Rural, que tem como objectivo melhorar a competitividade agro-florestal e a sustenta¬bilidade rural e ainda reforçar o potencial humano e os serviços à agricultura e zonas florestais, foram efectuados trabalhos de silvicultura preventiva, beneficiação da rede viária florestal e de vigilância móvel entre Santa Luzia e Outeiro, no valor de cerca de 325 mil euros, o alargamento e beneficiação de cerca de um quilómetro de extensão do Caminho de Valadares, na freguesia de Outeiro, e ainda a intervenção de alargamento e requalificação do pavimento do Caminho da Ribeira, freguesia de Serreleis, e respectiva renovação das infra-estruturas de abastecimento de água. Na freguesia de Areosa, o programa integra a empreitada de requalificação do pavimento do arruamento a norte do Bairro do Malhão, numa extensão de quatrocentos metros, uma intervenção que ronda os 56 mil euros.

Cegos contra suspensão de funcionários da ACAPO

Cegos e amblíopes de Viana do Castelo manifestaram-se na passada sexta-feira contra a suspensão de três funcionários da delegação local da ACAPO, uma medida “altamente lesiva e prejudicial” para os utentes.

“Estão-nos a tirar os técnicos que nos dão todo o apoio, nos ensinam a andar com a bengala, a ler e a escrever, que nos levam à piscina e ao teatro e que estão sempre disponíveis para nos ajudarem, mesmo fora do horário de trabalho”, queixou-se Sílvia Barbosa, de 21 anos.
A manifestação juntou uma dezena e meia de pessoas à porta da delegação de Viana do Castelo da ACAPO - Associação dos Cegos e Amblíopes de Portugal, onde foram ouvidos, pelos juristas da instituição, os três funcio¬nários suspensos, no âmbito do processo disciplinar que lhes foi movido.
Aquela delegação, cuja direcção está demis¬sio¬nária desde Fevereiro, funciona agora com apenas três dos seis funcionários habituais. Justificando a suspensão dos três trabalhadores, o presidente da direcção nacional da ACAPO, Carlos Lopes, referiu que foi detectado um “conjunto de procedimentos que comprometia a imagem da instituição”. “Foram suspensos de funções, para que os actos que praticavam não se repetissem até à conclusão do inquérito”, frisou, adiantando que pretende que esta ocorra “tão breve quanto possível”. “Queremos prestar um serviço de qualidade, com funcio¬nários competentes, que não coloquem em causa os estatutos, os regulamentos” da Associação, sustentou, explicando a interrupção de “algumas actividades”.
Os utentes que se manifestaram exigem saber as razões da suspensão e querem os funcionários em causa de volta, considerando que eles são “do melhor que há”. “Tenho 67 anos, fiquei sem visão há três e não tenho ninguém. Até o cãozinho que tinha morreu. Estes técnicos eram os meus anjos da guarda. Sem eles, deixámos de ter actividades que melhoram a nossa mobilidade e nos ajudam a amenizar o sofrimento que nos vai na alma”, referiu Rosa Costa Pereira, de 67 anos. “A dedicação deles era simplesmente inexce¬dível”, acrescentou Ana Paula Pereira, anterior presidente da direcção da delegação de Viana do Castelo da ACAPO.
“Dei tudo por esta instituição, consegui torná-la num exemplo para o País, mas parece que há alguém interessado em destruir todo esse trabalho”, acrescentou Ana Paula Pereira.

Barroselas recria a entrada de Jesus em Jerusalém


No Domingo de Ramos, dia 5 de Abril, tal como ano passado, o Grupo S. Paulo, em conjunto com os Missionários Passionistas, representará a Entrada Triunfal de Jesus em Jerusalém, pelas ruas de Barroselas.
Iniciar-se-á na escadaria da igreja paroquial de Barroselas, pelas 15 horas, com a bênção dos ramos de oliveira, seguindo-se a encenação do 1º Quadro que representa em “Betfagé”. O 2º Quadro terá lugar no Largo da Feira; o 3º Quadro, na Praça da República; o 4º Quadro, junto às piscinas e, por último, o 5º Quadro, no adro da igreja do Seminário dos Passionistas, cujo cenário nos coloca no “Templo de Jerusalém”.
Jovens dançarinos “de Jerusalém” e jovens com timbalões, entre outros, animarão o cortejo de passagem de um Quadro ao outro, cantando, dançando, tocando, aclamando com “vivas” e acompanhando “Jesus Cristo” transportado por um jumentinho.
Com este evento, a paróquia quer “marcar e iniciar de uma forma viva a Semana Santa em Barroselas, assim como levar os jovens e todas as pessoas para a rua”.

Freguesias vianenses com mais verbas

A Câmara Municipal de Viana do Castelo aprovou, em reunião de executivo, a transferência de 87.700 euros para diversas juntas de freguesia do concelho mediante a assinatura de um protocolo de colaboração. Estas transferências de verbas surgem do espírito de colaboração tecnico-financeira que o município tem vindo a desenvolver com as Juntas de Freguesia, e destinam-se a obras de beneficiação de espaços públicos e vias das freguesias.
Os protocolos serão assinados com as freguesias de Meadela, Afife, Darque, Carvoeiro, Lanheses, Barroselas, Vila Nova de Anha, Alvarães e Portela Suzã para a aquisição de equipamentos, construção de muros e pavimentos, arranjos urbanísticos, limpezas e movimentações de terras e pequenas construções, e de onde se destaca a ligação do viaduto da Rua da Seca de Darque e as obras da Rua da Travessa do Miradouro e da Rua Campo Mestre de Vila Nova de Anha.
Recorde-se que, recentemente, o executivo camarário de Viana do Castelo aprovou a celebração de um conjunto de protocolos de colaboração e apoios para as juntas de freguesia do concelho no valor de mais de 600 mil euros. Estas medidas, destinadas a apoiar a construção, beneficiação e apetrechamento de instalações desportivas e ainda a empreitadas diversas e limpeza de vias e espaços públicos, estão inseridas numa política de descentralização levada a cabo pela Câmara Municipal de Viana do Castelo, que tem vindo a desenvolver parceiras técnico-financeiras com as juntas de freguesia.


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Geraz do Lima reforça abastecimento de água


A Câmara Municipal de Viana do Castelo e a Junta de Freguesia de Santa Maria de Geraz de Lima, através de uma parceria conjunta, procederam à instalação de mais dois reservatórios de água com capacidade para cem metros cúbicos de água cada. Com estas estruturas, fica reforçada a reserva de água acima dos 30 metros, diminuindo igualmente as falhas de água na freguesia.
Esta obra, que foi solicitada pelo presidente da Junta de Freguesia de Santa Maria de Geraz do Lima, tem um investimento de duzentos mil euros e permitirá igualmente saber, em tempo real, a qualidade da água distribuída e a quantidade de água em reserva, de forma a evitar quebras no serviço, através de um sistema de telegestão inovador que está incorporado nos reservatórios.
Esta empreitada, que implicou a aquisição de terrenos, era uma antiga ambição da Junta de Freguesia de Santa Maria de Geraz do Lima, que pretendia assim alargar o abastecimento de água às zonas mais altas.

Novo brasão da freguesia de Geraz do Lima

Recorde-se que foi recentemente publicada em Diário da República a ordenação heráldica, brasão, bandeira e selo, depois do parecer positivo emitido em 21 de Outubro de 2008, pela Comissão de Heráldica da Associação dos Arqueólogos Portugueses. O novo brasão de Santa Maria de Geraz do Lima ostenta um escudo em verde, uma torre de prata lavrada de negro, aberta e iluminada de vermelho e coberta de ouro e uma coroa mariana de ouro. A coroa mural é de prata com quatro torres aparentes, sendo a primeira e a quarta mais pequenas que as restantes.

Empossados novos orgãos da Associação empresarial

 A Associação Empresarial de Viana do Castelo (AEVC) quer assumir o papel pioneiro na utilização de instrumentos inovadores de gestão, constituíndo-se como exemplo de práticas inovadoras, com forte recurso às novas tecnolo­gias, de forma a induzir junto dos seus associados ambientes que facilitem a circulação de instrumentos de gestão que abram novos caminhos e novas oportunidades de negócio.
Esta é uma das ideias­-chave que acompanha os novos órgãos sociais da instituição agora empossados numa sessão que contou com a presença do Director-geral das Actividades Económicas, Mário Lobo, autarcas, deputados e dezenas de empresários. Na ocasião, foram conhecidas as directrizes do novo modelo de gestão a desenvolver no curto prazo uma vez que, de acordo com Luís Ceia, o novo Presidente da Direcção da AEVC, os empresários vianenses precisam de «estar unidos para fazer face às dificuldades e aos desafios com os quais o tecido empresarial de Viana do Castelo, à semelhança do que acontece no resto do país, tem vindo a deparar-se, e nos tempos actuais com maior­ intensidade».
Luís Ceia salientou que o primeiro propósito da nova direcção é o de «devolver a associação aos associados, que são em primeira e última instancia a razão de existência das Associações». “Sem sócios não podem haver associações, são a sua razão de existência Temos de viver e trabalhar em função e em prole dos nossos associados. Abriremos as portas da AEVC de par em par, mas também queremos que os associados se abram em relação á sua associação”, disse.
Outro dos objectivos dos novos corpos sociais da associação passa pela promoção e dinamização de parcerias com outras entidades, nomeadamente municípios da sua área de abrangência, universidades, associações empresariais congéneres, nacionais e internacionais, entidades que promovam o desenvolvimento regional e agentes económicos de importância estratégica. “Estamos inseridos numa comunidade, é nosso dever, diria obrigação fazer parte integrante da mesma. Se a comunidade não se revir no trabalho da nossa associação, certamente não estaremos a desempenhar bem aquilo que deve ser uma das funções da AEVC – ser útil para com aqueles que intera­gem connosco. É nosso firme propósito trabalhar em parceria, de peito aberto, com todos aqueles que também são actores no mesmo cenário. Estamos fortemente empenhados em sermos um parceiro forte com quem poderão desde já contar”, referiu Luís Ceia.
O novo presidente da Associação Empresarial de Viana do Castelo considerou ainda que a instituição não poderá desenvolver «um bom trabalho» se estiver de costas voltadas para os municípios «da nossa area de intervenção».

 Gabinete Cidade Saudável promoveu
“Primavera Activa”

A Câmara Municipal de Viana do Castelo, através do Gabinete Cidade Saudável promoveu no passado domingo, no Jardim da Marina, a “Primavera Activa” com caminhada, passeio cicloturístico e múltiplas actividades físicas, numa organização conjunta com a Escola Secundária de Monserrate e com o grupo de estágio das escolas EB2,3 Pedro Barbosa e Frei Bartolomeu dos Mártires.
A caminhada da Primavera, que está integrada no calendário de caminhadas do Gabinete Cidade Saudável com 14 caminhadas durante todo o ano, decorreu até ao jardim da marina, onde decorreram diversas actividades como o tiro com arco, canoagem, zarabatana, escalada, tirolesa, sumo, jogos tradicionais e insufláveis de diversão para os mais novos.
Esta iniciativa, que marcou o início da Primavera, tem como lema “Mais saudável, mais feliz” e é mais uma das originais iniciativas do Gabinete Cidade Saudável de Viana do Castelo, criado para cumprir os princípios da Organização Mundial de Saúde no que toca à promoção de hábitos e estilos de vida saudável, tal como os já conhecidos “Domingos Saudáveis” que decorrem nos meses de Verão ou as diversas parcerias para fomentar estilos de vida promotores de saúde.

Serão sem TV foi dedicado ao Castelo Santiago da Barra

O último Serão Sem TV integrou mais uma apresentação de Selo, Postal, Medalha e Azulejo. Dedicada ao Castelo de Santiago da Barra e fotografado por Luís Jorge (Joca), a apresentação decorreu na Sala D. Maria do Castelo Santiago da Barra e foi precedida de uma pequena resenha histórica a cargo do Dr. Francisco Sampaio.
O Castelo Santiago da Barra, um forte situado na margem do rio Lima, teve início com a construção de uma torre – a Torre da Roqueta – para defesa da barra de Viana em 1567/68 e, poucos anos depois, de um pequeno fortim de planta rectangular. Posteriormente, sob o reinado de Filipe I de Portugal, o fortim foi remodelado e ampliado, sob o traço do arquitecto e engenheiro militar italiano Fillipo Terzi, no ano de 1589.
Classificado como Imóvel de Interesse Público por decreto de 24 de Janeiro de 1967, o Castelo alberga a sede da Entidade Regional de Turismo do Porto e Norte de Portugal e a Escola de Hotelaria da cidade. A sua envolvente foi, em 1999, alvo de requalificação por parte da Câmara Municipal de Viana do Castelo, nomeadamente o arranjo urbanístico de onde se destaca o monumento a Viana do Castelo da autoria do escultor vianense Manuel Rocha.

Bombeiros municipais comemoraram 22 anos

Os Bombeiros Municipais de Viana do Castelo comemoram, no passado domingo o seu 229º aniversário com diversas cerimó­nias de formatura e um “Quartel Aberto” na Praça da Liberdade com manu­sea­mento e demonstração de veículos e equipamentos, nomeadamente a escada magirus.
As cerimónias começaram pela manhã com o hastear da Bandeira no quartel, seguido de missa, formatura geral e romagem ao cemitério. De tarde, a Praça da Liberdade acolheu a demonstração e manuseamento de veículos e equipamentos, numa apelativa mostra das actividades deste corpo de bombeiros municipais. Para além da divulgação do trabalho desenvolvido pelos Bombeiros Municipais, puderam ser vistos os equipamentos, de onde se destaca a escada magsirus e as viaturas de combate aos incêndios florestais e urbanos, meios de salvamento em meio aquático, acidentes rodoviários, e uma nova viatura de combate a fogos florestais.
Os Bombeiros Municipais de Viana do Castelo foram fundados em 22 de Março de 1780 com a designação original de Companhia da Bomba, sendo actualmente o terceiro mais antigo de Portugal, logo a seguir aos Sapadores de Lisboa e Porto.

 Vicentinos vão oferecer uma sopa por semana

As conferências vicen­tinas de cinco paró­quias­ de Viana do Castelo vão começar a distribuir semanalmente, a partir de Abril, uma “sopa conforto”, para ajudar os mais necessitados nesta época de crise, anunciou uma responsável pela inicia­tiva.
Conceição Silva disse que a “sopa conforto” será servida aos sábados, no Centro de Juventude (Ozanan) da Paróquia de Nossa Senhora de Fátima, estando também prevista a possibilidade de ser levada à casa das pessoas­ que tenham dificuldade de deslocação. “Para muitos, a sopa será gratuita, enquanto que alguns pagarão um preço simbólico, ainda a fixar. Tudo depende dos respectivos rendimentos”, acrescentou.
Os promotores da iniciativa estão ainda a estudar a hipótese de, conjuntamente com a sopa, ser também servido um pão e uma peça de fruta. “Queremos confortar os estômagos vazios, que são cada vez mais à nossa volta, fruto da crise que atravessamos”, disse.
Segundo Conceição Silva, há na cidade crianças que “apenas comem” enquanto estão na escola e nos centros de actividades de tempos livres (ATL), já que em casa, disse, pouco têm na mesa à sua espera. “Como se sabe, só há escola de segunda a sexta-feira. Nos dois dias de fim-de-semana, não sabemos o que acontece com estas crian­ças. Com esta ‘sopa conforto’, pelo menos temos a certeza que, ao sábado, aqueles estômagos não ficam sem nada”, afirmou.
A ideia das conferências vicentinas é que este projecto seja exclusivamente desenvolvido à base do voluntariado. “Vamos ter voluntários tentar para recolher os produtos para a sopa que a população nos queira oferecer, assim como para a confecção dos alimentos”, referiu. Contam para isso com ofertas de pessoas de boa vontade de legumes, vegetais, batatas e outros elementos para uma sopa proteica rica em conforto para todos os que necessitam por qualquer motivo.
Numa fase de arranque, deverão ser oferecidas entre 50 a 60 sopas, “ricas em proteínas”, por sábado, um número que poderá subir progressivamente, de acordo com as ofertas dos alimentos.

 Revista de Estudos Regionais apresentada amanhã

 O Centro de Estudos Regionais – CER fará amanhã, pelas 11 horas, na Sala Couto Viana da Biblioteca Municipal de Viana do Castelo, a apresentação pública do número 3 da Revista Estudos Regionais.
A revista, editada anualmente pelo Centro de Estudos Regionais foi fundada há mais de 25 anos e, presentemente, já vai na II série. Depois do sucesso que foi a edição, no ano passado, de um número com estudos e ensaios sobre a Mulher no Alto Minho, o próximo volume volta ser temático. Desta vez é dedicado a Viana do Castelo e pretende ser um contributo do CER para as celebrações dos 750 anos do foral de D. Afonso III ao concelho vianense.
A revista tem 520 páginas e conta com a colaboração de uma vintena de autores de reconhecido mérito literário e científico como Aurélio de Oliveira, António Manuel Couto Viana, Henrique Rodrigues, Margarida Durães, Fina d’Armada, António Matos Reis, Carlos Branco Morais, José António Oliveira ou Horácio Faria. A coordenação científica do volume é da responsabilidade de Henrique Rodrigues, historiador e docente da Escola Superior de Educação de Viana do Castelo.

A apresentação estará a cargo de Luís Miguel Duar­te­,­ Professor Catedrático de História Medieval na Faculdade de Letras da Universidade do Porto. Este investigador, natural de Viana do Castelo, tem desenvolvido trabalhos no âmbito da história do Porto, história urbana e na história militar, da justiça e criminalidade. Publicou, entre outros, trabalhos sobre justiça e criminalidade no Portugal Medievo, uma biografia de D. Duarte e colaborou na “Nova História Militar de Portugal”. É colaborador regular na imprensa.

 Férias da Páscoa nos museus de Viana

A Câmara Municipal de Viana do Castelo, através dos serviços educativos do Museu de Arte e Arqueologia e do Museu do Traje, vai promover actividades pedagógicas nas Férias da Páscoa para crianças entre os 6 e os 12 anos.
Esta iniciativa, a pensar nos pais que não têm onde colocar os filhos durante o período de férias e querem proporcionar momentos diferentes, divertidos e educativos, tem início a 30 de Março e prolongam-se até 9 de Abril. A iniciativa, que está já no segundo ano consecutivo, tem um limite de participações de 15 crianças.
No Museu de Arte e Arqueologia, as actividades são dedicadas a Pintar a História de Viana do Castelo (com base na exposição comemorativa dos 750 anos do Foral que está a decorrer naquele espaço museológico) e actividades relacionadas com o período da Páscoa, com a confecção de ramos da Páscoa com a ajuda do artesão Filipe e com a construção de objectos manuais de pintura e concepção de objectos em papel e outros materiais. O valor do pacote para os nove dias de Férias da Páscoa são 35 euros e para um dia são cinco euros, sendo necessária uma inscrição prévia.
No Museu do Traje, e pelo mesmo valor e com inscrição prévia, as actividades terão como tema os Coelhos da Páscoa feitos em pasta de papel descorados com corda e pintados, os ramos da madrinha feitos com palma decorada com flores de papel, os cestos e caixas de amêndoa elaborados em papel reciclado e os ovos da Páscoa.

 Três milhões para quatro passagens desniveladas

No âmbito do protocolo celebrado entre a Câmara Municipal de Viana do Castelo e a REFER para a supressão de todas as passagens de nível da linha do Minho no concelho, vão arrancar, até ao final do mês de Março, as obras de construção das passagens inferiores de Além Rio e S. Sebastião (A­reosa), a passagem superior de Vila de Punhe e o restabeleci­mento viário em Carre­ço.

Na freguesia da Areo­sa, serão investidos mais de 1,9 milhões de euros para a construção de mais duas passagens inferiores, enquanto a zona do apeadeiro de Vila de Punhe será alvo de uma intervenção no valor de aproximadamente 600 mil euros. Em Carreço, será efectuado um res­tabelecimento viário orçado em quase 400 mil euros.

Estas empreitadas que, em última instância irão permitir uma maior segurança para a circulação rodoviária e de peões, integram um protocolo que irá permitir a supressão de 24 passagens de nível e a criação de 14 passagens desniveladas. Actualmente, estão já concluídas as empreitadas de construção de quatro passagens des­niveladas no concelho: a passagem inferior de Afife, a passagem inferior de Carreço, a passagem inferior de peões da Igreja e a passagem inferior de peões no Senhor do Socorro, ambas na freguesia de Areosa.

Em curso está a construção de cinco passagens desniveladas: a passagem inferior da Seca (Darque), a passagem superior de Mazarefes, a passagem inferior de Mazarefes, a passagem inferior de Vila Fria e a passagem inferior de Barroselas.

Entretanto, foi já publicado em Diário da República o despacho para a Declaração de Utilidade Pública para a execução da empreitada de construção da passagem inferior de Alvarães e respectivo restabelecimento viário. Esta obra deverá arrancar em finais de Maio, numa empreitada orçada em cerca de 850 mil euros.

 

Política e autarquias no masculino

Viana do Castelo, que até teve a primeira mulher presidente de câmara no Portugal pós 25 de Abril, vê hoje a política, no distrito, ser quase exclusivamente conjugada no masculino.

Actualmente, das dez câmaras do distrito apenas a de Caminha é liderada por uma mulher, predomínio masculino igualmente bem vincado em termos de juntas de freguesia, com apenas 11 lideradas por mulheres, num total de 290.
O panorama é igualmente arrasador em termos de liderança das estruturas partidárias concelhias, em que Maria Luísa Gonçalves, presidente do PS de Melgaço, aparece como uma espécie de lança em África.
De resto, todas as concelhias do PS, PSD, CDU, CDS-PP e Bloco de Esquerda, do distrito, são presididas por homens.
Falecida em 2008, Maria Augusta d’Alpuim foi vereadora da Câmara Municipal de Viana do Castelo, com o pelouro da Instrução e Assistência, desde 1968 até ao 25 de Abril de 1974.
Com a revolução, os presidentes de câmara foram demitidos, sendo, por lei, substituídos pelo vereador mais antigo, que no caso de Viana do Castelo era Maria Augusta.
Esta mulher exerceu o cargo durante cinco meses, até à formação de uma Comissão Administrativa, tornando-se assim a primeira mulher presidente de câmara em Portugal.
No entanto, o exemplo não vingou, e hoje, passados quase 35 anos, as presidências políticas e partidárias no distrito de Viana do Castelo continuam, na sua esmagadora maioria, entregues a homens.
Nos 10 concelhos do distrito, apenas em Caminha a presidência da câmara está entregue a uma mulher, Júlia Paula Costa, eleita pelo PSD, e actualmente a cumprir o seu segundo mandato. “A sociedade portuguesa ainda é muito patriarcal e esse será, certamente, um dos factores que leva a que haja poucas mulheres na política. Eu também, se tivesse filhos pequenos, se calhar não estaria neste cargo”, admitiu a autarca.
Júlia Paula confessou que se sente “muito bem” no cargo e reco­men­dou mesmo a expe­riên­cia a outras mulheres, para que dêem o seu contributo “para um Portugal e um mundo melhores”. “As mulheres, se calhar, têm uma forma um bocadinho diferente de estar na política. Não somos tanto de almoços, como os homens, mas mais de reuniões”, acrescentou Júlia Paula, ressalvando que isto não tem “uma pinga de crítica” em relação aos autarcas masculinos.
No resto do país, o panorama é em tudo semelhante, já que, de um total de 308 municípios, apenas 21 são liderados por mulheres.
No distrito de Viana do Castelo, a “ditadura masculina” está expressa de uma forma ainda mais elucidativa, em termos de presidências de juntas de freguesia, já que, de um total de 290, apenas 11 são lideradas por mulheres.
O concelho de Ponte de Lima, com 51 freguesias, é o que apresenta maior número de mulheres presidentes de junta, concretamente três, em Brandara, Cabração e Estorãos, enquanto que, no pólo oposto, Ponte da Barca, Melgaço e Caminha “nem sequer uma apresentam para amostra”.
Em Valença há duas (Arão e Silva) e em Arcos de Valdevez outras tantas (Cabreiro e Grade).
Vila Nova de Cerveira (Sopo), Monção (Segu­de), Paredes de Coura (Cossourado) e Viana do Castelo (Cardielos) são os casos restantes.
Cardielos foi, aliás, notícia na campanha para as últimas eleições autárquicas, já que as três forças concorrentes (PSD, PS e CDU) apresentaram cada qual a sua Maria como cabeça-de-lista. A vitória acabou por sorrir à social-democrata Maria Alexandrina Casti­lho.
O ano de 2005 marcou, assim, o fim do reinado masculino em Cardielos, curiosamente uma freguesia que até tem uma tradição - o Bife da Páscoa - marcada­mente machista. Neste “curioso” bife, a entrada é exclusivamente permitida a homens, sendo as mulheres “obrigadas” a ficar em casa a preparar os “paparicos” para oferecer ao mordomo da Cruz e a todos os que acompanham o compasso.
 

Gescartão muda sede para Viana do Castelo

A Gescartão SGPS; S.A., holding para Portugal do grupo papeleiro Europac, Papeles y Cartones da Europa, S.A. está a partir de agora sedeada em Viana do Castelo.

A mudança da sede da Gescartão SGPS, S.A. de Guilhabreu para Viana do Castelo prende-se com a importância crescente que a unidade industrial Europac/Portucel Viana tem vindo a ganhar dentro do grupo papeleiro Europac, Papeles y Cartones da Europa, S.A., reiterando assim o compromisso do grupo com a região.
Segundo José Miguel Isidro, presidente da Europac, “nos últimos anos, temos desenvolvido uma política de grande proximidade com a região de Viana do Castelo que se reflecte não só nos investimentos directos, como também na política de recrutamento de recursos humanos adoptada para a região”.
Neste sentido, como refere o presidente da Câmara Municipal de Viana do Castelo, Defensor Moura, “a consolidação do projecto da Gescartão em Viana do Castelo é de grande importância para a economia do concelho e da região”. Defensor Moura considera ainda “gratificante verificar que os responsáveis da empresa atribuem o maior significado à sua localização no município, transferindo a sede para Viana do Castelo”.
A Portucel Viana é responsável por 300 empregos directos e 2000 empregos indirectos, tendo em 2008 produzido 308 mil toneladas de papel com um volume de negócios de 142 milhões de euros e uma produção de 400 gw/hora que representou uma facturação de 35 milhões na área da energia.

Invisuais já “podem” ler na Biblioteca Municipal

Jornais em braille são uma raridade em Portugal, mas os invisuais já podem “ler”, diariamente, notícias frescas na Biblioteca Municipal de Viana do Castelo, graças a um inovador “scanner” com voz.

“É só pegar no jornal, digitalizá-lo e esperar que o ‘scanner’ nos leia as notícias. Quem diz um jornal, fala num livro, numa revista ou num outro documento qualquer, obvia­mente”, explicou a responsável pela sala de leitura especial daquela biblioteca. Ana Paula Pereira, 39 anos, invisual, garante que com as facilidades que a Biblioteca Municipal de Viana do Castelo proporciona, ninguém tem desculpas para não ler. “Aqui, só não lê quem não quer”, afirma.

Em braille, o espólio, para já, cinge-se a 37 títulos, sobretudo de romance e ficção, em que figura, à cabeça, o “Ensaio sobre a Cegueira”, de José Saramago.
Mas, para ler com os dedos, há também, entre outras, obras de Inês Pedrosa, Pedro Paixão, Paulo Coelho, Luís Sepúl­veda ou um livro de receitas do Pingo Doce. Há ainda uma edição mensal do Jornal de Notícias e das revistas Visão, Activa e Rosa-dos-Ventos.
Neste momento, Ana Paula Pereira está a trabalhar na criação de livros infantis em braille, com ilustrações tácteis, já que, como sublinhou, esta é uma das principais lacunas do espaço. Na gráfica já está a ser ultimada a história “Os ovos misteriosos”, que aquela responsável espera pronta em Abril, por ocasião do Dia Mundial da Literatura Infantil.
Enquanto isso, Ana Paula tem já em mãos a “confecção” de um segundo livro infantil, intitulado “Poemas para meninas e meninos pequeninos”. “Digitalizo o livro, transporto-o para o computador, faço as correcções e trato o texto, deixando-o prontinho para a impressão em braille”, afirma.
Mas aquele espaço de leitura especial da Biblioteca de Viana do Castelo dispõe ainda de 900 títulos em formato digital, que são enviados pela Internet aos leitores que os requisitarem, em qualquer parte de Portugal. “Até tenho leitores no Alentejo”, assegura Ana Paula.
Outra das ofertas da biblioteca é uma lupa electrónica, para facilitar a leitura àqueles que, não sendo cegos, têm uma grande insuficiência vi­sual­.
Ana Paula também já criou o chamado Laboratório da Grafia Braille, uma espécie de ABC daquele tipo de linguagem, que explica como é criada cada letra.

 População aprende a intervir em incêndios

A Câmara Municipal de Viana do Castelo, através dos nombeiros municipais e do Gabinete Técnico Florestal, efectuou uma formação sobre a primeira intervenção nos incêndios florestais, numa organização conjunta com a freguesia de Santa Leocádia de Geraz do Lima.

 Esta formação junto da população local integra o Plano Municipal de Defesa da Floresta Contra Incêndios, aprovado em 2007 pela Comissão Municipal de Defesa da Floresta para fazer diminuir o número de incêndios e de área ardida.
A formação permitiu, assim, dar a conhecer os aspectos de segurança aquando da intervenção num incêndio florestal e os respectivos procedimentos, o manuseamento das ferramentas manuais para uma primeira intervenção, e efectuar uma demonstração com o Kit de 1ª intervenção aos incêndios florestais. Esta iniciativa junta-se às acções de silvicultura preventiva, tais como a melhoria de caminhos, a construção de um ponto de água, a limpeza de vegetação ou a aquisição de uma carrinha com Kit de 1ª intervenção, e que estão a ser feitas nas freguesias do concelho no âmbito do Plano Municipal.
O Plano Municipal de Defesa da Floresta Contra Incêndios é um instrumento operacional de planeamento, programação, organização e execução de um conjunto de acções de prevenção que visam diminuir o impacto dos incêndios florestais, procurando defender a florestas, a vida das pessoas e os seus bens.
O Plano Municipal pretende, de forma gradual, fazer diminuir o número de incêndios e de área ardida através da execução de acções e de uma melhor coordenação e actua­ção entre agentes envolvidos. 

“Histórias para serem contadas” no serão sem TV

O último Serão Sem TV integrou a peça do Centro Dramático de Viana “Histórias para Serem Contadas”, encenada por Castro Guedes. De Oswaldo Dragún, a peça de intenção brechtiana com o sabor de um melodrama latino ao som do tango é interpretada por Ana Perfeito, António Alves Vieira, Pedro Estima e Ricardo Simões, num espectáculo que decorreu no Teatro Municipal Sá de Miranda.
Paralelamente, o Serão Sem TV integrou uma sessão cineclubista, com “Quatro Noites com Anna” de Jerzy Skolimowski para maiores de 12 anos, e que passou no Cinema Verde Viana numa organização da Ao Norte – Associação de Produção e Animação Audiovisual. Já na Oficina Cultural do Instituto Politécnico de Viana do Castelo, a noite foi de pintura, com a abertura da exposição do artista plástico Sobral Centeno.
Nos Serões Sem TV e nos restaurantes aderentes, podem ser saboreados “750 Sabores de Bacalhau”, uma iniciativa da APHORT – Associação Portuguesa de Hotelaria e Restauração e Turismo com o apoio da autarquia de Viana do Castelo.
Continuam também disponíveis os ensaios abertos do Coral Polifónico de Viana do Castelo na sua sede na Rua Nova de S. Bento e, no Pavilhão Municipal David Freitas, continuam abertos os treinos para quem quiser assistir.

 

Museu de Arte da Marioneta mostra e ensina a fazer bonecos

Uma turca e um russo são os responsáveis máximos do Museu de Arte da Marioneta de Viana do Castelo, o segundo do género em Portugal, que já reúne 106 “bonecos”, um espólio sempre em crescimento.

Certas peças chegam a demorar um mês até ficarem prontas, num trabalho que exige arte e engenho e, sobretudo, “muita paciência”. “Jornais e pasta de papel são as principais matérias-primas”, explicou Sabahat Passos.
Dentista de profissão, Sabahat Passos, a turca autora da esmagadora maioria das marionetas, entrou há 10 anos para a companhia Marionetas, Actores & Objectos (MAO), de Viana do Castelo, e desde então tem vindo a “cultivar-se”, com workshops e cursos no estrangeiro, para aperfeiçoar a sua técnica de construção e manipulação das “figuras animadas”.
O russo Alexandre Vorontsov viria a juntar-se à companhia de Viana do Castelo “quase que por acaso”, mas rapidamente se tornou no seu director artístico. “Conheci esta companhia em 2001, num festival internacional de marionetas em Évora. Falámos e decidimos trabalhar juntos. E estou cá desde 2002, creio que para ficar”, referiu Alexandre Vorontsov, 55 anos de idade, 34 dos quais a trabalhar nesta área teatral.
Durante a última década, a MAO criou 19 espectáculos, criando um espólio de 106 marionetas próprias, que desde Janeiro podem ser apreciadas pelo público em geral num museu aberto no centro da cidade de Viana do Castelo.

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Viana do Castelo “Cidade Anti-touradas”

Na reunião do executivo camarário, foi apresentada uma proposta de deliberação pelo presidente da autarquia, Defensor Moura, que vai fazer de Viana uma cidade anti-touradas e decide não autorizar a rea    lização de qualquer espectáculo tauromáquico no espaço público ou privado do município, sempre que ele dependa de qualquer autorização a conceder pela autarquia.
A proposta foi aprovada por maioria, com cinco votos a favor do presidente e dos vereadores do PS e três votos contra dos vereadores do PSD.
Defensor Moura informou a vereação que, desde que foi anunciada a aquisição da praça e da decisão da Câmara Municipal transformar aquele espaço num Centro de Ciên¬cia Viva, articulado com o contíguo Parque Ecológico Urbano, tem sido recebidas centenas de mensagens de correio normal e electrónico, dos quatro cantos do mundo, apoiando o propósito anunciado pela autarquia de acabar com as touradas no município de Viana do Castelo.
Deste movimento de defesa dos direitos dos animais, contra a violência e a tortura nos espectáculos tauromáquicos, já resultou na decisão de 53 cidades e vilas espanholas e de três cidades francesas se declararem, também, cidades anti-touradas.
Viana do Castelo, diverCidade saudável, inscreve-se assim na lista de cidades que oficial e simbolicamente se opõem à promoção e realização de corridas de touros e de quaisquer actos de violência ou tortura contra animais, que lhes possam causar sofrimento injus¬tificado.
A “Animal” congratulou-se com a declaração de Viana do Castelo como “cidade antitouradas”, uma decisão pioneira em Portugal que aquela associação espera que se venha a estender por todo o país.
“Acreditamos que esta decisão da câmara de Viana do Castelo tenha um efeito dominó, levando outros autarcas a seguir este exemplo de civilidade e de moderni¬dade”, disse a vice-presidente da Animal.

Serão num dos mais emblemáticos cafés de Viana

A Câmara Municipal, no âmbito das Comemorações dos 750 Anos do Foral Afon¬sino, apresentou mais uma série de selos, postais, medalhas e azulejos dos monumentos de Viana do Castelo.
Desta vez, o cenário foi um dos mais emble¬má¬ticos cafés da cidade – o Girassol, que se encheu para a apresentação, a cargo de Maranhão Peixoto, da edição da Estátua de Viana, fotografada por Arménio Belo.
O projecto do Café Girassol nasceu de uma decisão tomada em Outubro de 1929 de incumbir aos arquitectos Rogério de Azevedo e Baltazar de Castro um novo coreto para o Jardim Público.
O Café Girassol foi o local escolhido para a apresentação por se tratar de um edifício que é propriedade da Câmara Municipal, assim como a Estátua de Viana, dois monumentos de vital importância para o concelho. Recentemente reabilitado, o café foi conce¬ssionado a um empresário privado, tendo sido alvo de todas as explicações a cargo de Maranhão Peixoto.
Durante a apresentação neste simbólico café da cidade, este historiador deu a conhecer a história da estátua de Viana. A estátua de Viana, que integra também um chafariz, é a mais emble¬mática alegoria ao comércio de Viana.

Cidade de Viana classificada como “Meca da Arquitectura”

A revista londrina Wallpaper classificou a cidade de Viana do Castelo como uma “Meca da Arquitectura”, pela sua “colecção de edifícios”, de que se destaca a nova Biblioteca Municipal, assinada por Siza Vieira, informou fonte camarária.
Segundo a fonte, daquela “colecção” faz ainda parte a Praça da Liberdade, desenhada por Fernando Távora, o “inovador” Hotel Axis e o futuro Coliseu de Souto Moura. “Uma cidade marítima portuguesa está a ser transformada numa Meca da Arquitectura, com uma colecção de edifícios ao gosto de Fernando Távora, e agora a chegada de um hotel inovador em pilha”, escreve a Wallpaper.  Acrescenta que os edifícios são “fonte de orgulho municipal”, com destaque para a nova Biblioteca Municipal, desenhada em betão branco por Álvaro Siza. “A Biblioteca domina uma praça planeada por Fernando Távora - mentor de Siza Vieira e fundador da Escola do Porto”, refere ainda a revista, fazendo também referência aos “dois edifícios ambiciosos” situados na Praça da Liberdade.
Num texto ilustrado com imagens de Dan Holdsworth, a revista fala da praça de arquitectura “cinco estrelas”, que ficará completa com o Coliseu, um pavilhão multiusos com risco de Eduardo Souto Moura. “Este terá como característica uma caixa de alumínio em cima de uma estrutura leve, o que enfatiza a natureza etérea da visão de Távora sobre esta parte da cidade”, lê-se na revista.
A fonte camarária sublinha que a Wallpaper é “uma referência incontornável” do design, arquitectura, moda e estilos de vida.
Da “Meca da Arquitectura”, acrescenta a fonte municipal, constam ainda o conjunto habitacional do antigo mercado (Alves Costa e Sérgio Fernandez) a Praça da República (Viana de Lima), o Hospital (Chorão Ramalho), a Casa Grande da Rua Mateus Barbosa (Nazoni) e o templo de Santa Luzia (Ventura Terra).

CMIA comemora 200 anos do nascimento de Darwin

A Câmara Municipal de Viana do Castelo, através do Centro de Monitorização e Interpretação Ambiental (CMIA), inaugurou a exposição comemorativa dos 200 anos do nascimento de Charles Darwin. Esta exposição interactiva, que encerra a 18 de Abril, percorre o mundo antes e depois de Darwin e pretende homenagear a obra deste eminente cientista.
O CMIA associa-se assim às Comemorações disponibilizando um conjunto de actividades, entre os meses de Março e Abril, destinado a um público muito vasto e que, para além da exposição, integra um ciclo de conferências designado por “Evolução em 3 tempos” e um Curso de Formação sobre “Evolução e Biodiversidade”.
Na exposição propõe-se uma viagem a bordo no navio Beagle enquanto momento de oportunidade inquestionável para o desenvolvimento da sua teoria e ainda a sua biografia. O visitante poderá ainda, através de jogos interactivos, ser confrontado com informação, ilustrações e questões relativas a esta temática sendo, no final, atribuída uma pontuação.
Outro elemento de interacção e conhecimento será o caderno do naturalista, uma brochura que simula o caderno de anotações do próprio Charles Darwin com informações e curiosidades nas primeiras páginas e desafios de observação natural nas páginas seguintes, bem como experiências a realizar em casa ou na escola.


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